A comunicação de risco é a troca em tempo real de informações, orientações e opiniões entre especialistas ou autoridades e pessoas que enfrentam uma ameaça (um perigo) à sua sobrevivência, à sua saúde ou seu bem-estar econômico ou social. O objetivo final é que todos em risco sejam capazes de tomar decisões informadas pra mitigar os efeitos da ameaça e tomar medidas de proteção e prevenção.
O tema é particularmente importante hoje em dia, quando há duas emergências de saúde pública de importância internacional, sendo uma delas também uma pandemia. Na comunicação de risco, é preciso compreender as percepções, preocupações e crenças das pessoas envolvidas. E a comunicação de risco, pra ser mais eficaz, também deve identificar logo no início e, em seguida, manejar qualquer tipo de informação falsa, desinformação e outros desafios de comunicação.
Há mais de quatro décadas, as indústrias de processo têm desenvolvido uma abordagem específica em relação às possíveis falhas e perigos oriundos de suas atividades, as quais possam causar perda de vida e de propriedade.
De fato, as primeiras preocupações com a saúde e segurança públicas começaram na indústria alimentícia dos Estados Unidos, já na década de 20. Além disso, desde o início da década de 30, pesquisadores de laboratórios de toxicologia, na indústria, têm avaliado as propriedades tóxicas de produtos potencialmente perigosos.
Em 1931, o pesquisador H. W. Heinrich efetuou uma pesquisa sobre os custos de um acidente em termos de Seguro Social e introduziu, pela primeira vez, a filosofia de “acidentes com danos à propriedade”, ou seja, acidentes sem lesão, em relação aos acidentes com lesão incapacitante.
Desde então, vários estudos sobre acidentes industriais com danos à propriedade se seguiram, com o objetivo de estimar os custos derivados das perdas.
Em meados da década de 60, tornou-se significativamente evidente que haviam consideráveis diferenças na atuação das empresas com relação à saúde ocupacional, riscos de lesões e de perdas. Nesta época, surgiram vários relatórios sobre segurança nas plantas químicas, tais como “Safety and Management”, pela Association of British Chemical Manufactures (ABCM), 1964 e “Safe and Sound”, pelo British Chemical Industry Safety Coucil (BCISCl), 1969, ambos na Grã-Bretanha. Também, nos Estados Unidos, Frank Bird Jr. fundamentou sua teoria de “Controle de Danos” (1966), a partir da análise de uma série de acidentes ocorridos numa empresa metalúrgica americana.
Além disso, nos anos sessenta ocorreu o começo de um desenvolvimento que resultou em grandes mudanças nas indústrias químicas e petroquímicas, tais como alterações nas condições de pressão e temperatura, as quais se tornaram mais críticas tendo como consequência um aumento na energia armazenada nos processos, representando, portanto, um perigo maior. Ao mesmo tempo, as instalações de processo começaram a crescer, quase dez vezes mais, em tamanho. Também, começaram a operar em fluxo contínuo, aumentando o número de interligações com outras plantas, para a troca de subprodutos, tornando, dessa forma, os processos mais complexos.
Esses desenvolvimentos, no entanto, não ocorreram isoladamente. O contexto social também foi se transformando e outros temas, tais como a poluição ambiental, começaram a se tornar motivo de preocupação para o público e para os governos. Como consequência, a indústria foi obrigada a examinar os efeitos de suas operações sobre o público externo e, em particular, a analisar mais cuidadosamente os possíveis perigos decorrentes de suas atividades.
Em 1970, no Canadá, John A. Fletcher, prosseguindo a obra iniciada por Bird, propôs o estabelecimento de programas de “Controle Total de Perdas”, objetivando reduzir ou eliminar todos os acidentes que pudessem interferir ou paralisar um sistema.
Em 1972, criou-se uma nova mentalidade baseada nos trabalhos desenvolvidos pelo engenheiro Willie Hammer, especialista em Segurança de Sistemas, o qual empregou a experiência adquirida na Força Aérea e nos programas espaciais norte-americanos, para desenvolver diversas técnicas a serem aplicadas na indústria, a fim de preservar os recursos humanos e materiais dos sistemas de produção.
Em paralelo, a indústria nuclear começou a desenvolver suas atividades de consultoria na área de confiabilidade, e as indústrias passaram a adotar técnicas desenvolvidas pelas autoridades de energia atômica na avaliação de riscos maiores e na estimativa de taxas de falhas de instrumentos de proteção.
Em 1974, a explosão desastrosa em um reator de produção de caprolactama, em Flixborough (Inglaterra), tornou-se um marco na questão da avaliação de riscos e prevenção de perdas na indústria química. O acidente levou ao estabelecimento do Advisory Committee on Major Hazards (ACMH), na Inglaterra, que durou de 1975 a 1983 e introduziu uma legislação para controle de riscos maiores nas indústrias.
Em 1976, outro grande acidente em um reator químico, com liberação de dioxina, em Seveso (Itália), gerou um profundo impacto na Europa, tornando-se o estímulo para o desenvolvimento da Diretiva de Seveso – EC Directive on Control of Industrial Major Accident Hazards, em 1982.
Outros acidentes de grande impacto se seguiram no mundo, podendo-se citar, entre eles: San Carlos (Espanha, 1978), Bhopal (Índia, 1984), Cidade do Mexico (México, 1984), Chernobyl (Ucrânia, 1986) e Piper Alpha (Mar do Norte, 1988), os quais vieram a reforçar a necessidade de desenvolvimento na área de avaliação de riscos e prevenção de perdas, bem como a necessidade de estabelecimento de diretrizes, regulamentos e legislações sobre o tema, com o objetivo de reduzir ou evitar a ocorrência de acidentes industriais maiores.
Porquê construir um sistema de alerta precoce de inundação?
As inundações, causadas principalmente por chuvas torrenciais, bem como por derretimento da neve ou por chuvas prolongadas e intensas, representam um sério risco para as pessoas e seus bens em algumas regiões. Devido ao fato de que tais eventos climáticos são imprevisíveis e têm um início e curso muito rápidos, a única forma eficaz e suficientemente flexível de alerta precoce é um sistema de alerta baseado em sirenes eletrônicas.
Alerta de tsunami é dispensado após terremoto de magnitude 8,2 atingir Alasca
Um terremoto de magnitude 8,2 atingiu a Península do Alasca na noite de quarta-feira (27), gerando alertas de tsunami na região. As informações preliminares são das autoridades locais.
O U.S. Geological Survey (USGS) informou que o terremoto ocorreu às 22h15, a uma profundidade de 35 quilômetros. A magnitude estimada é de 8,2. Inicialmente, o Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo apontou 7,2.
Após os tremores, o Centro Nacional de Alerta de Tsunami (NTWC) do Alasca emitiu avisos para o sul, a Península e as áreas costeiras do Pacífico da entrada Hinchinbrook para a passagem Unimak. No entanto, os avisos foram posteriormente derrubados tanto para a península quanto para o resto do Pacífico.
Menino de 9 anos inventa sistema de alerta contra terremotos
Criança peruana se sensibilizou com o tremor de terra que vitimou 300 mexicanos: "sonho é evitar que mais pessoas morram".
Sensibilizado pelo tremor de terra que deixou mais de 300 mortos no México em setembro, um menino de nove anos de idade inventou sozinho um sistema para detectar terremotos. Mateo Huaman Lonconi, originário do Peru, disse que seu sonho é "evitar que mais pessoas morram" em desastres naturais.
"Eu inventei essa máquina porque não quero mais que as pessoas morram em terremotos. Eu vi as notícias na televisão sobre o terremoto no México e comecei a trabalhar, com minha tia, em uma solução", contou a criança, explicando que seu sistema consiste em uma peça, encaixada como um pêndulo, em uma estrutura de metal, madeira, luzes de LED e cabos elétricos. Quando detecta alguma atividade no solo, o sistema emite um alerta sonoro.
A criança ficou tão famosa no Peru que foi elogiada pelo presidente Pedro Pablo Kuczynski e visitou o Centro Nacional de Operações de Emergência (COEN) junto com o ministro da Defesa Jorge Nieto Montesinos. Com informações da ANSA.
SES-GO alerta para prevenção à dengue, zika e chikungunya
Boletim aponta aumento de casos das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegipty e alerta para controle do mosquito, que se reproduz com mais velocidade no período chuvoso
Publicado: 19 Outubro 2021
Última Atualização: 19 Outubro 2021
SES também orienta a população e os gestores de saúde sobre cuidados contra o Aedes aegipty
A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) alerta os municípios goianos para o controle ambiental e químico de combate à proliferação do mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças chamadas de arboviroses e endêmicas em Goiás e toda a Região Centro-Oeste. Com o início do período chuvoso, o mosquito se reproduz com maior facilidade e o número de casos tende a aumentar.
“É importante que os gestores municipais priorizem ações de controle sanitário, como a limpeza urbana, a fiscalização de pontos estratégicos, como borracharias e ferros-velhos, visitas dos agentes de saúde aos domicílios e aplicação de fumacê nos locais específicos. Essas rotinas têm que ser intensificadas diante do possível aumento de casos nesse período”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim.
1- Pesquisas realizadas pelos alunos do 7º ano “A”, do Colégio Externato São José, Goiânia-Goiás, em outubro de 2022.
2- Entenda o que é uma pandemia e as diferenças entre surto, epidemia e endemia - Instituto Butantan
3- https://cetesb.sp.gov.br/analise-risco-tecnologico/historico/
5- https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/terremoto-atinge-alasca-e-aciona-alerta-de-tsunami/
7- https://www.saude.go.gov.br/noticias/13920-ses-go-alerta-para-prevencao-a-dengue-zika-e-chikungunya
8- Comunicação de risco: conceito e prática - Latíssimo (fiocruz.br)