OFICINAS DE FORMAÇÃO INVENTIVA DE PROFESSORES
(SITE EM CONSTRUÇÃO...)
OFICINAS DE FORMAÇÃO INVENTIVA DE PROFESSORES
(SITE EM CONSTRUÇÃO...)
SOBRE O OFIP
O Grupo de pesquisa Oficina de Formação Inventiva de Professores (Ofip/CNPq) é um coletivo criado em 2009 e coordenado desde então pela Professora Rosimeri de Oliveira Dias (FFP/UERJ). Nossa aposta é na composição entre arte, estéticas da existência, formação inventiva de professores e políticas de cognição, produzindo experimentações que são exercícios, ensaios e cultivos que mobilizam a atenção ao presente e a invenção de si e do mundo. Entre Universidade e escola, encontros para conversar, problematizar e estudar, cruzando produções artísticas, filosofia da diferença e autores como Michel Foucault, Gilles Deleuze, Felix Guattari, Sueli Rolnik, Virgínia Kastrup, René Lourau e outros.
O tema da invenção na formação de professores, longe de ser um problema estritamente educacional, envolve vetores sociais, históricos, políticos, filosóficos, psicológicos, artísticos e culturais que compõem sua produção. Na OFIP, tal tema é analisado no atravessamento entre educação, filosofia, psicologia e arte, buscando pensar formação de professores como um ethos, uma atitude ético-estética-política. A formação inventiva de professores coloca em análise nossa capacidade de lidar com a alteridade, com a diferença que circula na formação e que também nos habita. Com isto, é possível afirmar que formação é produzir um território que se compõe como campo de forças criando outras formas de habitar, de pensar e de formar.
No contexto dos grupos de estudos, dos projetos com escolas parceiras, dos seminários, das orientações coletivas, das escritas de diário, das cartas, das escutas, as discussões centram-se na forma como estas podem intervir na constituição de coletivos e fazer funcionar uma micropolítica a favor da vida e da educação. O intuito é o de fazer um permanente movimento de habitar os territórios formativos, na universidade e na escola básica, e forjar encontros que desindividualizam, que tensionam as monoculturas de pensamentos e as diversas formas de dominação, encontros capazes de produzir outros modos de ser e estar no mundo.
OFIP
"Não me venham com o artigo,
como se a língua fosse cerca
e o sentido tivesse dono.
Dizem: o OFIP.
Outros corrigem: a OFIP.
Como se coubesse em gênero
aquilo que transborda.
Mas a OFIP — veja bem —
é mais do que um acordo gramatical,
é um desvio,
um gesto,
um acontecimento.
É a, quando acolhe,
quando abre os braços como território fértil,
quando se faz casa, chão, travessia.
É o, quando estrutura,
quando sustenta, organiza, tensiona,
quando vira margem para o pensamento não se perder.
Mas também é um,
porque nasce a cada encontro,
imprevista, inaugural,
como se fosse sempre a primeira vez.
E é uma,
quando se reinventa em cada voz,
em cada corpo que chega,
em cada palavra que insiste em existir.
A OFIP é rio —
não se fixa, não se prende,
corre entre as formas
e ri da rigidez das normas.
É vida —
dessas que não cabem em dicionário,
dessas que escapam das regras
e mesmo assim fazem sentido.
A OFIP não é artigo,
é articulação.
Não é gênero,
é movimento.
É o, é a, é um, é uma —
é tudo aquilo que a língua tenta nomear
e falha,
porque há coisas
que só existem
no entre.
E a OFIP,
ah… a OFIP
é exatamente isso:
um definido indefinido
que insiste em viver."
Poema escrito pelo professor Doutor Rodrigo de Moura, membro do grupo OFIP.
Nossas Redes Sociais