Algo que se sustenta, que aguenta, suporta, que se mantém. É um adjetivo que se refere a ações humanas que são realizadas, projetadas e desenvolvidas em favor do meio ambiente, para que os efeitos de suas ações não prejudiquem nem esgotem os recursos naturais existentes (água, solo, florestas) para as futuras gerações. É a utilização dos recursos naturais de maneira racional, de forma que seja possível suprir as necessidades da humanidade atual, mas sem que haja o comprometimento da disponibilidade desses mesmos recursos para as próximas gerações. Garantir uma melhor administração dos recursos da natureza para que eles não se esgotem é obrigação de todos. O uso inconsciente pode levar a fenômenos climáticos irreversíveis e afetar a qualidade de vida de todo o planeta.
O manejo sustentável do solo é um dos desafios da atualidade, pois o solo é um recurso natural não renovável, devido à grande demanda de tempo para seu processo de formação. Levando em consideração o histórico de produção e exploração seu uso tem sido sobrecarregado, principalmente pela agropecuária. O manejo inadequado causa grandes danos, que muitas vezes, podem ser irreversíveis. Para melhor produtividade e diminuição do impacto aos solos é importante considerar o manejo sustentável garantindo não só o uso, como também a realização de funções essenciais para a sobrevivência do planeta.
É aquele que é eficiente e durável. É utilizar uma série de medidas e mudanças de hábitos que busquem respeitar o meio ambiente e todo o círculo social a nossa volta.
Quando falamos de manejo sustentável do solo, lembramos de sua importância para a manutenção da vida na Terra e exatamente por isso se torna indispensável e de grande utilidade. Adotar um conjunto de técnicas e práticas que permitam produzir alimentos, fibras, biocombustíveis e matérias-primas de qualidade e em grande quantidade, sem permitir a degradação da terra.
Dentre essas práticas temos o plantio direto que é um sistema de produção em que se deixa o solo descansar da colheita por um período até um novo plantio. Atualmente, há no mundo mais de 60 milhões de hectares em sistemas de plantio direto, dos quais 25 milhões estão no Brasil.
Como o plantio direto propõe o cultivo de plantas sob os restos vegetais do cultivo anterior, essa prática contribui para a redução dos efeitos da chuva (erosão) uma vez que os resíduos formam uma camada de proteção para o solo.
Temos também a rotação de culturas, ou seja, o abandono da monocultura, muito praticada no Brasil e que causa grandes prejuízos à vida e conservação do solo, porque cultivar somente uma espécie pode provocar a exaustão do solo e o empobrecimento nutricional do mesmo. A rotação de culturas é uma alternativa para evitar esse desgaste, o ideal é sempre variar o tipo de cultura a cada nova plantação, por exemplo, em uma safra plantar soja em outra o plantio de milho.
1- Pesquisas realizadas pelos alunos do 1º ano “D”, do colégio Externato São José, Goiânia-Goiás, em outubro de 2022.
2- https://www.embrapa.br/contando-ciencia/solos
3- https://agro20.com.br/solo-humoso/
4- https://www.terradecultivo.com.br/praticas-de-manejo-sustentavel/
5- OLIVEIRA, Déborah de. João Torrão: um pedacinho de solo. São Paulo: FFLCH/USP, 2018.
6- ANDERSON, Judith. Era uma vez uma semente. São Paulo: Scipione, 2019.
7- RAMOS, Ana Cláudia. Terra, pra que serve? São Paulo: Dimensão, 1997.