(Inglês: Pharmacogenomics)
Definição
A farmacogenômica relaciona-se à aplicação de tecnologias como o sequenciamento de DNA, teste clínicos de drogas, além de análise da expressão gênica e estatística em pesquisas. Como muitas doenças podem resultar da alteração de uma rede de genes em diferentes vias, a farmacogenômica identificaria quais genes estariam envolvidos na determinação da resposta à determinada droga.
A Farmacogenômica, como ramo da ciência estuda como a variação genética dos seres humanos impacta na resposta biológica aos medicamentos. A composição dos genes determina como diferentes substâncias se comportam no organismo. Sendo assim, um medicamento pode ter o efeito desejado efeito em uma pessoa e não fazer efeito no tratamento de outra. Com base nas informações genéticas do paciente é possível identificar como ele pode responder a uma medicação, tornando assim as prescrições e dosagens de fármacos individualizadas. É, portanto, uma ferramenta que auxilia o profissional de medicina no manejo de medicamentos trazendo a medicina personalizada aos tratamentos.
Dados Históricos e Informações Adicionais
Os primeiros estudos sobre o assunto surgiram na década de 1950. Houve grande progresso desse ramo da ciência desde a criação do PharmGKB, maior banco de dados sobre farmacogenômica, no ano 2000. O PharmGKB é uma base de informações pública e online, que reúne, faz a curadoria, integração e disseminação de conhecimentos sobre o impacto da variação do DNA na resposta aos fármacos. Atualmente, cerca de 1.800 artigos sobre o tema são publicados por ano no mundo todo.
A Farmacogenômica tem o mesmo objetivo da farmacogenética. Entretanto, a farmacogenética foca no efeito de genes específicos. Já a Farmacogenômica é aplicada a diversos genes e às interações entre eles, buscando a potencialização da medicina personalizada.
Os efeitos colaterais são fatores indesejáveis que acabam vindo com a medicação. Na maioria das vezes, são difíceis de serem previstos – afinal, variam de acordo com o paciente, ou melhor, de acordo com a condição genética do paciente.
A farmacogenética e a farmacogenômica possuem foco também nos estudos de redução de efeitos colaterais. Na realidade, ao entender o comportamento genético do paciente, será possível evitar os efeitos colaterais: não indicando o medicamento ao paciente ou até mesmo trabalhando com doses corretas.
Referências
1- Pesquisas realizadas pelos alunos do 8º ano “B”, do Colégio Externato São José, Goiânia-Goiás, em outubro de 2022.
2- www.dbbm.fiocruz.br
3- https://gntech.med.br
4- https://ibapcursos.com.br/farmacogenetica-farmacogenomica-e-a-nova-era-da-medicina-personalizada/