ADOLFO SILVEIRA CAMARGO – ADOLFO CAMARGO/1935-2012.
Adolfo Silveira Camargo nasceu dia 05 de janeiro de 1935 no recém-emancipado município de Carazinho/RS que foi o 7º Distrito de Passo Fundo até 1931. Adolfo Camargo veio com a família para Passo Fundo ainda muito pequeno. Seus pais Antônio Silveira Camargo e Maria do Carmo Camargo (Dona Carminha) Tiveram 18 filhos. A família numerosa fixou-se no bairro Santa Marta no final da década de 30. Compraram um sítio onde a família extraia pedras para construção civil e trabalhavam já naquela época com reflorestamento (plantavam araucária).
A época a região da Santa Marta, era considerada Zona Rural. Os primeiros moradores eram pequenos agricultores que encontraram ali um lugar rico em água e terra fértil. Nos Mapas antigos se vê que grande parte da área, pertencia ao Espólio da família de Henrique Scarpellini Ghezzi. Os primeiros moradores adquiriram os lotes, comprando-os da família Ghezzi. A urbanização teve seu início, com mais intensidade após os anos 70. Mas a grande explosão fundiária aconteceu à menos de uma década.
Adolfo Camargo, começou a trabalhar muito cedo, ainda na infância, naquela época não existiam leis de proteção a criança e adolescente. Muitas crianças trabalhavam para ajudar suas famílias. Na juventude, ficou um tempo fora de Passo Fundo, com filha pequena, ele e a esposa Elizabeth, fixaram residência na região metropolitana de Porto Alegre, lá tiveram outro filho. Alguns anos depois, retornaram a Passo Fundo e aqui tiveram mais quatro filhos.
Adolfo Camargo pertencia a este lugar, sabia dos problemas e das dificuldades que a população em sua maioria pequenos agricultores empobrecidos passavam. No ano de 1966 casou-se com a Srta. Elizabeth dos Santos Camargo tiveram seis filhos. Companheira na vida e no movimento comunitário, formavam uma dupla que atuava incansavelmente pela comunidade santa-martense.
Muito jovem envolveu-se em política, seguidor de Getúlio Vargas, Alberto Pasqualini e do antropólogo Darcy Ribeiro. Acreditava que em uma sociedade deveria ter justiça social, distribuição de renda com oportunidades de trabalho, educação gratuita e publica de qualidade e igualdades de oportunidades. Adolfo, participou do grupo dos 11 liderado pelo então governador do Estado do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola. O grupo dos 11 era ligado ao Movimento da Legalidade, um importante fato da história do Rio Grande do Sul, a campanha da legalidade, iniciou em 25 de agosto de 1961, organizada pelo então, governador do Estado, Leonel Brizola que, ao tomar conhecimento da renúncia de Jânio Quadros à presidência do país, criou uma resistência, para garantir a posse do vice-presidente João Goulart, Jango.
Adolfo Camargo era eletricista por profissão, durante anos, teve negócios na área metalurgia, pela experiência trabalhando para o grupo Gerdau nos anos 70.
No início da década de 1980 juntamente com a sua companheira Elizabeth Camargo e um grupo de moradores interessados em melhorias para comunidade local, foi criada a Associação de Moradores do Bairro Santa Marta, inicialmente com uma Diretoria Provisória. Adolfo Camargo trabalhou para a regularização da Associação, e em 03/06/1984 finalmente a Associação de Moradores do Bairro Santa Marta é regularizada sob a sigla AMBROSAM1.
Como Presidente da Associação de Moradores do Bairro, teve grande atuação no sentido de verificar as prioridades de sua comunidade e solicitar ao poder público providências. Uma importante demanda que mudou a vida de muitas pessoas foi a retirada dos moradores do antigo corredor do Bairro Santa Marta e recolocação desses moradores na Vila Donária, que a época tinha apenas lavoura e campo. Diante da preocupação com a situação dos moradores do chamado “corredor” da Santa Marta, o Sr. Adolfo juntamente com a sua Diretoria da época, solicitaram ao Prefeito Fernando Machado Carrion, que ajudasse com uma solução para que esses moradores tivessem moradias dignas. O Prefeito então sugeriu que fossem verificados espaços dentro do Bairro para que pudessem ser remanejadas estas famílias. Assim nasceu o primeiro núcleo Habitacional popular do Bairro; 40 casas construídas e entregues aos moradores. No local também foi destinado um terreno para a construção de uma Creche denominada Escola Municipal de Educação Infantil Fadinha construída na gestão do Prefeito Dipp Vice Salton.
Entre outras ações encaminhadas ao poder público e realizadas durante as gestões a frente da Associação podemos destacar: Ponte do Passo do Candinho (ligação da Santa Marta com a Vila Jardim América). Ponte que liga a Vila Donária ao Bairro Nossa Senhora Aparecida e Bertol. Redes de água e esgoto, redes de luz, canalizações. Linhas de ônibus, asfalto na Av. João Catapan. Aberturas de Ruas como a Carolina dos Santos, Santa Marta, Trav. Irmão Leão, Bento de Freitas, canalização da sanga da Av. Progresso. Estrada do Capinzal final da Diogo de Oliveira, rede de luz vila Vinte de Setembro, Núcleo Habitacional prox. Trav. Maria do Carmo. Com ajuda do amigo Júlio Rosa da Silva, levou rede e extensão de água ao núcleo de moradores da Trav. Maria do Carmo. Posto Policial Comunitário (atualmente fechado). Luta por área para práticas esportivas para o Colégio Maria Dolores de Freitas Barros, entre outras.
Participou também das manifestações encabeçadas por Paulo Monteiro, contra o fim do Programa Nacional do Leite Gratuito (ticket do leite) que beneficiava crianças carentes (através de cadastro feito pela própria associação) que recebiam até os sete anos de idade leite gratuito do Governo Federal. A Associação utilizava como meio de comunicação o aparelho de PX era com esse mecanismo que a Associação tinha acesso direto com Brigada Militar, Policia Rodoviária, Civil e Bombeiros.
O antigo campo onde foi construída a Escola, foi preservado e mantido pelo Sr. Adolfo e alguns moradores. Foi olhando os mapas antigos, que ele verificou que aquela área, fora doada para uma futura praça. Em seguida, a associação solicitou que a Prefeitura fizesse terraplanagem para nivelar o terreno e escoasse a água que inundava o local, pois havia ali, uma nascente d’agua. A comunidade começou a utilizar o espaço como campo de futebol. O local então, foi mantido limpo e cuidado por ele e pela comunidade. Adolfo Camargo, plantou eucaliptos nas beiradas e cuidou para que não houvessem invasões, ele sabia que um dia aquele local teria uma função muito importante para tão querida Santa Marta. E uma escola seria um grande sonho a ser realizado justamente na área que Adolfo, sempre cuidou e preservou, para que a comunidade um dia tivesse uma escola como a que tem hoje no local. A preocupação com a educação era um ponto primordial para Adolfo Camargo. Sua visão de uma sociedade melhor, com mais justiça e igualdade de oportunidades, passava pelas questões educacionais. Acreditava que só através do investimento em educação a sociedade iria melhorar. Seus filhos entendiam isso desde pequenos; "com chuva ou tempestade" aula não se faltava em casa". Na pequena sala da casa, o ponto principal, era uma mesa enorme, onde todos os filhos que vinham da escola, deveriam chegar e fazer os temas. Não havia discussão, todos sabiam seus compromissos. Seis filhos, e todos estudaram. Os filhos lembram com saudades dos saraus literários em família, em volta do fogão a lenha, nos invernos frios, em que até a água do poço congelava. A casa era pequena, humilde e a vida não era fácil..., mas livros... incrivelmente não faltavam.
Durante as gestões de Adolfo Camargo, como Presidente da AMBROSAM, aconteciam promoções como festa e bailes na Igreja Católica do Bairro. Os moradores esperavam sempre com alegria e uma certa ansiedade estes acontecimentos. Os bailes, eram programados e organizados pela Associação de Bairro. A festa contava sempre com bandas ao vivo e aconteciam no salão da igreja. Um dos acontecimentos mais esperados eram os concursos da mais Bela Comunitária, onde famílias inteiras iam torcer pela sua concorrente preferida.
Com o aumento populacional, houve um interesse do poder público em ampliar os projetos habitacionais. O local com maior potencialidade de expansão era a região da Grande Santa Marta. A partir de 2008, houve planejamento para se expandir com projetos habitacionais do governo federal está área. Mas com o aumento populacional que se iniciou, também veio déficit em vagas para educação básica na comunidade. Os moradores se uniram, através de um grupo de mães que buscavam vaga para seus filhos em uma escola da comunidade. Muita luta ocorreu até que a escola finalmente estivesse pronta. A comunidade escolheu o nome da escola, através de um abaixo assinado com aproximadamente três mil assinaturas de moradores da comunidade.
Em 1986 Sob a liderança do amigo Paulo Monteiro e com o apoio de lideranças comunitárias como Daltro Wesp, Saul Spinelli participou do movimento que culminou com a fundação da UAMPAF – União das Associações de Moradores de Passo Fundo. Adolfo Silveira Camargo, faleceu dia 24 de julho de 2012 em sua residência no Bairro Santa Marta.
Fundação da Escola Adolfo Camargo 10 de dezembro de 2019.
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