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Rosas

Elas ganharam notoriedade por estarem vinculadas ao nosso dia a dia como presentes em forma de buquês, arranjos e até sozinhas.

A mais famosas das flores, cantada em verso e prosa por autores de todos os tempos, está ligada Vênus e ao amor. Acredita-se que ela tenha surgido na Pérsia e conquistadores árabes a tenham levado para outras partes do mundo.

Já no ano de 330 AC os gregos usavam perfumes de rosas e até acreditavam em seu poder de curar o cansaço mental. O perfume da rosa estimula a conquista, afeto, beleza, artes, inspiração, romance, sentimentos e nobreza.

História :: Origens

 
A rosa é a mais conhecida espécie da família das rosaceas (rosaceae). Todas as rosaceas possuem perfume e sabor. Maçã, pêssego, morango, amora, pera, cereja e ameixa, entre outras, também são rosaceas.
 
Originária no hemisfério Norte, a rosa é encontrada na Europa, Ásia e Oriente Médio. No Brasil existem pouquíssimas espécies de rosa nativas porque é uma flor que gosta de países de clima frio e com as estações do ano bem definidas.
 
Os chineses foram os primeiros a cultivá-la há mais de 5 mil anos e descobriram suas qualidades medicinais: da polpa dos frutos se faz o chá que é diurético e muito saboroso; das pétalas se extrai o óleo para uso no tratamento da pele e a essência para a perfumaria (são necessários 5 mil kg de pétalas de rosas para se produzir 1 litro de óleo essencial).
 
Ao todo, 126 espécies silvestres deram origem a mais de 35 mil híbridos espalhados pelo mundo.
 
Introduzidas no Brasil pelos jesuítas entre 1.560 e 1.570, as primeiras roseiras foram plantadas ao lado da Vila de Piratininga e suas flores utilizadas em solenidades religiosas.
 
Calcula-se que no País existam aproximadamente mil híbridos. Em nosso clima ameno e temperado, a rosa é uma das poucas plantas ornamentais que floresce durante todo o ano e tem o seu auge durante a primavera.
 

:: BUQUÊS :: BOUQUETS ::

Ao receber rosas de presente, retire-as imediatamente da embalagem e elimine, com o auxílio de estilete ou faca afiada, 1 cm da parte inferior das hastes, em corte diagonal.

Importante: coloque-as imediatamente em recipiente com água limpa! O ideal é cortar debaixo d'água.

Evite o contato das folhas com a água e, se for preciso, retire algumas. Assim evita-se a contaminação da água por microrganismos que possam existir nas folhas.

Coloque-as em local bastante fresco e de muita luminosidade. Troque a água sempre que possível, evitando que fique turva.

 

Cuidados básicos


1. Luminosidade: De preferência, num local ensolarado e bem arejado. Para florescer bem e praticamente o ano todo, a roseira precisa de sol pleno, ou seja, pelo menos de 6 a 7 horas diárias de luz solar direta.

2. Solo: As roseiras podem se desenvolver bem em qualquer tipo de solo, mas é preferível garantir uma terra mais para argilosa, que tenha boa drenagem. O solo rico em húmus é especialmente benéfico para as rosas. Quanto ao pH, o índice ideal situa-se entre 6 a 6,5 na maioria dos casos (correção por Cirilo Gruszynski - Eng. Agrom. M.Sc.).

Em lojas de produtos para jardinagem, é possível adquirir kits para medir o pH do solo. Se for necessário fazer a correção, uma boa dica é a seguinte: a adição de 150g de calcário dolomítico por m2 de canteiro eleva em 1 ponto o índice de pH; por outro lado, 150g de sulfato de ferro por m2, diminui o pH em 1 ponto.

Como isto é muito variável de região para região (tipo de solo) e também é uma escala logarítmica é mais inteligente buscar auxílio de algum técnico local e principalmente, no caso de uma escala maior, fazer uma análise do solo.

3. Água: logo após o plantio das mudas e até a primeira floração, regue moderadamente, mas todos os dias. Depois disso, recomenda-se regar uma vez por semana no inverno e duas vezes por semana em época de seca. Na temporada de chuvas é possível até suspender as regas. Uma dica: a terra deve permanecer ligeiramente seca entre uma rega e outra.

4. Temperatura: a temperatura ideal fica entre 25ºC e 30ºC. Por períodos mais curtos a planta suporta temperaturas entre 10ºC e 40ºC.

5. Vasos: em canteiros, cerca de uma semana antes de plantar as mudas, cave bem a terra até cerca de 40 cm de profundidade. Para cada m2 de canteiro, incorpore uma mistura de 15 Kg de esterco curtido de gado e 200g de farinha de ossos. Em vasos utiliza-se carvão vegetal ou vermiculita misturadas a argila.

6. Replantio: se o plantio for feito com mudas envasadas (normalmente vendidas em sacos plásticos), não há restrição para o plantio: pode ser feito em qualquer época do ano, mas os especialistas recomendam evitar os meses mais quentes, sempre que possível.

Já para o plantio com mudas chamadas de "raiz nua", o período mais indicado vai da segunda metade do outono à primeira metade da primavera.

Existem vários tipos ou variedades de roseiras (silvestres, híbridas-de-chá, sempre-floridas, miniaturas, rasteiras, arbustivas, trepadeiras e cercas-vivas) e o espaçamento vai depender da variedade de rosa que estiver sendo plantada.

É possível basear-se no seguinte:

  • arbustivas: 1 metro entre as mudas;
  • trepadeiras: de 1 a 2 metros entre as mudas;
  • cercas-vivas: 50 a 80 cm entre as mudas;
  • híbridas-de-chá e sempre-floridas: 50 cm entre as mudas;
  • miniaturas: 20 a 30 cm entre as mudas;
  • rasteiras: 30 cm entre as mudas.

7. Ventilação e umidade: recomenda-se um local arejado, para evitar a o surgimento de fungos nas folhas e flores, especialmente em regiões chuvosas.

8. Adubação: de preferência, deve-se fazer de 2 a 3 adubações anuais: a primeira logo após a poda anual (entre julho e agosto); a segunda entre novembro e dezembro e a terceira entre os meses de janeiro e fevereiro. A melhor adubação é a orgânica, baseada em esterco animal, composto orgânico, farinha de ossos e torta de mamona. As quantidades, para cada metro quadrado de canteiro, são as seguintes:

  • 10 litros de esterco curtido ou 2 Kg de composto orgânico
  • 200g de farinha de ossos
  • 100g de torta de mamona
Espalhe a mistura em volta das plantas e incorpore-a ao solo, tendo sempre o cuidado de espalhar o adubo com uma distância suficiente do caule e das raízes.
 
Na primeira adubação, a rosa vai precisar de bastante água, apesar dela não gostar muito disso. Nesse período, o ideal é que a rega aconteça duas vezes por semana. Quando surgirem as flores, uma vez por semana é suficiente. Em 60 dias vão surgir os primeiros botões de rosa.

9. Reprodução:

9.1. Estaquia: As rosas encontradas no mercado são quase todas híbridas, ou seja, resultado do cruzamento de espécies diferentes.

A propagação dessas rosas por estacas é pouco ou nada eficiente, uma vez que a capacidade de enraizamento é baixa e as plantas não se desenvolvem bem sobre as próprias raízes, diferentemente das rosas silvestres, multiplicadas normalmente por estaquia.

Em lugares de clima frio, é até possível conseguir que uma estaca de rosa híbrida brote com sucesso, mas as mudas serão sempre inferiores à planta matriz.

9.2. Borbulhia: O método usado normalmente para se produzir uma muda de rosa é a enxertia por borbulhia. Para isso, utiliza-se como cavalo uma espécie silvestre, onde se enxerta a gema de uma híbrida.

As rosas silvestres têm poucos espinhos e quase não produzem flores no Brasil, por serem nativas de regiões frias. A mais comum delas é a rosa multiflora, cujas flores são pequenas e brancas. Também são usadas para enxertia Rosa indica e Rosa manetti.

Veja como se faz corretamente uma muda de rosa pelo método da borbulhia, como ensina Arno Boettcher:

1) A muda para o cavalo pode ser feita com estaca de rosa silvestre, deixando-se apenas uma gema (parte do galho de onde sai a flor) e inutilizando as restantes.

Em 60 dias, no verão, ou 90 dias, no inverno, ela já se desenvolveu o suficiente para receber o enxerto.

2) Com um canivete, retira-se uma gema da rosa híbrida que se deseja reproduzir junto com um pedaço da casca (a parte lenhosa que fica aderida à casca deve ser retirada).

3) Na base do caule da planta usada como cavalo faz-se um corte em forma de "T" com canivete.

4) Cuidadosamente, a gema é introduzida dentro do "T".

5) Amarra-se bem o local com um fitilho próprio para isso ou uma tira de plástico preto comum.

6) Em cerca de dois meses, o local onde a gema foi enxertada incha. Se foi usado um plástico comum, deve ser cortado. No caso do fitilho, o próprio broto fura-o.

7) Os galhos do cavalo são, então, cortados para que o broto da gema enxertada se desenvolva. Em dois meses, no verão, ou três, no inverno, a planta começa a florescer.

10. Podas

A primeira poda deve ser feita cerca de um ano após o plantio e repetida todos os anos, entre os meses de julho e agosto, no fim da lua minguante. Para fazer a poda, o ideal é usar luvas e uma boa tesoura, com corte firme, que não masque. Se isto ocorrer, a planta pode ficar com lascas e a parte do corte, estragada.
 
Assim que terminar a primeira floração, é preciso fazer uma poda de limpeza, cortando de duas a três folhas abaixo do botão. Se isso não for feito, a flor não brotará e o crescimento, irá parar.

Os dias frios do inverno são ideais para se fazer a poda das roseiras, tão importantes para incentivar o surgimento de novos brotos e aumentar a floração.

A maioria das plantas necessita de podas regulares para que seu crescimento e desenvolvimento ocorram satisfatoriamente mas, sem dúvida, para as roseiras as podas são indispensáveis.

O período propício para se proceder a poda das roseiras é durante o inverno, entre os meses de julho e agosto. Isto porque, as roseiras entram numa espécie de dormência quando a temperatura cai para próximo de 10 graus C.
 
Existem vários tipos de roseiras e, evidentemente, uma poda especial para cada tipo:
  • Poda Baixa: Ideal para rosas-rasteiras, híbridas-de-chá , sempre-floridas, miniaturas e biscuit. É considerada a poda mais drástica.

Deve ser feita também, de tempos em tempos, nas roseiras trepadeiras, cercas-vivas e arbustivas, para rejuvenescer as hastes e favorecer uma floração abundante.

Para realizá-la, comece fazendo uma limpeza, cortando todos os galhos secos, velhos, fracos e mal formados. A seguir, corte todas as ramas a uma altura de 20 a 25 cm, tendo como base o ponto de enxerto. Para favorecer a brotação, faça o corte em diagonal, sempre 1 cm acima da gema mais próxima.

  • Poda Alta: Recomendada para cercas-vivas e roseiras arbustivas. Primeiro faça uma limpeza de todos os ramos velhos, fracos e mal-formados. Depois, tomando como base o ponto de enxerto, faça a poda na altura de 80 cm a 1 metro.

Deixe as hastes mais fortes um pouco mais longas e procure manter uma altura adequada ao local onde a roseira está plantada. Este tipo de poda pode ser usado também para as roseiras trepadeiras e silvestres, só que um pouco mais suave.

  • Poda Parcial: Indicada para roseiras silvestres e trepadeiras, que produzem hastes longas, com 3 a 4 metros de comprimento. Durante o primeiro ano de crescimento, estas hastes não florescem, sendo o período ideal para educar seu crescimento.

Comece fazendo a limpeza das hastes secas, velhas e fracas. A seguir, poda-se as outras hastes, na medida de 1/3 de seu comprimento total. O restante da haste deve ficar preso ao tutor, em forma de arco, para que todas as gemas aparentes possam brotar.

11. Os vilões - principais pragas
  • Pulgões: São os mais comuns. Sugadores, causam deformações nas partes atacadas, principalmente brotos novos e botões. Combata-os, de maneira mais natural, com calda de fumo.
  • Ácaros: São quase invisíveis a olho nú e se localizam, em colônias, na parte inferior das folhas, causando grandes prejuízos. A aplicação de enxofre solúvel pode servir como prevenção.
  • Trips: Pequenos insetos voadores que deformam as flores, logo no início da brotação. Em grandes ataques, podem destruir completamente a planta, por essa razão, necessitam de um controle químico, sob orientação.
  • Formigas-cortadeiras: Fazem mais estragos nas folhas e brotos. Iscas formicidas costumam ser bem eficazes.
  • Besouros: A variedade é grande, mas as vaquinhas são as que mais destroem as flores. Também precisam de combate químico, quando o ataque for grande.
  • Mofo-cinzento: Doença causada por um fungo que tem preferência pelas flores e botões. Costuma ocorrer em épocas de chuvas prolongadas e muita umidade. Pode-se prevenir o problema com a aplicação de fungidas.
  • Mofo-branco: É o famoso oídio, que não escolhe época para atacar. Os botões e as folhas são os alvos preferidos. A prevenção pode ser feita com os mesmos fungicidas usados para controlar o mofo-cinzento e o combate é reforçado com enxofre solúvel.
  • Mancha-preta: Ataca as folhas, amarelando-as e derrubando-as. Costuma atacar mais quando há mudanças bruscas de temperatura. Também pode ser prevenida com fungicidas.
  • Míldio: Surge com mais freqüência nos períodos quentes, quando há excesso de chuvas. É uma doença devastadora, capaz de destruir brotos novos e folhas e, se não for controlada, mata mesmo a planta. Qualquer suspeita de ocorrência deve ser rapidamente combatida com produtos específicos existentes nas casas especializadas em produtos agropecuários.

Importante: Todo e qualquer produto químico deve apenas ser aplicado segundo a recomendação do fabricante e só deve ser adquirido após consulta com um técnico especializado, que poderá fazer a prescrição do receituário agronômico.

Curiosidades

» Esta é uma variedade de rosa que leva o nome de "Soroptimist International", mais comumente chamada de Rosa Soroptimista.

As rosas são cultivadas em jardins (no exterior) há tanto tempo e em tal quantidade que quase não precisam de uma descrição.

No entanto, existem novidades e uma grande variedade de espécies, entre as quais rosas antigas, rosas modernas, arbustivas, trepadeiras, rasteiras e miniaturas.

Se há muitos anos atrás os entusiastas necessitavam de grandes canteiros para cultivá-las, atualmente até o menor jardim pode incluir algumas formas de cores, tamanhos e perfumes diferentes.

As miniaturas quase nunca excedem 45 cm de altura, produzem flores a cada ano (com o mínimo de atenção) e sobrevivem ao ar livre, durante invernos rigorosos.

Neste grupo, existe uma variedade de flores de pétalas amarelas com as bordas rosadas quando em botão, que tem seu tom de rosa acentuado quando desabrocha.

O exemplar acima foi fotografado pelo SI Thames Valley, que foi quem em primeiro lugar divulgou e forneceu a variedade, que hoje está espalhada pelos países da América do Norte, Europa e Oceania. Ainda não se tem notícias de exemplares no Brasil.

A fotografia que você vê acima foi cortesia da Soroptimista Sheila Downs, do SI Lower Hutt, New Zealand Central Region, SISWP.

É uma flor popular e muito cultivada pelas Soroptimistas. Há relatos de exemplares que apresentam-se completamente cobertos de flores, refletindo o cuidado que recebem.

Defesa de vinhedos

Como todas as plantações, também os vinhedos são vítimas de pragas – tanto no solo como nas vinhas.

As roseiras, que os vinicultores mantêm junto às cepas, têm aí uma importante tarefa. Servem para alertar quanto à presença de agentes daninhos ao desenvolvimento das parreiras.

Como? Através de suas pétalas, que devem se abrir de acordo com um padrão. Se não o apresentarem, indicam perigo para as uvas, são sinal de que há algo a ameaçá-las.

Os vinicultores, para garantir produção, valem-se dessa “sabedoria” da natureza, que apesar de não ser uma relação ecossistêmica, funciona bem.
 

Poema

O amor e a... flor

Estou amando uma rosa.
Rosa bonita,
cheirosa...
Que eu vi no canteiro
de um belo jardim.
E... A rosa nem sabe de mim.
Assim que eu vi a rosa,
a sua cor de rosa,
as pétalas...
A mimosidade de sua boca,
digo, de seu caule;
a frescura de sua pele,
a vivacidade de seus olhos...
- Meu Deus! Os olhos da rosa! -
Me apaixonei!

Meu amor é tão disfarçado
que ando dando tratos a bola,
a ver se consigo um jeito
de me transformar num cravo.

Pai do céu,
dá um jeito nisso...
Deixa eu colher essa rosa.
Faz essa rosa gostar de mim.
E se alguém desconfiar...
me perguntar...
Para todos os efeitos
estou amando uma rosa
de um lindo jardim.

( Dalton Porto - RJ - 12/01/65 )

 
Fonte: Compilação pessoal de informações, obtida de diversas fontes, dentre elas:
 
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