Sensoriamento remoto é o conjunto de técnicas de coleta de imagens e dados da superfície terrestre por meio de sensores, satélites, drones e aerofotogrametria. Essa tecnologia é um grande avanço nos estudos da superfície da Terra, contribuindo para o constante monitoramento de fenômenos naturais e antrópicos, tais como: níveis de desmatamento, avanço da fronteira agrícola, crescimento das áreas urbanas, vigilância de Unidades de Conservação e preservação dos biomas.
As técnicas de sensoriamento podem fornecer as informações sobre as diferentes feições topográficas, localizações e dimensões do território, características da vegetação, aspectos climáticos, usos da terra, recursos hídricos e exploração de recursos naturais.
O uso de satélites para a coleta de imagens e informações da superfície terrestre.
Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/sensoriamento-remoto.htm
As primeiras técnicas associadas ao Sensoriamento Remoto são datadas do século XIX, onde eram utilizados balões para o registro de fotografias aéreas, muitas vezes para mapear os territórios inimigos em cenários de guerras. Esse sistema foi aperfeiçoado a partir da Primeira Guerra Mundial com a utilização da aviação (aerofotogrametria), mas apenas com o lançamento de satélites durante a corrida espacial, na década de 1960, que o termo foi oficialmente criado.
No decorrer das décadas de 1970 a 1990, durante a Guerra Fria, os avanços tecnológicos na captação e tratamento de imagens da superfície terrestre evoluíram significativamente com importantes programas espaciais desenvolvidos por diversos países, como: LANDSAT, SEASAT, SPOT, ERS. Esses programas possibilitaram o avanço nas pesquisas de vários âmbitos da ciência e a aplicação dessa tecnologia que antes se restringia as técnicas militares foi ampliada para novos domínio, a exemplo da agricultura, engenharia civil, arqueologia, monitoramento de desastres naturais, oceanografia, hidrografia, geomorfologia e climatologia.
No Brasil o aperfeiçoamento e o uso do Sensoriamento Remoto são de extrema relevância frente as proporções continentais do país e aos desafios relacionados a preservação do meio ambiente.
Atualmente o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) é a instituição responsável pelo monitoramento e geoprocessamento de dados e imagens de satélites do Brasil. O órgão utiliza um programa sino-brasileiro de observação por satélites desde 1999, o CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), mas recentemente, em 28 de fevereiro de 2021, conseguiu colocar em órbita o primeiro satélite completamente projetado, testado e operado pelo Brasil, o Amazônia 1, que irá fornecer dados para o monitoramento do desmatamento da Amazônia e também sobre o avanço da fronteira agrícola em todo o território nacional.
Primeiro satélite totalmente brasileiro, Amazônia 1.
1- Pesquisas realizadas pelos alunos do 7º ano “C”, do colégio Externato São José, Goiânia-Goiás, em outubro de 2022.
2- https://mundogeo.com/2013/02/15/sensores-remotos/
3- https://brasilescola.uol.com.br/geografia/sensoriamento-remoto.htm
4- https://atlasescolar.ibge.gov.br/conceitos-gerais/o-que-e-cartografia/sensoriamento-remoto.html
5- http://www.inpe.br/amazonia1/
7- https://adenilsongiovanini.com.br/blog/o-sensoriamento-remoto-conceitos-e-aplicacoes/