Bem vindo à Praça da Ciência online, onde poderá nos conhecer um pouco mais, aqui você encontrará sobre nossa equipe, acervo e tudo mais, mas antes, que tal conhecer sobre nossa história e nosso propósito, qual seria a nossa missão como um museu de ciência a céu aberto e nossa visão.
A Praça da Ciência oferece conhecimento e diversão em um local agradável, de frente para o mar, com segurança e amplo estacionamento, além da orientação de educadores durante toda a visita. As vias de circulação são livres, inclusive para cadeirantes.
O acervo é composto por equipamentos interativos, expostos ao ar livre, para o estudo dos conceitos científicos ligados principalmente à física. É um local muito visitado por crianças e apreciadores da ciência.
Durante as visitas, os participantes são convidados para um debate sobre ciência, experimentando os equipamentos e relatando suas impressões. Nessa vertente de interação entre o uso dos equipamentos científicos e o diálogo com os educadores, ocorre a popularização dos conhecimentos da ciência, tendo o lúdico como aliado importante nesse processo.
Além das visitas culturais (espontâneas) e mediadas (com acompanhamento), a equipe do espaço ministra oficinas científicas, palestras, atividades culturais, minicursos e programas de apoio aos profissionais da educação e público em geral.
A Praça da Ciência também participa de pesquisas voltadas para ciência, educação e cultura.
Histórico da Enseada do Suá
O aterro de toda a área conhecida como Enseada do Suá foi realizado na década de 1970 pela empresa denominada COMDUSA (Companhia de Melhoramentos e Desenvolvimento Urbano). Grande parte desta área foi reservada ao uso institucional e comercial, como forma de transferir parte das atividades desenvolvidas no Centro da Cidade ( o objetivo era criar uma nova centralidade).
O cais onde ficavam atracados os barcos de pesca na Praia do Suá deu lugar à rua denominada “João Batista Parra” (que divide a Praia do Suá da Enseada do Suá), onde está situada a Biblioteca Pública Estadual. Na região, também foi construído um Pronto-Atendimento Municipal 24 horas, antigo hospital São Pedro (hospital dos pescadores).
A obra do aterro (hidráulico) foi finalizada em 1978, conforme relatório municipal do ano de 1979, acabando com várias praias, inclusive a existente na Praia do Suá. Na época, foi proposto um plano de estruturação de uma zona institucional no aterro do Suá, transportando para a área serviços administrativos estaduais (e atualmente, também federais). Entre os vários objetivos desse plano de estruturação, constava o descongestionamento do centro da cidade.
A única área residencial se localizava próximo a Terceira Ponte, com cerca de 200 lotes e área média de 420 m2, de acordo com a mídia impressa. Estes lotes foram vendidos pela COMDUSA em condições especiais, através de licitação, na modalidade Concorrência, na qual, os interessados entregavam uma carta lacrada contendo o valor do lance. Entretanto, por intermédio da paisagem atualmente visualizada, percebe-se que a função do bairro está em processo de modificação: edifícios de arquitetura moderna, em formato de torres, para uso residencial.
O projeto urbanístico original, elaborado pelo arquiteto Jolindo Martins Filho, que em relato à imprensa escrita disse que propôs uma área preferencialmente residencial para toda extensão da área a ser aterrada, foi bastante modificado. Isso porque, a privilegiada localização do bairro Enseada do Suá despertou grande interesse dos empresários de Vitória, na época, o que resultou, segundo o arquiteto, na realização de inúmeras modificações no projeto, alterando assim o seu intuito inicial. Passando assim o lugar, no momento atual, por uma mudança de produção, notória na paisagem observada.
Atualmente, encontramos na Enseada do Suá um dos mais altos valores por metro quadrado. Edificações modernas, tanto residenciais como comerciais. É neste bairro que se encontra inserida a Praça da Ciência.
Histórico da Praça da Ciência
Na década de 1980 e início da seguinte, um movimento organizado de professores e intelectuais visava criar um grande espaço educativo – o “Centro de Ciências de Vitória”. Neste lugar previsto, inicialmente, para ser construído na Enseada do Suá, haveria imensos espaços expositivos e salas para conferências, onde se poderia discutir e fazer ciência. Nesse complexo, haveria também quatro módulos educacionais: o Parque da Ciência, o Centro de Informática Educacional, o Centro Ecológico e o Planetário de Vitória. Entretanto, o Plano Diretor Urbano (PDU) não permitiu a construção naquela região de um edifício com a altura necessária para abrigar o Planetário. Isso paralisou a proposta por algum tempo, mas não a inviabiliza por longos períodos.
No Campus da Universidade Federal do Espírito Santo, o Planetário de Vitória encontrou espaço para ser construído pela Prefeitura Municipal de Vitória (PMV), inaugurado em 1995. Inicialmente, como uma parceria entre PMV/UFES/SEDU e Associação Astronômica Galileu Galilei (AAGG), a instituição foi, depois, encampada apenas pela UFES/PMV, situação que permanece até os dias atuais.
Nesse começo, ocorreu uma certa desorientação acerca de qual secretaria iria encampar o Planetário em seus quadros, se a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a de Esportes ou a da Cultura, firmando-se posteriormente a instituição como pertencente à Secretaria de Educação, numa gestão compartilhada com a UFES.
Com essa conquista consolidada, a ampliação do movimento em prol da popularização e difusão científica no município de Vitória avançou em várias direções. No interior da Secretaria de Educação, ainda na década de 90 do século XX, por exemplo, três experiências valem ser mencionadas:
A inquietação dos professores de Ciências com relação à necessidade de oferecer aos estudantes a participação em feiras de ciências, visando aproximá-los do fazer científico. Essa inquietação aflorou nos encontros de professores em sua necessária e costumeira formação continuada, configurada em reuniões de área. Esse movimento foi tão significativo no Sistema Municipal de Ensino de Vitória, que hoje, praticamente todas as Unidades de Ensino organizam anualmente suas Mostras Científicas e Culturais.
A viagem de formação ao Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) foi para um grupo de aproximadamente 40 professores, subsidiada pela SEME. Nessa viagem o grupo conheceu as práticas realizadas em espaços não-formais de educação como o Instituto Butantã, de Oceanografia e de Zoologia, e a Estação Ciência (USP);
A parceria não levou a termo com a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) para o projeto arquitetônico denominado “Nave do Conhecimento”. Este, monumental, também se localizaria na Enseada do Suá, como estava anteriormente previsto para o “Centro de Ciências de Vitória”. Com a privatização da CVRD, o projeto não se realizou na íntegra. Hoje, a única parte construída do referido projeto é a Praça da Ciência, idealizada para ser o jardim da “Nave do Conhecimento” e constituída a partir do projeto do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), para a instalação de oito instrumentos científicos por eles desenvolvidos. Assim, foi inaugurado em 12 de outubro de 1999, o Centro de Ciência, Educação e Cultura - Praça da Ciência (CCEC - PC).
Divulgar e democratizar os conhecimentos científicos produzidos pela humanidade por meio de visitas mediadas, oficinas pedagógicas, palestras, atividades culturais e apoio aos profissionais da educação.
Ser um Centro de Ciência Interativo de referência Nacional na popularização da ciência, preservação do acervo, pesquisa, produção do conhecimento e promoção de programas educativos que fomentem a educação e a cidadania.