Nesta seção, reunimos os artigos científicos produzidos pelo nosso grupo de pesquisa. Os textos disponíveis refletem reflexões teóricas, investigações de campo e experiências pedagógicas que contribuem para o debate na área da Educação. Estão disponibilizados os links para as revistas em que os artigos foram originalmente publicados, facilitando o acesso às fontes completas. Convidamos você a explorar os conteúdos e se aprofundar nas discussões que movem nossas práticas e estudos.
"Invisibilidade dos animais na educação básica e na formação de professoras: uma aposta antiespecista" de Ana Luisa Mello e Rosimeri de Oliveira Dias.
O artigo é efeito de uma pesquisa-intervenção que acontece entre escola e universidade para colocar em análise a invisibilidade dos animais. Pesquisa que,com seu modo cartográfico, afirma o antiespecismo como um ethos, como um modo de viver que busca perceber e problematizar as relações de opressão produzidas contra outros seres, sejam humanos ou de outras espécies. Com o intuito de captar e narrar o que acontece no plano das forças moventes de uma formação inventiva, o texto se organiza em dois momentos, escola básica e formação de professoras. Junto com estes momentos, há escritas de diário de campo de uma das pesquisadoras, grifadas em itálico, para acompanhar os devires que ganham forma. A aposta é a de forçar o pensamento a pensar em uma alteridade radical, agenciando deslocamentos e desnaturalizações para a criação de desmontagens e invenções de outras formas de se relacionar com os seres viventes e consigo.
"Por entre feras, escutas e encantos: práticas de formar perspectivadas pela invenção" de Ana Luiza Mello, Rosimeri de Oliveira Dias e Liliana Secron Pinto.
O artigo parte do encanto e encontro com o livro Escute as feras, de Nastassja Martin, para colocar em análise os usos dos diários de campo nas pesquisas em educação e os devires que neles ganham forma. É escrito por meio do encontro de três professoras, atentas aos efeitos e problematizações de uma outredade constituída nas micropolíticas de uma formação inventiva de professores. O texto se organiza pelas estações do ano para explicitar o que temos feito de nós no encontro entre universidade e escola básica. No outono, coloca-se atenção na escuta; no inverno, o foco se localiza na outredade e na heterotopia; na primavera, a dimensão autogestionária do uso do diário é analisada como dispositivo e, no verão, a escrita se encerra com uma posição ético-estética-política do trabalho com a formação inventiva e a sua posição metodológica com os diários de campo.
"Por uma formação inventiva antiespecista" de Ana Luiza Mello e Rosimeri de Oliveira Dias.
A proposta deste artigo é ade visibilizar de que maneiras a formação inventiva pode forçar o pensamento a problematizar o especismo e forjar brechas para produzir modos outros de ver e de se relacionar com os animais não humanos. Para tanto, este trabalho é tecido no encontro entre duas professoras que optam por práticas inventivas em seus territórios de trabalho-formação de professores e ensino de ciências na educação básica. Na discussão, problematizamos o especismo no cotidiano da sala de aula, seus dispositivos, suas enunciações e suas invisibilidades, por meio de diários de campo e de atividades didáticas usuais na educação básica. Contudo, apontamos saídas e modos autogestionários dos trabalhos junto com jovens e crianças de uma escola pública de periferia urbana do Estado do Rio de Janeiro, especialmente no que tange a práticas que nos posicionam no presente e em luta por uma formação inventiva antiespecista.
"Pesquisa–intervenção, cartografia e estágio supervisionado na formação de Professores" de Rosimeri de Oliveira Dias.
O propósito deste trabalho é dar visibilidade à constituição de uma cartografia conceitual em que seja possível analisar o movimento do estágio supervisionado como uma política de formação de professores, bem como evidenciar as contribuições da pesquisa-intervenção e da cartografia para o campo da formação de professores. Para tanto, comparecem na discussão uma formação conceitual e metodológica por meio da cartografia e da pesquisa-intervenção; as análises dos diários de campo, tanto do professor quanto dos alunos e os signos forjados no decorrer de um semestre letivo. Neste contexto de análise discute-se uma formação inventiva pela constituição de uma estética da existência e o problema político do estágio supervisionado na formação de professores, tomando este problema numa dimensão micropolítica. Conclui-se que estas são ferramentas para o enfrentamento da complexidade da escola, assumindo-a como a constituição de um território movente que luta por ser usina e usuária de um conhecimento vivo. Palavras-chave: pesquisa-intervenção; cartografia; estágio supervisionado; formação inventiva de professores; políticas de cognição.
"Formação e vida entre invenção de si e de mundos" de Rosimeri de Oliveira Dias, Ana Luiza Gonçalves Dias Mello, Ayama Vera Araujo Prado e Hágata Cristina Paes Rosa.
Este artigo é escrito para celebrar o cinquentenário da Faculdade de Formação de Professores de São Gonçalo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Tem o propósito de fazer ver e falar experiências de formação inventiva de professores no encontro estreito entre universidade e escola básica. Utiliza o dispositivo de uma entrevista-conversa tecida entre membras do Grupo de Pesquisas Oficinas de Formação Inventiva de Professores – OFIP/UERJ/CNPq –, que existe desde 2009, na FFP/UERJ, para explicitar experiências de formar tecidas por entre encontros, conversas e problematizações com outros, naquilo que existe de força para pensar de outros modos a ligação estreita entre formação, conhecer e viver.
"Recusando o momento cartesiano: como equipar-se em psicologia e educação?" de Rosimeri de Oliveira Dias e Heliana de Barros Conde Rodrigues.
O artigo parte do problema apontado por Michel Foucault na primeira aula do curso A Hermenêutica do sujeito, datada de 6/01/1982, a saber: o que se passa com o ser do sujeito em sua relação com a verdade? Para desenvolver tal indagação, o filósofo analisa, entre outros aspectos, saberes e práticas característicos da espiritualidade no período de ouro do cuidado de si (séculos I e II). Além de acompanhá-lo em parte desse percurso, pretendemos, com nosso texto, pôr em cena as inflexões que ele implica tanto para o campo da psicologia como para o da formação de professores. Em ambos, é comum que emerjam polêmicas quanto às teorias a adotar como base para uma intervenção mais eficaz ou, preferencialmente, mais crítica. A diferenciação clássica entre ciências naturais e ciências humanas jamais se ausenta desse debate. O presente artigo adota caminho distinto, pois buscamos um modo de arrancar de nossas entranhas o momento cartesiano, arriscando-nos a adotar posturas antipsicologistas e eventualmente antiepistemológicas. Melhor dizendo, indagamos: como, na psicologia e na educação, a constituição de si por si mesmo pode se transformar em uma ética metodológica (ou metodologia ética) de trabalho?
"Pensamento e invenção: por uma formação outra" de Rosimeri de Oliveira Dias e Heliana de Barros Conde Rodrigues.
O artigo expõe análises das pesquisas-intervenção realizadas com formação e com estudos foucaultianos na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Cartografa movimentos que nos desprendem dos exercícios de poder, servindo de reveladores para as transformações do sujeito. Para tanto, traz três dispositivos. Primeiro, as linhas tecidas no dispositivo aula, recorrendo ao curso A Hermenêutica do Sujeito, de Michel Foucault, e colocando em pauta a anarqueologia como atitude prática para pensar/fazer uma formação que se desvincule de pedagogias capacitadoras. Em seguida, as linhas do dispositivo se delineiam por meio de entrevistas e de alguns escritos de intercessores de Foucault para indagar se a formação perspectivada pela invenção pode ser uma formação outra, problematizadora. Em um terceiro momento, apresentam-se estratégias singulares de formar professores que privilegiam práticas éticas e políticas regulares e trabalhos dotados de continuidade, porém sem efeitos de coerção.
"Modos Autogestionários e Pistas Investigativas na Formação de Professores" de Rosimeri de Oliveira Dias e Eduardo Antonio De Pontes Costa.
O artigo discute a importância de modos autogestionários tecidos na relação entre as práticas de pesquisa consideradas problematiza doras e o campo da formação inventiva, junto aos professores da Educação Básica. Há conceitos-operadores, ético-estético-políticos, que sustentam o trabalho teórico e empírico, para pensar sobre o que se produz nas práticas de formação. Tais conceitos-operadores polemizam o domínio da noção de sujeito, produzido pela cena dicotômica cartesiana, gerando pistas inves tigativas criadas por gestos, práticas e saberes, com a experiência de for mar professores perspectivada pela invenção. Busca, assim, potencializar resistências e modos contra hegemônicos que singularizam caminhos de formar professores.
"Formação inventiva de professores e políticas de cognição" de Rosimeri de Oliveira Dias.
Este texto discute que o problema da formação de professores deve ser analisado considerando o problema do conhecer. O trabalho evidencia o conhecer no seio das ciências cognitivas, da maneira proposta por Francisco Varela. Em seguida, analisa a relação paradoxal entre aprender e desaprender o prescrito na formação de professores, pensando-a como um campo de relação de forças. Tal noção força a pensar uma formação inventiva. Esta conjuga políticas de cognição com produção de subjetividade. A ideia de discutir conhecer e formação de professores fala dos deslocamentos e das políticas que possibilitam experiências de tensionamento dos modelos rígidos e predeterminados de conhecer para não confundir uma forma de ensinar com o único modo de praticá-lo. Assim, o que há é a expressão de uma política geradora de experiências, pequenas invenções e não uma prescritividade replicável.
"Por entre as tardes e os efeitos dos encontros com Margueritte ou dos descaminhos de uma ethopoiesis de si" de Rosimeri de Oliveira Dias e Maria Elizabeth Barros de Barros.
Este trabalho é feito por meio de uma aproximação ética, estética e política entre a formulação foucaultiana de escrita de si, e o filme “Minhas tardes com Margueritte”, de Jean Becker. Aposta na tessitura de bons encontros, para problematizar uma prática de constituição de um sujeito ético no presente. Encontros são tomados, conforme propõe Gilles Deleuze, como o que pode fazer vibrar e revigorar a força de um acontecimento. O trabalho é dividido em dois momentos: amizade e seus efeitos ethopoiéticos; e práticas de si e seus entrelaçamentos com cinema e diferença. A força de um bom encontro é revigorada quando ela é posta numa perspectiva que desloca os pontos de vista dos personagens do filme, fazendo com que as imagens movimento e tempo mostrem feituras, apostando na força alegre de uma prática de si, para poder diferir e inventar modos outros de viver.
"Educação remota e pandemia em close-up" de Rosimeri de Oliveira Dias, Liliana Secron e Líbia Busquet.
Este é um artigo tecido à seis mãos, por meio do encontro e conversas entre três professoras da rede pública de ensino, duas da escola básica e uma da universidade. Esta tessitura conceitua um encontro como aquilo que ativa um campo problemático, princípio de uma formação inventiva de professores. Colocamos em análise e em intervenção uma educação remota, convocada pelos cenários pandêmicos do presente, e o seu plano close-up, que elimina o corpo em sua totalidade como enunciador. No enquadre de uma tela - de computador e/ou celular – a educação vira foco evidenciando um processo de exclusão em massa, tanto do corpo, como de um quantitativo de estudantes e de professores que não possuem acesso ao mundo remoto. Para tanto, o trabalho se divide em três cenas em close-up, a saber: Cena 1: Pandemia e pandemônio: vai passar!(?); Cena 2: espaços outros e as heterotopias: em uma ofegante epidemia, um pouco de ar para não sufocar; Cena 3/Epílogo: brechas de uma formação inventiva de professores: a evolução da liberdade. A aposta conceitual e metodológica proposta apresenta tomadas que compõem as cenas e funcionam como propagadores da dimensão crítica e de resistência para afirmar modos autogestionários e inventivos de formar que ligam conhecer e viver à um ethos – uma política para a produção de vidas livres, raridades em tempos de educação e controle remotos.
"Deslocamentos, invenção e formação outra - em companhia de Foucault" de Rosimeri de Oliveira Dias e Heliana de Barros Conde Rodrigues.
O artigo expõe análises de pesquisas-intervenção realizadas com formação de professores na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Cartografa movimentos que nos desprendem dos exercícios de poder, servindo de reveladores para transformações do sujeito. Lança mão de três dispositivos: as linhas tecidas no dispositivo aula, recorrendo ao curso A Hermenêutica do Sujeito e à noção de arqueologia; as linhas que se delineiam na atualidade mediante entrevistas de Foucault e escritos de seus intercessores; e as estratégias singulares de formação que privilegiam práticas ético-políticas regulares e trabalhos dotados de continuidade, embora sem efeitos de coerção.
"Vida e resistência: formar professores pode ser produção de subjetividade?" de Rosimeri de Oliveira Dias.
Este artigo discute a formação de professores relacionando-a com as noções de vida e de resistência. Propõe uma análise que faz atravessar estas três noções: formação, vida e resistência. Esta análise acontece por meio dos estudos da produção de subjetividade na perspectiva de Michel Foucault, problematizando o fato de que na fronteira da constituição da existência, na zona de indeterminação que emerge dela, é possível tratar o tema da formação como produção de subjetividade. A noção de experiência-limite de Maurice Blanchot contribui para se poder afirmar que formar professores é produzir subjetividades. Com este agenciamento entre formação, vida e resistência, a ideia é pensar possibilidades de condições de trabalhos para professores que vêm sendo judicializadas e aprisionadas em formações ditas competentes para lidar com o contemporâneo e suas facetas, que cada vez mais investem em uma vida pret-à-porter para que se mantenha a permanência de práticas pedagogizantes. Contrário a esta posição, o artigo propõe agenciamentos para formar e desformar, assumindo os riscos e afirmando modos desindividualizantes e mais coletivos e assim facultando a expressão de uma formação inventiva de professores.
"Conversas entre micropolítica e formação inventiva de professores" de Rosimeri de Oliveira Dias, Marilena dos Reis Peluso e Márcia Helena Uchôa Barbosa.
Trata-se de conversas que expressam uma escolha ético-estético-política para mostrar as tessituras do trabalho com dispositivos da análise institucional, da cartografia, das políticas de cognição e da formação inventiva de professores nos territórios distintos da escola e da universidade. As conversas são tecidas entre professoras da escola e da universidade, para evidenciar a pesquisa pelo meio, lá onde ela acontece: no chão da escola. Há conceitos que funcionam como dispositivos de resistência em campos tão predefinidos, tais como: micropolítica e formação inventiva de professores. Micropolítica é uma experimentação ativa, pois não se sabe antecipadamente como é que se desenha o traçado de uma experiência. Formação inventiva de professores é uma questão de aprendizado de como manter vivo um campo problemático, deixando vibrar as forças intensivas para que estas possam criar formas e desformar cristalizações nas trajetórias de vida. Conversas coletivas que enunciam diferentes modos de viver escola e universidade.
"Tecer entre educação e psicologia: modos de trabalhar intersetorializados entre saúde e educação desde a escola e a universidade." de Rosimeri de Oliveira dias e Marcia Roxana Cruces Cuevas.
O artigo tece análises e intervenções do agenciamento entre duas professoras de universidades públicas e suas pesquisas e práticas com formação de professores e de psicólogos, desde o chão da escola básica. É escrito no encontro com práticas e estudos do Grupo de Pesquisas Oficinas de Formação Inventiva de Professores – OFIP/CNPq – que posiciona a formação pela possibilidade de se deslocar, de inventar a si e o mundo. Para tanto, o artigo, por meio da pesquisa-intervenção, acompanha alguns traçados do que constitui este modo de formar, entre universidade e escola básica, propondo práticas outras para os campos da formação de professores e de psicólogas(os) que atuam nas políticas públicas de educação. É constituído por três momentos: 1- analisa a noção de formação inventiva de professores para fazer ver e falar o lugar do estudo, da escuta, da conversa, do encontro como produção de saúde nos territórios de formação; 2 - pela noção de intervenção, mostra como o estudo pode acionar equipamentos e dispositivos de problematização das vulnerabilidades dos gestos concretos de se encontrar e conversar sobre/com invenção na escola básica e na formação inicial e continuada de professores, de psicólogos/as; 3 - mostra que tais análises e intervenções facultam outras experiências, intersetorializadas entre saúde e educação, visibilizando a intensa relação entre estudar, afetar e viver que ampliam um grau de potência para a ação e invenção de si, de mundos. A aposta é fazer ver e falar, desde o chão da escola básica, modos de trabalhar intersetorializados entre saúde e educação.
"Heterotopias e produção de sentido nos espaços de sala de leitura." de Rosimeri de Oliveira Dias e Liliana Secron.
Este artigo acontece entre os modos de trabalhar formação que estreitam a relação escola básica e universidade perspectivada pela invenção. Toma como análise e intervenção experiências de professoras tecidas entre Salas de leitura das escolas da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-RJ) e as investigações do grupo de pesquisa Oficina de Formação Inventiva de Professores (OFIP) da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP-UERJ). Nele são enunciados cinco princípios que regem as salas de leitura, e as disputas de sentido que atravessam sua existência contida no conceito foucaultiano de heterotopia, a saber: a sala de leitura é lugar de leitura literária, de encontro, de formação, de invenção e de arte. Uma sala de leitura, nestes termos, não é somente um espaço físico, mas os posicionamentos e contraposicionamentos, que se manifestam na relação sujeitoespaçotempo.
"seis fragmentos para uma formação inventiva de professores, em tom menor, entre psicologia e filosofia" de Rosimeri de Oliveira Dias.
O artigo faz operar a ideia de seis fragmentos para reconstruir eixos entre gênese teórica e formativa de dispositivos da formação inventiva de professores, entendida como prática e subjetivação de modos de trabalhar psicologia da educação, em tom menor, entre universidade e escola básica.Fragmento, como Maurice Blanchot apresenta, é o que antecipa um devir. O texto dá destaque especial para seis fragmentos de uma formação inventiva de professores: arte, pesquisa-intervenção tecida de modo cartográfico; análise institucional; produção de subjetividades; políticas de cognição no plural e formação inventiva de professores. Ao ampliar o grau de suportabilidade para viver uma experiência de problematização e forjar uma rede de elementos que possam ampliar este grau de suportabilidade para, também, se colocarem vulnerabilidade, uma formação inventiva de professores se ocupa em forjar modos de agir, de pensar, de escrever, de ser, de sentir, de fazer, de estudar e poder tensionar o que há na formação de professoras e de professores. Uma formação que faz vibrar, enlaçar e se abrir a dispositivos que nos equipam para a invenção de si e de mundos e o seu trabalho micropolítico. As considerações finais fazem reverberar questões sobre a formação inventiva tecida em periferia urbana do Rio de janeiro particularmente em suas relações entre escola básica e universidade. Presume-se então que este trabalho teve por intuito opor, às formações preestabelecidas que remetem sempre ao discurso hegemônico da educação e da psicologia, o discurso de minoria, que se faz com intercessores.Para tanto, contou com discursos fragmentários sob nomes Michel Foucault, René Lourau, Heliana Rodrigues, Virgínia Kastrup, buscando inventar uma conversa profícua entre autores que, provavelmente, sequer se conhecem na educação e na formação. Com intercessores, busca-se multiplicar ainda mais esse rumor, em tom menor, para forjar éticas de pesquisa e de formação singulares, inventivas.
"Arte ambiente alteridade: formação inventiva entre universidade e escola básica" de Rosimeri de Oliveira Dias e Ana Luiza Gonçalves Dias Mello.
A proposta deste trabalho é fazer ver e falar uma perspectiva ética-estética-política de formação realizada entre universidade e escola básica. Uma aposta expressa por meio de três eixos que se articulam, a saber: arte, ambiente e alteridade. Tais eixos emergem da própria ligação entre professoras da universidade e da escola, que optam por práticas inventivas em seus territórios de trabalho e criam um coletivo, propondo análises e intervenções em uma escola pública da periferia urbana do município de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro. Deste modo, este trabalho é expressão de tessitura coletiva implicada para expressar o que uma pesquisa-intervenção pode criar em dimensões coletivas e desindividualizantes. Para tanto, nossa tessitura acontece na articulação entre práticas instituídas e instituintes, para enunciar o que temos feito entre escola e universidade para formar professoras e estudantes perspectivados pela invenção, pela desnaturalização do habitual e pela possibilidade de produção de outros modos de se relacionar com os outros e consigo mesmo.