FORMAÇÃO DE AGENTES EDUCATIVOS, EM BRAGANÇA
FORMAÇÃO DE AGENTES EDUCATIVOS, EM BRAGANÇA
No passado dia 27 de outubro, os membros do Núcleo de Aprendizagem em EDCG da ESE de Bragança participaram em mais uma Formação de Agentes Educativos, desta vez online. Estiveram presentes 23 pessoas, entre as quais 7 estudantes que, juntamente com pessoal docente e não docente, se envolveram em momentos de partilha e reflexão sobre trabalho colaborativo e co-construção de conhecimento.
A sessão iniciou-se com um acolhimento ao som de Segue-me à Capela, seguida de um breve enquadramento do projeto Escolas Transformadoras, uma vez que estiveram presentes várias/os estudantes e docentes novas/os, que integraram agora o projeto e o Núcleo. Já no interconhecimento, cada pessoa foi desafiada a partilhar um momento da sua vida em que tivesse aprendido alguma coisa importante com outras pessoas, dizendo como foi essa experiência e o que facilitou essa aprendizagem. Houve quem evidenciasse a aprendizagem intergeracional e até andar de bicicleta.
De seguida, e a partir do vídeo Educação para a Cidadania e Trabalho Colaborativo, conversou-se um pouco acerca das relações existentes entre dinâmicas de trabalho colaborativo e a co-construção de conhecimento, evidenciando as ações próprias do Núcleo que procura ser coerente com estes princípios. Tal como o trabalho colaborativo reconhece o valor da diversidade de perspectivas dando lugar a algo maior e mais profundo, também a co-construção de conhecimento, de forma horizontal e partilhada, envolvendo diferentes atores, traz essa riqueza de visões e valoriza diferentes tipos de conhecimento.
A partir de frases de pensadoras e pensadores, pedagogos e pedagogas (bell hooks, Paulo Freire e Oscar Jara), suscitaram-se reflexões e partilhas em torno destes temas e a forma como eles se relacionam com a prática letiva de cada pessoa. Como é que cada frase dialoga com a minha prática? Que condições facilitam a construção colaborativa de conhecimento? Que práticas pedagógicas concretas promovem a co-construção de conhecimento? Elas são valorizadas? Como e por quem? Estas foram algumas das perguntas geradoras que nortearam o trabalho dos diferentes grupos.
A segunda parte da sessão foi dedicada, sobretudo, ao plano de ação do Núcleo, especificamente, à forma como se poderá nele incluir a avaliação e a sistematização das ações realizadas ao longo desta edição do projeto. O objetivo para este último ano será pensar a que ações pretende o Núcleo dar continuidade e de que forma irá integrar a avaliação e a sistematização dessas mesmas iniciativas, numa lógica de também ser possível, a partir destas duas componentes - colaboração e co-construção de conhecimento - criar algo partilhado.
A sessão terminou com um momento de avaliação, a partir de três questões: o que aprendi? Como me senti? O que levo para a minha prática?