EQUIPES VENCEDORAS
Durante a Maratona de Ideias, o mentor tem um papel muito importante.
Poderão ajudar, dar suporte e passar conhecimentos para os participantes. Mas atenção, vocês irão oferecer dicas durante o processo, mas a validação e a construção da solução ficam por conta dos participantes em suas equipes.
A mentoria é realizada por alguém que já tenha experiência do assunto determinado. Dessa forma, o mentor consegue aconselhar, tirar dúvidas e orientar quem passa pelo processo (também chamado de mentorado), indicando os melhores caminhos e as melhores formas de superar os desafios.
Mentoria por definição é o ato de alguém mais experiente auxiliar alguém menos experiente. Orientar, inspirar, questionar e servir durante a jornada do “mentorado”.
Nunca em hipótese alguma dar as respostas. Orientar é auxiliar para que a pessoa/equipe consiga se localizar no caos;
Dar a dosagem certa de confiança no trabalho do próximo sem fazer que isso vire brilho demais e trabalho de menos;
Tirar do conforto, testar argumentações, fazer pensar;
Estar pronto para ajudar, pra cansar junto, pra desfrutar da jornada, abraçar, sorrir e entender que o crescimento do próximo é também o seu.
Assim como o mentor deve ser capaz de ouvir seu mentorado, o contrário também deve acontecer.
Todo o processo é feito por meio de encontros, que são conduzidos a partir de objetivos centrais definidos por ambas as partes.
Alguns desafios serão enfrentados: empatia e confiança entre mentor e equipe, ter um plano e conseguir medi-lo. Sem base de confiança, sem um plano de ação e sem formas de medir desempenho, a mentoria fica ao sabor do vento, e ambos, mentorado e mentor são apenas meros espectadores.
Independentemente do tipo de mentor, é fundamental criar confiança para ser eficiente e útil. A confiança é estabelecida a partir de uma base de empatia, e isso somente se consegue de forma perene após um primeiro alinhamento de valores e expectativas.
Não se deve perder muito tempo. Portanto, construa rapidamente o storyline de como a equipe chegou até ali e, na sequência, tire “uma fotografia” do estágio atual para identificar como o você, mentor poderá ser útil. Ambos devem concordar operar a partir de um plano de ação.
Muito se fala sobre o momento “eureka” e como normalmente se opera livremente, sem um roteiro quando está na fase inicial. Porém, para que se tenha efetividade dentro do contexto da proposta de valor da ideia de sua equipe, é preciso ter um plano de ação claro que dê direção para o avanço.
Isso ajuda a mentoria a contribuir para a evolução da ideia da equipe.
Cada sessão deve ter um objetivo claro que deve estar conectado ao plano de ação, o que por sua vez deve estar alinhado com o objetivo maior da jornada.
Operar sem um plano é como voar no escuro sem radar, não se consegue medir a efetividade das decisões e/ou ações. O sucesso da equipe acontece a partir da qualidade das decisões tomadas e da acuidade das ações executadas.
A parte mais difícil é, definitivamente, não dizer ao seu aprendiz o que fazer, mas sim ajudá-lo a considerar todas as possibilidades para obter a melhor resposta possível para um desafio.
O mentor terá sempre mais informações que o mentorado, portanto, o mentor deve se concentrar em conseguir que o mentorado avalie adequadamente todos os ângulos para tomar as decisões necessárias. Precisa ser o melhor facilitador.
Para se ter certeza de que está evoluindo, tanto na ideia como na relação da mentoria, é imperativo avaliar o desempenho. Para isso, novamente, precisa-se ter um plano e uma estrutura mínima para consolidar e avaliar o progresso da jornada.