Minicursos

MINICURSOS


AS MICRONARRATIVAS: O MINICONTO E SUAS PECULIARIDADES

Prof. Dr. Altamir Botoso (UEMS)

O miniconto ou microconto é um tipo de narrativa extremamente curta e que pode até ser constituída por uma única linha. Nesse sentido, objetivamos estudar essa modalidade narrativa, partindo de sua definição e suas características. Em seguida, propomos a leitura de micronarrativas de autores latino-americanos contemporâneos e a análise e o comentário de alguns minicontos. Para finalizar, vamos propor que os participantes do minicurso também escrevam seus microcontos e efetuem a leitura de tal produção.


LITERATURA INFANTOJUVENIL E RAÇA: NOVAS PERSPECTIVAS PARA REPRESENTAÇÃO LITERÁRIA

Prof. Me. James Rios de Oliveira Santos (UEM)

O campo literário brasileiro é marcado, quando não pela ausência, pela diminuta presença de escritores negros. As pesquisas de Gregory Rabassa (1965) e Regina Dalcastagnè (2012) apresentam, no limiar de suas reflexões analíticas, os prejuízos que essa lacuna relega à representação dos personagens negros: na disposição diegética, estes são quase sempre envoltos de estereótipos e, não obstante, associados a negativismos que, salvo as pontuais exceções, constituem a regra do jogo da representação. De igual modo, o problema se estende à literatura infantojuvenil – terreno que se mostra propenso a receber e a disseminar conteúdos racistas, sobretudo por meio de textos narrativos. Diante do exposto, este minicurso pretende, além de contribuir com as reflexões voltadas às questões étnico-raciais, apresentar resultados de uma pesquisa de mestrado que constatou, ao analisar os acervos do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), novas e positivas perspectivas para representação literária do negro em narrativas infantojuvenis. 


INTERDISCIPLINARIDADE: LITERATURA E ENSINO DE LÍNGUA INGLESA

Prof. Me. Guilherme Magri da Rocha (UENP/CJ)

Profa. Dra. Regiani Aparecida Santos Zacarias (UNESP/Assis)


Este minicurso promoverá discussões acerca da importância da relação interdisciplinar entre literatura e ensino de uma segunda língua, mais especificamente, trataremos da literatura no ensino de inglês. Entendemos, em consonância com Hans Robert Jauss (1994), que a leitura tem função social: o contato com ela possibilita ao aluno a ampliação do seu horizonte de possibilidades ao promover frustrações de expectativas, assegurando o avanço da ciência e da experiência de vida. Essa função amplia-se ao contexto de ensino/aprendizagem de língua estrangeira, pois a obra literária viabiliza o ensino da cultura por meio de um material autêntico, que auxilia os alunos a compreenderem outros costumes, os encoraja a falar sobre sentimentos e opiniões, expande a consciência do idioma, estimula a aquisição de linguagem (Lazar, 1993), dentre outras vantagens. No ensino de línguas, a leitura promove a experiência ativa e colaborativa através da linguagem, que é seu fio condutor, e insere o aluno leitor no universo do novo idioma e de sua respectiva cultura, criando um ambiente propicio para a aprendizagem linguística. Nosso objetivo é apresentar ao futuro professor algumas sequências didáticas que levam a literatura para a sala de aula de língua inglesa, e apontar motivos para que essa prática seja promovida em ambientes educacionais da escola básica e do ensino superior.


ENSINO DE LÍNGUA INGLESA - JOGOS E AVALIAÇÃO NARRATIVA

Prof. Me. Davi Jose Andrade Silva (IFPR /CJ)

O presente minicurso tem por objetivo compartilhar algumas experiências de aplicação de atividades lúdicas de língua inglesa para o ensino médio com o objetivo de possibilitar novas formas avaliativas. A expectativa é de que os participantes, a partir do contato com as propostas, adaptem para suas realidades ou se inspirem para construir novas atividades.



ESTRATÉGIAS DE ENSINO/AVALIACÃO PARA ALUNOS SURDOS

Profa. Esp. Bruna Gomes Delanhese (IFSP /Sertãozinho)


O êxito no ensino/aprendizagem constitui-se uma questão inquietante e o cerne das discussões atuais para a formação de professores. Tendo em vista, o crescente número de estudantes surdos inclusos no ensino comum e sendo a língua portuguesa a segunda língua dos sujeitos surdos, torna-se fundamental que seu ensino seja profícuo. Assim, o presente minicurso visa contribuir por apontar estratégias de ensino/avaliação da língua portuguesa para surdos.



PROPOSTA DE ESTRATÉGIA E AÇÕES DE ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA COM HQ 

Profa. Dra. Nerynei Meira Carneiro Bellini(UENP/CJ)

Profa. Ma. Fernanda de Cássia Miranda (UENP/CJ) 

Profa. Esp. Carina Mendes (UENP/CJ)


Este minicurso torna-se relevante devido à crescente inserção dos quadrinhos nos mais diversos meios sociais e em materiais de ensino, tais como, os livros didáticos e as provas do Enem. Com base nessa premissa, pretende-se contribuir para o desenvolvimento de estratégias e ações de ensino de Língua Estrangeira Moderna (LEM), especificamente, Espanhol e Inglês, por meio de histórias em quadrinhos (HQ). Essas serão focalizadas sob a perspectiva dos gêneros do discurso, na acepção de Bakhtin (2003), e sob o ponto de vista de Marcuschi (2003), que os considera não apenas em relação a seus aspectos formais, mas, também, quanto aos aspectos sócio-comunicativos e funcionais. As atividades de ensino propostas, aqui, intentam auxiliar os professores em suas práticas docentes, bem como os alunos em suas formações leitoras. Para tanto, algumas estratégias de leitura serão desenvolvidas com vistas à construção de sentidos a respeito dos textos analisados e, para isso, utilizaram-se, como material de apoio, os estudos de Koch e Elias (2006) e Koch (2003). Trabalhar-se-ão, ainda, os conteúdos estruturais dos quadrinhos: o tema, a composição, o estilo, sua função em sociedade, suas esferas de circulação. O embasamento teórico acerca das sequências reside nos estudos de Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004). Já, o alicerce das histórias em quadrinhos trazem os conhecimentos de Cagnin (1975) e de Ramos (2016). Diante do exposto, esperamse resultados favoráveis às ações de ensino que favoreçam aos alunos leitores de HQ a criticidade no aprendizado das línguas espanhola e inglesa.



TRABALHANDO A ESCRITA DE GÊNEROS DISCURSIVOS/TEXTUAIS: PROPOSTAS METODOLÓGICAS

Profa. Ma. Tânia Regina Montanha Toledo Scoparo (SEED-PG-UEL)

Na contemporaneidade, há uma multiplicidade de objetos culturais que determinam nossos modos de ver, de ler, de pensar e de escrever, configurando-se em necessidade de reorientar o processo de ensino. Os diversos e diferentes tipos de textos que circulam em nosso cotidiano constituem-se em fato cultural e objeto de conhecimento que pressupõe atenção especial sobre a formação de docentes e o ensino. Nessa perspectiva, a produção escrita assume um papel extremamente importante, pois o processo de ensino de textos escritos acontece, quase somente, em espaços formais de aprendizagem, ou seja, na escola, e deve ser consciente, planejado e ter um propósito para alcançar o seu domínio. Nesse âmbito, o professor pode proporcionar aos alunos oportunidades de reflexão e aproximação ao gênero textual que estiver em estudo, às funções que cada um deles cumpre e à sua estruturação e características fundamentais. Planejar, escrever e reescrever, conforme propõe Irandé Antunes (2003) para a prática de escrita na escola, permite que o educando reflita sobre sua escrita e, paralelamente, o professor seja um mediador, orientador desse processo. O objetivo desse minicurso é demonstrar como enredar o aluno no mundo da escrita de forma mais consciente de seu respectivo papel no processo de construção da autonomia como usuário da linguagem em seus vários contextos.



A ESCRITA A PARTIR DE GÊNEROS DIGITAIS: PRÁTICAS DE LETRAMENTOS NA CONTEMPORANEIDADE TECNOLÓGICA

Profa. Esp. Aldimeres Ferraz da Silva (SEED- PG-UEL)

Sabemos que o conceito de gênero discursivo proposto pelo Círculo de Bakhtin é o que fundamenta os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e as Diretrizes Curriculares Estaduais (DCE), fato que tem engendrado importantes pesquisas acerca do trabalho pedagógico a partir gêneros discursivos diversos. Com a intensificação do desenvolvimento tecnológico em plena modernidade líquida (BAUMAN, 2000) novos gêneros têm surgido constantemente, tornando fundamentais as discussões sobre práticas de ensino aprendizagem de línguas a partir de gêneros digitais. Nesse sentido, neste minicurso apresentamos e discutimos algumas propostas didáticas para o ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa a partir de gêneros que circulam em ambientes digitais. As referidas propostas versam principalmente sobre o par de gêneros post/comentário, com vistas a formar alunos autores, críticos e reflexivos na cibercultura. À luz da Linguística Aplicada, utilizamos a Pedagogia dos Multiletramentos (GRUPO DE NOVA LONDRES, 2000; ROJO, 2012) atrelada ao Plano de Trabalho Docente (GASPARIN, 2010), tendo em vista o letramento hipertextual, a partir de produções críticas, colaborativas e multissemióticas em língua portuguesa. 



MENTES BRILHANTES – QUEM SÃO AS CRIANÇAS COM CAPACIDADE ELEVADA?

Prof. Luciani Stela Franco Gambale – (CEDET/Assis)

Prof. Rosielly Barbosa Valverde – (CEDET/Assis)

Profa. Vanda Eda Leme Palma – (CEDET/Assis)

Neste minicurso apresentaremos as principais perspectivas para o trabalho de atendimento educacional especializado no suporte aos estudantes com Altas Habilidades/Superdotação, compreendendo suas individualidades e necessidades de intervenção no trabalho pedagógico. Com esta abordagem, estaremos propondo algumas reflexões acerca das bases e conceitos sobre as Teorias de Inteligência e de Altas Habilidades/Superdotação ao longo da história e que permeiam as características da capacidade acima da média. A metodologia do CEDET – Caminhos para Desenvolver Potencial e Talento, idealizado pela doutora Zenita Cunha Guenther, também servirá de referência neste minicurso, uma vez que apoia-se em relevantes referenciais teóricos construídos em bases do pensamento humanista em Educação, estando situado em Assis/SP, um dos centros de atendimento, cuja proposta é construir um ambiente de complementação e suplementação educacional de apoio aos estudantes dotados e talentosos, matriculados em diferentes escolas do sistema municipal de ensino. 



TECNOLOGIAS PARA ENSINAR E APRENDER: DESAFIOS DA ESCOLA CONTEMPORÂNEA

Prof. Dr. Sergio Vale da Paixão (IFPR /CJ)

Na emergente necessidade de se ressignificar o papel da escola em tempos em que o avanço da tecnologia se encontra em avanços constantes, torna-se cada vez mais necessária reflexões sobre a prática pedagógica, bem como ideias para uma nova configuração da instituição escolar que possibilite reflexões acerca do ensinar e aprender contemporâneos. Ainda que a passos lentos, a escola tem caminhado para uma direção que já avança no que diz respeito a aceitação dos artefatos tecnológicos utilizados pelos alunos no espaço da escola, seja para fins didáticos ou mesmo para uso próprio. Produção escrita e leitura em plataformas cada dia mais dinâmicas e virtuais, manifestação de sentimentos nas redes sociais da internet por meio de posts e compartilhamentos de informações autorais ou não, a permanência cada vez mais frequente dos usuários nas redes sociais e espaços de informação e comunicação em redes, são alguns dos inúmeros exemplos que podemos citar dos diversos indícios de que a escola precisa acompanhar a evolução dos estudantes e respeitar a cultura produzida por eles nos dias de hoje. A presente proposta de oficina tem como objetivo discutir com pesquisadores, professores e interessados sobre o assunto das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação no espaço de formação escolar no que diz respeito a leitura e produção escrita. Entendemos como rico o diálogo entre diferentes áreas do ensino que possibilitem melhor compreender como as escolas e os professores de escolas públicas e privadas têm pensado tal aproximação do que diz respeito às atividades escolares ligadas à vida e as realidades sociais dos estudantes, principalmente no que diz respeito ao uso das novas tecnologias.



CRÔNICA DOS CÂNONES DO JORNAL ATÉ OS SUPORTES DIGITAIS: A TRAJETÓRIA BRASILEIRA DOS GÊNEROS DO COTIDIANO

Prof. Me. Luís Eduardo Veloso Garcia (UENP/CJ)

Profa. Dra. Rita de Cássia Lamino de Araújo Rodrigues (UENP/CJ)

A crônica chega ao Brasil em meados do século XIX, importada da França e sob o nome de folhetim. Localizada no rodapé da primeira página do jornal, era destinada ao divertimento. Cultivada pelos melhores escritores do início do século, como José de Alencar, Machado de Assis e Olavo Bilac, apresentava, obrigatoriamente, comentários sobre os mais diferentes assuntos do cotidiano da sociedade. Bem acolhida pelos escritores, tornou-se um gênero tipicamente brasileiro no estilo, na língua, nos assuntos e na técnica. Ao longo desse percurso, a crônica libertou-se da obrigação de comentar os fatos sociais para adentrar na poesia e no humor, alcançando, na década de 1930, a sua consagração como gênero definido e consolidado praticado por escritores como Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade e Rubem Braga. Todo esse percurso foi percorrido dentro dos limites do suporte impresso, fazendo deste gênero um reflexo de sua base original: o jornal. No entanto, ao se deparar com a situação da crônica hoje em dia, podemos observar uma modificação de plataformas de publicação, com os suportes digitais ganhando destaque para a apresentação desses escritos, desde os jornais digitais e páginas do gênero, até as publicações diretas em redes sociais como o Facebook, caso este de nomes conhecidos do público em geral como Gregorio Duvivier, Antonio Prata, Xico Sá e Tati Bernardi. Em vista disso, esse minicurso tem o objetivo de apresentar uma trajetória desse gênero no Brasil, desde a sua implantação no século XIX até os dias de hoje, pensando suas bases, alterações ocorridas no decorrer do tempo, e as significações que diferenciam um escrito do suporte impresso e do suporte digital. 

Ċ
Luiz Antonio Xavier Dias,
25 de set de 2017 08:32
Ċ
Luiz Antonio Xavier Dias,
1 de nov de 2017 07:58
Ċ
Luiz Antonio Xavier Dias,
1 de nov de 2017 07:58
Ċ
Luiz Antonio Xavier Dias,
1 de nov de 2017 07:58
Ċ
Luiz Antonio Xavier Dias,
1 de nov de 2017 07:58
Ċ
Luiz Antonio Xavier Dias,
1 de nov de 2017 07:58
Ċ
Luiz Antonio Xavier Dias,
1 de nov de 2017 07:58
Ċ
Luiz Antonio Xavier Dias,
1 de nov de 2017 07:58
Ċ
Luiz Antonio Xavier Dias,
1 de nov de 2017 07:58
Ċ
Luiz Antonio Xavier Dias,
1 de nov de 2017 07:59
Ċ
Luiz Antonio Xavier Dias,
1 de nov de 2017 07:59
Ċ
Luiz Antonio Xavier Dias,
1 de nov de 2017 07:59
Comments