substantivo masculino
Peso que serve para equilibrar uma força: o contrapeso de um relógio de parede. Porção que se acrescenta a uma mercadoria para completar o peso desejado pelo comprador: contrapeso da carne. Maromba de funâmbulo. Qualquer força que diminui o efeito de uma força contrária.
Contrapeso é sinônimo de: estiva
Conceito - Inercial
Adjetivo [Física]
A inércia é a tendência natural de um objeto em resistir a alterações em seu estado original de repouso ou movimento. Em outras palavras, um objeto parado sempre tende a permanecer parado, e um corpo em movimento tende a manter o movimento. Essa tendência natural que cada corpo tem de manter seu estado inicial só pode ser alterada pela aplicação de uma força externa.
Que diz respeito à inércia (resistência à aceleração); cuja fundamentação se baseia na inércia. Etimologia (origem da palavra inercial). Inércia + al.
A inércia foi explicada por Isaac Newton em seu trabalho intitulado Philosophie Naturalis Principia Mathematica (Princípios Matemáticos da Filosofia Natural), publicado em 1687. Essa obra lançou as bases para o desenvolvimento dos conceitos da Mecânica, ramo da Física que se dedica ao estudo dos movimentos.
Na imagem ao lado, as bolinhas tendem a manter o movimento mesmo com a parada do carrinho.
· A importância do uso do cinto de segurança está em evitar a ejeção do corpo de uma pessoa no caso da ocorrência de uma colisão. Imagine um veículo que esteja trafegando a 100 km/h e que, dentro dele, haja um passageiro que não está com cinto de segurança. Caso ocorra uma colisão, o veículo será brutalmente desacelerado, e o corpo desse passageiro, por inércia, tenderá a manter o movimento, sendo ejetado do veículo a 100 km/h;
· Ao molhar as mãos e sacudi-las para retirar o excesso de água, o líquido abandona a mão por inércia na tentativa de manter o movimento imposto a ele;
· No arranque de um ônibus, os corpos dos passageiros são impelidos para trás na tentativa de manter o repouso."
Veja mais sobre "O que é inércia?" em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/fisica/o-que-e-inercia.htm
Aplicações
Tecnologia utilizada em Edificações Resistentes a Terremotos
Nos últimos anos, o mundo tem assistido uma série de grandes terremotos. Abalos mais fortes atingindo a magnitude de 7 ou mais na escala Richter acontecem aproximadamente 20 vezes por ano em todo o globo, com maiores registros nos países: Japão, Indonésia, Índia, Filipinas, Papua Nova Guiné, Turquia, Estados Unidos, Haiti e Chile.
Diante desse contexto, o país com maior quantidade de registros de grandes abalos é o Japão. No ano de 2012 o país registrou mais de 2400 abalos, sendo aproximadamente 250 deles potenciais causadores de desastres. Assim, diante dessa realidade, o Japão tem investido fortemente em tecnologias construtivas capazes de minimizar os prejuízos causados pelos recorrentes terremotos.
Conheça agora algumas das tecnologias já desenvolvidas e como elas agem tornando estruturas rígidas corpos dinâmicos altamente resistentes.
Ao se projetar uma edificação resistente a abalos sísmicos de alta magnitude, a preocupação se inicia na fundação do edifício. Nos alicerces de tais prédios são instalados amortecedores eletrônicos, que podem ser controlados à distância. Em prédios mais simples utiliza-se amortecedores de molas similares à suspensão de veículos.
Além disso, faz-se uso de materiais especiais capazes de amortecer os impactos nas junções de lajes, vigas, pilares de concreto e estruturas de aço. Esses materiais ajudam a dissipar energia quando a estrutura se movimenta em direções opostas, fazendo com que a estrutura não entre em colapso.
É válido ressaltar, também, que uma das partes mais importantes dos prédios resistentes a fortes terremotos é um pêndulo enorme instalado na parte mais alta da edificação. O pêndulo funciona como um sistema de contrapeso inercial: uma bola suspensa pesada o bastante para movimentar o prédio no sentido contrário às vibrações ocasionadas pelo terremoto atenua o movimento e deixa a estrutura relativamente estável.
O maior sistema de contrapeso inercial do mundo é o da torre Taipei 101. Nele, uma gigantesca bola de 5,5 metros de diâmetro é suspensa por 16 cabos. Tal estrutura reduz em 40% as movimentações do edifício, resiste a ventos de até 450 km/h e a terremotos de até 7 graus Richter.
Ademais, os vidros das janelas, parte altamente sensível das edificações, são revestidos por um material flexível, como borrachas, e não ficam diretamente em contato com a esquadria. Assim, em caso de tremores na estrutura, os componentes de vidro movem-se controladamente e não se quebram.
Embora a tecnologia já desenvolvida aplicada a prédios em regiões com alto índice de tremores de terra seja capaz de resistir a abalos de alta magnitude, estudos continuam sendo desenvolvidos em algumas universidades do mundo, como na Universidade de Nagoya (Japão) e na Universidade de Washington (EUA), para que a técnica seja aprimorada e se consiga estruturas ainda mais resistentes. Assim, estudos mostram que, em breve, poder-se-á controlar o sistema de contenção das construções pelo computador, antes mesmo de o terremoto começar. Dispositivos serão instalados em toda a estrutura e, por meio da internet, será enviado para um computador controlador informações como início, intensidade e variações do terremoto. Desse modo, o controlador poderá, por exemplo, definir diferentes frequências de oscilação para o pêndulo, dada a magnitude do tremor.
Os estudos sobre construções resistentes a terremotos começaram fora do Japão na década de 70. Dois pesquisadores, Robert Park e Thomas Paulay, iniciaram estudos na Nova Zelândia sobre como desenvolver elementos de construção, como o pilar e a laje, mais resistentes aos abalos sísmicos. Depois do terremoto de Kobe, em 1995, que matou cerca de 6,5 mil pessoas, os japoneses passaram a investir mais em novas tecnologias na construção civil. “Os japoneses levaram técnicas já desenvolvidas a um nível assustador”, diz Dantas.
Ao construir um novo prédio, a preocupação começa na fundação, parte do edifício que fica em contato com o solo. Os prédios ganham alicerces com suspensão para absorver o impacto gerado pelo terremoto. Nos prédios como os do governo japonês, são instalados amortecedores eletrônicos, que podem ser controlados à distância. Em prédios mais simples são usados amortecedores de molas que funcionam de um jeito parecido à suspensão de veículos. Os engenheiros também colocam um material especial para amortecer as junções entre as colunas, a laje e as estruturas de aço que compõe cada andar. “Esse material ajuda a dissipar a energia quando a estrutura se movimenta em direções opostas, assim o prédio não esmaga os andares intermediários”, explica Dantas. Todos os andares possuem, além de paredes de concreto, uma estrutura de aço interna, que ajuda a suportar o peso do prédio.
Uma das partes mais importantes dos prédios com tecnologias mais modernas contra terremotos é o sistema de contrapeso inercial: instalada na parte mais alta, uma bola pesada o bastante para movimentar o prédio no sentido contrário às vibrações do solo atenua o movimento e permite que o prédio se mantenha 40% mais estável durante um terremoto.
1- Pesquisas realizadas pelos alunos do 7º ano “B”, do Colégio Externato São José, Goiânia-Goiás, em outubro de 2022.
2- https://www.dicio.com.br/inercial/
3- https://www.dicio.com.br/contrapeso/