Minidicionário de Visualidade para a Educação de Surdos
Prescrições sequenciais
Etapas para a Produção de Vídeo 1 2 3 4 5 6
Etapas para a Produção de Vídeo 1 2 3 4 5 6
Escolha do tema
Para iniciar a produção de um vídeo (imagem em movimento), seja um curta-metragem, um desenho animado, um anúncio de publicidade ou uma obra filmográfica mais extensa para televisão ou cinema, é necessário primeiro definir a temática central, o assunto motivador da obra.
Este assunto pode surgir através de uma discussão coletiva feita pela equipe (técnica de brainstorming) ou de uma fonte de temáticas existentes, a exemplo da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) no campo da Educação. É a partir da temática que se cria o texto do argumento do vídeo.
Detalhamento do Argumento (Roteiro)
Com o argumento construído, lido e relido pelo grupo de produção, ajustando-se a coerência da narrativa, é que se parte para a escrita do roteiro, resultado direto da expansão e desenvolvimento de cada parte do argumento.
É neste texto estruturado de forma expandida e detalhada que se dividem as cenas e as sequências do filme. Cada cena do roteiro tem a inserção de um cabeçalho de cena e dos diálogos completos dos personagens.
Entre as cenas, o autor do roteiro pode especificar também as transições que serão mais tarde utilizadas na fase de edição de vídeo, a exemplo do blur (usando movimento de câmera), do fade in / fade out e do corte seco.
Orientações sobre enquadramentos a serem utilizados na gravação da cena também podem ser inseridas, organizando assim a decupagem prévia do roteiro.
Para guiar a equipe de produção, pode-se optar pela construção de um storyboard contendo desenhos ou pinturas dos momentos principais das cenas, incluindo a noção de cenários, figurinos e enquadramentos que serão mobilizados na fase de produção.
O autor do roteiro pode optar também pelo uso de esquemas narrativos como a jornada do herói, já exaustivamente testado pela indústria cultural do cinema em sua reprodutibilidade técnica para o consumo das massas de espectadores.
Pré-produção
Nessa fase de preparação, ou pré-produção, a equipe irá buscar as locações mais adequadas a cada cena e também providenciar o figurino dos personagens, assim como os objetos que irão compor a decoração dos cenários.
No caso de desenhos animados com a técnica de stop motion, protótipos usando massa de modelar, isopor ou papelão podem ser criados em um ateliê, assim como maquetes, fazendo-se os testes inicias.
Nessa fase, a equipe pode também registrar locações e posições dos personagens humanos através de fotografias (ainda sem figurino e maquiagem), já levando-se em conta os possíveis enquadramentos, a fim de orientar toda equipe de produção.
A equipe de produção deve pensar a melhor ambiência e composição visual para cada cena do roteiro, podendo ser auxiliada pelos desenhos e pinturas do storyboard ou mesmo por maquetes de cenários mais complexos ou fictícios.
Produção
É nesta fase de produção que a equipe vai a campo com seus equipamentos, tais como câmeras, lentes objetivas, flashes, tripés, rebatedores e difusores, caso a cena seja gravada em ambiência externa e precise lidar com as variações da luz visível e as sombras geradas.
Nessa fase é muito importante o conhecimento dos tipos de enquadramentos de cena (planos de câmera) a partir da ideia de moldura da imagem visual, noção vinda do campo de estudos e práticas da fotografia. Durante a filmagem, para obtenção simultânea de múltiplos enquadramentos, recorre-se ao uso de multicâmera.
Para ambiências internas produzidas de modo artificial, a equipe dirige-se ao estúdio de gravação de vídeo, com recursos de controle iluminação (diferentes cores, intensidades e foco) e uso da técnica de iluminação de três pontos junto a auxílios à fala/sinalização de personagens e apresentadores via teleprompter e/ou usando vídeos-rascunhos. Para gravação em cenários artificiais futuramente introduzidos pelo editor de vídeo digital, usa-se o recurso do chroma key.
Pós-produção
É nesta etapa da pós-produção, com toda a gravação realizada, que a equipe começa a fazer a decupagem de "fitas", hoje em dia um conjunto de arquivos de vídeo digital gravados em cartões de memória contidos em câmeras portáteis amadoras, a exemplo dos celulares, ou câmeras profissionais que permitem a troca de objetivas e ajustes de distância focal, exposição de luz, balanço de branco e temperatura de cor.
Para organizar os arquivos de vídeo, a equipe introduz os dados da decupagem em uma planilha de decupagem contendo a indicação das minutagens.
A edição de vídeo é realizada, nos dias atuais, em editor de vídeo digital instalados em computadores ou tablets com tela sensível ao toque. Em tais editores, criam-se as camadas de vídeo, fazem-se ajustes de tom, cor e saturação, realizam-se cortes/colagens com precisão de fotogramas por segundo, distribuindo-se os trechos de vídeos mapeados e anotados na planilha de decupagem.
É nesse momento que o trabalho de composição digital do vídeo é realizado, inserindo-se elementos artificiais como imagens figurativas, visuais, artificiais e vetoriais, sejam imagens bidimensionais ou tridimensionais. Os editores podem também propor certas soluções visuais para determinadas necessidades expressas no roteiro.
Os vídeos e as imagens vão se sobrepondo através do recurso picture-in-picture ou PIP, muito utilizado na produção de janelas de Libras, assim como a inserção de blocos de textos (massa textual) e de legendas acessíveis ou ocultas, visando adaptar a película às regras do desenho universal e cinema acessível.
Entre os tipos de blocos de textos, temos o título no começo do vídeo e a inclusão, ao final, dos créditos com o nome de todos os integrantes da equipe e as funções exercidas.
Distribuição
Uma vez finalizado, o vídeo é exportado em determinado formato de arquivo de vídeo e passa a ser distribuído em um repositório de vídeos digitais na internet ou em meios de comunicação de massa, tais como cinema e televisão. Também podem ser gerados QR Codes para difusão em redes sociais, junto a influenciadores e youtubers, ou de modo mais pessoal via trocas em mensageiros instantâneos.