Cidades são inteligentes a partir de parâmetros como eficiência energética e adoção de políticas de sustentabilidade, mas sim de admitir que talvez só as cidades inteligentes serão sustentáveis no futuro.
Pensar em cidades inteligentes ou smart cities, como são conhecidas em inglês, pode ser um exercício complexo, mas felizmente temos especialistas que se dedicaram a isso. É o caso de Amy Glasmeiera e Susan Christopher, do Departamento de Estudos Urbanos e Planejamento do MIT. Elas são autoras do relatório Thinking about smart cities e resumem a avaliação de vários especialistas no tema.
Segundo as especialistas, as sementes do conceito de cidades inteligentes podem ser encontradas em uma série de conversas entre estudiosos e profissionais na década de 1980. Os exemplos da época tinham em mente realidades como as do Vale do Silício ou então falavam de futuros centros urbanos com informações avançadas e complexos de fibra óptica. Hoje, conforme a reportagem da Exame Informática, os especialistas citam a inevitável adoção de tecnologias como Internet das Coisas (IoT), WiFi, Big Data, Cloud Computing e Mobile apps, suportadas por infraestruturas de fibra ótica, redes Móveis 4G/5G, data centers, e dispositivos adequados que permitirão responder aos desafios e à visão transformadora das zonas urbanas.
“Uma cidade inteligente usa tecnologia da informação e comunicação (TIC) para melhorar a eficiência operacional, compartilhar informações com o público e fornecer uma melhor qualidade de serviço governamental e bem-estar do cidadão”, resume a consultoria de engenharia TWI.
No Brasil, os exemplos são variados. A cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, por exemplo, foi recentemente certificada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) como cidade inteligente.
Já de acordo com o ranking Connected Smart Cities 2021, da Urban Systems, as cidades de São Paulo, Florianópolis e Curitiba lideram a lista de cidades mais inteligentes do País. Nesse ranking são analisados indicadores de mobilidade, economia, educação, saúde, meio ambiente, urbanismo, energia, tecnologia e inovação, empreendedorismo e governança. Na área de Urbanismo, por exemplo, Curitiba foi o destaque. Já na de mobilidade e acessibilidade, São Paulo ficou em primeiro lugar. No segmento de tecnologia e inovação, o Rio de Janeiro ficou na primeira posição.
Referências
3 - https://www.vivadecora.com.br/pro/cidades-inteligentes/
4 - https://fgvprojetos.fgv.br/noticias/o-que-e-uma-cidade-inteligente
5 - Pesquisas realizadas pelos alunos do 6º ano “B”, do Colégio Externato São José, Goiânia-Goiás, em outubro de 2022.