Substantivo masculino, singular (Dro.ne)
Veículo aéreo não tripulado
Drone é todo e qualquer tipo de aeronave que pode ser controlada nos 3 eixos e que não necessite de pilotos embarcados para ser guiada[2] (DECEA, 2010). Esses tipos de aeronaves são controladas à distância por meios eletrônicos e computacionais, sob a supervisão de humanos, ou mesmo sem a sua intervenção, por meio de Controladores Lógicos Programáveis (CLP).
Drone vem do inglês drone, zumbido, variante do inglês antigo drane, cujo étimo remonta ao grego antigo thrênos, lamento; ao gótico drunjus, som. No inglês, drone surgiu primeiramente na poesia. Hoje designa sobretudo um tipo de avião não tripulado.
No idioma português, os drones também podem ser chamados de VANT (“Veículo Aéreo Não Tripulado”) ou VARP (“Veículo Aéreo Remotamente Pilotado”), siglas que foram criadas a partir do inglês Unmanned Aerial Vehicle – UAV.
A história dos drones iniciou-se com uma inspiração em bombas voadoras alemãs, popularmente conhecidas como buzz bomb.
Recebeu esse nome devido ao barulho que fazia enquanto voava, sendo criada pela Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial.
O modelo que ficou marcado na história dos drones, ou seja, o qual conhecemos hoje em dia, foi desenvolvido pelo engenheiro espacial israelita Abraham Karem. Segundo ele, em 1977, época de sua chegada EUA, eram necessárias 30 pessoas para controlar um drone. Diante desta situação, ele fundou a empresa Leading System e, utilizando poucos recursos tecnológicos, como fibra de vidro caseira e restos de madeira, deu origem ao Albatross.
No Brasil, a história dos drones foi marcada pelo BQM1BR, o primeiro VANT registrado no país, fabricado pela CBT (Companhia Brasileira de Tratores). Movido a jato, o protótipo tinha como objetivo servir de alvo aéreo, realizando seu primeiro voo em 1983.
Além desse, outro VANT registrado é o Gralha Azul, produzido pela Embravant. Este possui mais de 4 metros de envergadura, podendo realizar até 3 horas de voo.
Apesar de ter sido criado para fins nada nobres, como espionagens e ataques ( usos militares) , os drones foram “apropriados” pela sociedade civil e, atualmente, são empregados em diversas tarefas úteis, como o monitoramento de fronteiras, estradas e florestas, auxílio em plantações, cinegrafia, fotografia e muito mais.
Os drones foram ganhando novas usabilidades, além das já conhecidas entregas, filmagem e fotografia aérea entre outras. Drones começaram a ser usados como veículos para a ação humanitária, compreendida como um conjunto de práticas destinadas a salvar vidas, aliviar o sofrimento, e zelar pela proteção da dignidade humana durante e na sequência de situações de emergência.
Por conseguir chegar de forma rápida a lugares de difícil acesso, o drone pode ser utilizado em desastres naturais como furacões e desmoronamento, por exemplo, identificando e mapeando as áreas mais afetadas, possíveis vítimas, ações que precisam ser tomadas emergencialmente, entre outras possibilidades.
A maioria das operações de busca e salvamento de emergência, ocorre à noite, quando a visibilidade é mínima. Para fornecer uma margem adicional de segurança e reconhecimento imediato de cenas noturnas, drones foram desenvolvidos com recursos de visão noturna.
Gerenciar missões de resgate em florestas densas e profundas ou após desastres naturais como uma avalanche é uma tarefa complexa. Drones com câmeras de visão noturna podem ajudar a manter um rastreamento preciso das vítimas e do pessoal de resgate.
Em tragédias, a tecnologia pode ser uma aliada importante no trabalho das equipes de resgate e de prevenção de danos. As inovações vão desde o maquinário pesado para desobstrução de vias até o uso de drones e imagens via satélite para monitorar a situação, mapeando de áreas sob risco de novos deslizamentos.
Como vantagens, temos a redução de tempo na chegada e da permanência no local, fornece dados precisos e abrangentes, mapeia e acessa locais inacessível, contribuindo em salvamentos em caso de desastres naturais ou outros tipos de acidentes, transporta remédios e outros objetos. Já como desvantagens. O mau uso do equipamento pode causar constrangimentos e acidentes; prejuízos a terceiros, se operados incorretamente.
Logo após o terremoto do Nepal em 2015, drones foram utilizados por uma ONG inglesa e pelo UAViators[1] no mapeamento das áreas afetadas, avaliando os danos e auxiliando na busca de pessoas desaparecidas. Muitos repórteres também utilizaram drones para o registro dos danos. Em poucos minutos, os drones estavam cobrindo áreas em que se gastaria horas com deslocamentos em solo.
Apesar de ser relativamente fácil de se utilizar um drone, é importante ressaltar que há inúmeras regras a serem consideradas antes de sair pilotando sua mini Aeronave pelos céus. Não é nada aconselhável controlar drones em regiões muito aglomeradas, levando-se em conta os riscos de acidentes.
A ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, é a agência responsável por definir regras centrais para que os drones possam ser operados com mais segurança, garantindo mais proteção às pessoas e bens.
Caso o drone pese menos de 250 g, não é necessário registro ou cadastro na ANAC. Acima desse peso, o cadastro passa a ser obrigatório.
O uso de drones em áreas residenciais preocupa quanto à privacidade, fazendo muitos se perguntarem se é proibido filmar com drone. Quanto a isso, a Constituição Federal no inciso X do artigo 5º dispõe que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.” Portanto, é proibido invadir a privacidade de alguém, e caso isso aconteça, a pessoa ofendida poderá acionar judicialmente o responsável pelas filmagens.
4- https://www.unama.br/noticias/5-aplicativos-importantes-na-prevencao-de- desastres-naturais
5- https://blog.droneng.com.br/o-uso-de-drones-em-desastres-ambientais
6- https://dicionario.priberam.org/drone#:~:text=1.,usado%20em%20miss%C3%B5es%2 0de%20reconhecimento.
7- https://canaltech.com.br/produtos/o-que-e-drone/
9- https://www.gov.br/anac/pt-br/assuntos/drones
11- https://itarc.org/historia-dos-drones/
12- https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/9193/1/HRCorreia.pdf