Genoma é a sequência de DNA (ácido desoxirribonucleico) de um determinado ser vivo. Em outras palavras, é o conjunto de todos os genes que determina a espécie humana. O DNA é uma molécula que, em sua sequência genética, apresenta as informações necessárias para a reprodução da vida na natureza.
Conhecer o genoma das espécies concede a humanidade informações essenciais para a compreenção das características biológicas, podendo identificar até possíveis riscos e predisposição a doenças, facilitando o seu diagnóstico. Decodificar os conjuntos de genes humanos facilita a criação de medicamentos e o seu conhecimento possibilita o que os cientistas chamam de “terapia gênica” (em que genes saudáveis são substituidos por genes doentes).
Estrutura do Genoma Humano (Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/genomaarte_estrutura_do_genoma.shtml)
Os primeiros estudos de DNA datam de finais do século XIX, quando, em 1865, Gregor Mendel publica seu trabalho sobre o cruzamento de ervilhas, chegando a conclusão que certas características são hereditárias e transmitidas a um determinado grupos de seres vivos. Ainda no século XIX, duas importantes pesquisas contribuíram para o avanço dos estudos sobre o DNA: a descoberta do “ácido desoxirribonucléico”, em 1869, por Friedrich Miescher e do “cromossomos”, em 1882, por Walter Flemming.
Em início do século XX as pesquisas avançam com a reformulação da “lei da hereditariedade” elaborada por Hugo de Vries e Carl Correns, em 1900. Mas, somente em 1909, com as pesquisa de Wilhelm Johannsen, é introduzido o termo “gene”, na intenção de conceituar a noção mendeliana de hereditariedade. Foi também Johannsen o primeiro a usar os termos “genótipos” e “fenótipos” para diferenciar as características genéticas e físicas de um organismo estudado.
Foi somente a partir das décadas de 1980 e 1990 que a pesquisas sobre o DNA ganharam a atenção do grande público, bem como inúmeras polêmicas acerca de seu uso. Em 1982 é feita a primeira criação transgênica em um animal (camundongo), o que abriu um caloroso debate sobre a bioética. A partir daí inúmeras inovações foram desenvolvidas na engenharia genética, como a criação de várias espécias de plantas transgênicas até meados de 1980.
Em finais de 1980 e início de 1990 as pesquisas de DNA se voltam, além do desenvolvimentos de plantas transgênicas, para o estudo de organismos mais complexos de animais e seres humanos. O marco para essas pesquisa foi em 1996 (e divulgada somente em 1997) quando, pela primeira vez, um mamífero é clonado, com o nascimento da ovelha Dolly na Escócia.
(Foto do corpo embalsamado da ovelha Dolly, o primeiro mamífero a ser clonado. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ovelha_Dolly#/media/Ficheiro:Dollyscotland.JPG )
A partir dos anos de 1980, o projeto “Genoma Humano”, sediado nos EUA, inicou uma campanha internacional para o sequenciamento de todo o genoma humano, na intenção de criar um banco de dados que ajude a compreender e mapear as características morfológicas, fisiológicas e bioquímicas de diversos grupos de seres humanos no mundo. Atualmente os estudos andam em pleno desenvolvimento e de fácil acesso ao grande público, com coleta e exames de materiais genéticos que possibilitam o mapemento de sua origem e “árvore genealógica”.
(Decodificar o genoma humano ajuda a previnir e a tratar doenças genéticas. Fonte: https://www.infobae.com/br/2022/03/31/marco-cientifico-eles-terminaram-de-decodificar-todo-um-genoma-humano/)
1- Pesquisas realizadas pelos alunos do 8º ano “B”, do Colégio Externato São José, Goiânia-Goiás, em outubro de 2022.
2- https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/biologia/o-que-e-genoma.htm
4- https://www.scielo.br/j/rpc/a/F6ST4p9DYGWcgcKkHdcVkDz/?lang=pt