Em decorrência à crescente demanda de abastecimento de alimentos pela população mundial, estima-se que será necessário aumentar a produção global de alimentos em pelo menos 70% para uma população estimada em 10 bilhões de pessoas até 2050. Assim, esse fato levará à necessidade de métodos eficientes e sustentáveis para o controle de pragas na agricultura, pois pesquisas apontam que novos microrganismos causadores de doenças não param de surgir e, desde o ano 2000, o número de fitopatógenos que causam danos à lavoura aumentou mais de sete vezes.
Dessa maneira, dentre as ferramentas existentes, uma em especial vem se tornando cada vez mais popular entre agricultores e consumidores, o controle biológico.
Controle biológico em plantações consiste em prevenir ou combater, da forma mais natural possível, pragas e insetos nocivos, sem o auxílio de agrotóxico.
Ácaros: são semelhantes a minúsculas aranhas que tecem teias e formam grandes colônias nas folhas causando o amarelamento.
Mosca branca: forma colônias nas folhas causando o amarelamento.
Tesourinhas: pragas famintas que destroem brotos e botões de flores ainda fechados. Atacam, principalmente, jardins e pomares.
Paquinhas: gostam de raízes e folhas. Suas patas são adaptadas para cavar buracos e destruir raízes, usam o solo para se reproduzirem.
Lagarta-do-cartucho: A lagarta-do-cartucho ou lagarta militar, é um dos principais insetos-praga de diversas culturas agrícolas no Brasil. As folhas rasgadas e perfuradas, cartucho destruído, espigas danificadas.
Lesma e caracol: vivem em locais úmidos e sombreados, danificando plantas normalmente durante a noite. Em condições nebulosas e com alta umidade, eles podem ser vistos durante o dia, após as chuvas. Esses animais raspam com uma estrutura chamada rádula, as folhas, caules e brotos novos, podendo, em infestações severas, levar a morte das plantas.
Pulgão: Grande parte das espécies de pulgões têm por característica a liberação de uma substância “melada” que favorece o desenvolvimento da chamada fumagina. A fumagina é caracterizada como um crescimento por fungos que ocorre na superfície de vegetais, não necessariamente atacam as plantas diretamente, mas recobrem as suas folhas com uma camada preta de massa formada por esporos. Com isso, as plantas são impedidas de realizar a fotossíntese. Afinal, elas não conseguem absorver a luz necessária no processo, o que acaba prejudicando o seu desenvolvimento e pode levar até a morte.
Aedes aegypti: é a espécie mais conhecida no Brasil, isso porque esse inseto é o responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika, além de ser vetor da febre amarela urbana. A maior incidência de Aedes aegypti é verificada em locais com maior concentração humana. Cada mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea pode colocar até 200 ovos. Os locais preferidos para a postura dos ovos são garrafas vazias, calhas, caixas d’água, pneus, entre outros.
Controle biológico realizado com plantas
Ervas com odor forte: hortelã, arruda, coentro, manjericão e o alecrim.
Flores com cores vibrantes ou cheiro forte: girassol, lavanda, calêndula, onze horas e camomila.
Soluções caseiras para borrifar em plantas
Chá de hortelã.
Solução de água e pimenta.
Solução de água e detergente.
Animais que fazem o controle biológico
Abelhas: Além de fazer a polinização, o simples ruído do bater de asas delas é capaz de reduzir em até 70% a destruição causada por lagartas nas folhas das plantas. Ao "ouvir" o barulho, as lagartas amedrontadas param de se mexer (e de mastigar; em condições normais, comem quase sem parar) ou então pulam da planta para escapar.
Joaninhas: realizam controle de pulgões, cochonilhas, cigarrinhas, psilídeos e ácaros fitófagos tanto na fase de larva como na fase adulta. Uma joaninha sozinha, por exemplo, pode ser capaz de se alimentar de 50 a 200 pulgões. As joaninhas são atraídas por plantas que produzem pólen, e que sejam coloridas e cheirosas, portanto, mantendo essas plantas por perto, consequentemente elas podem se tornar um atrativo para as joaninhas.
Aranhas: as aranhas, assim como outros aracnídeos, são predadores e alimentam-se sobretudo de insetos e, em função disso, são apontadas como inimigas naturais e podem controlar de forma eficiente as populações de insetos-praga.
Libélulas: Por se alimentarem de outros insetos, as libélulas são capazes de ingerir grande quantidade de mosquitos transmissores de doenças, evitando sua disseminação. Dessa maneira, elas também desempenham uma importante função como controladores biológicos.
Armadilhas
Pedaços de tecidos ou plástico (amarelo) untados com óleo ou mel.
Caça as borboletas com raquetes.
Caça as lagartas manualmente.
Caça aos caracóis e lesmas usando tecidos umedecidos em leite e sal.
Armadilha para o mosquito da dengue.
1- Pesquisas realizadas pelos alunos do 4º ano “C”, do colégio Externato São José, Goiânia-Goiás, em outubro de 2022.
2- Sabedoria popular: Vovó da Marina Ferreira Guimarães (4ºC), Eleuza Guimarães Ferreira.
3- https://www.wikipedia.org/
4- https://www.embrapa.br/
5- https://www.geoambientaljr.com/
6- https://www.dicio.com.br/