FREDERICO ROCHAFERREIRA
www.sitefilosofico.com
Membro da Oxford Philosophical Society






Roberto Senise | Promotor que tomou a frente das investigações.








   CASO PORTUGUESA





DE DESPORTOS



Por Frederico Rochaferreira



Depois de ver nomes como o do maestro João Carlos Martins ir para as ruas e levantar a voz, não a favor de seu time de coração, mas pela ética e moralização no rentável negócio do futebol, e ter acompanhado parte dos julgamentos e inúmeras declarações, me dispus a tecer algumas considerações.



A

lguns casos em nossa sociedade por mais que pareçam pequenos, sempre os vejo como enormes icebergs, silenciosamente traiçoeiros, prontos a fazerem novas vítimas diretas e indiretas. O caso da Portuguesa é um desses exemplos, provocou danos materiais e emocionais às vítimas do resultado, Clube e torcedores, e danos éticos e morais àqueles que provocaram o resultado. 

Depois de ver nomes como o do maestro João Carlos Martins ir para as ruas e levantar a voz, não a favor de seu time de coração, mas pela ética e moralização no rentável negócio do futebol, e ter acompanhado parte dos julgamentos e inúmeras declarações, me dispus a tecer algumas considerações:

1. Há no caso da Portuguesa erro e crime. O erro está em a CBF não ter tornado público o resultado do julgamento como determina o Estatuto do Torcedor, que é uma Lei Federal e assim se sobrepõe às normas administrativas e às decisões da “Justiça Desportiva”, órgão composto pelos tribunais desportivos, mas que não faz parte do poder Judiciário. A Constituição Federal no artigo 92, lista todos os órgãos do Judiciário, sem incluir o “Tribunal de Justiça Desportiva”. Reza a Lei, que as penas só terão validades depois de tornadas públicas, como nos tribunais superiores. Como a CBF não tornou pública a pena imposta ao jogador da Portuguesa, também não a tornou válida, portanto, o jogador não está punido de fato e tem condições de jogo. Aqueles que por motivos outros, assim não querem entender, basta jogar a Lei no lixo.

2. Porém é factível que o erro da não publicação, não seja erro, seja crime, se intencionalmente foi omitida a publicação do resultado.

3. Crime de fato, foi o ato espúrio de corrupção a um clube de futebol. Esta prática criminosa disseminada na sociedade brasileira, não pode passar em branco pelo Ministério Público, esta talvez seja a sua grande oportunidade, a exemplo do Supremo Tribunal Federal nos crimes de corrupção política, de promover o início de uma grande moralização dentro da caixa preta do futebol. Que vozes e atitudes do quilate do promotor Roberto Senise e do Jurista Ives Gandra, sejam fortes nesta missão.

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O ex-presidente da Portuguesa Ilídio Lico afirmou em entrevista, que um senador da república lhe disse; que A Unimed, patrocinadora do Fluminense, esteve por trás da escalação do jogador Héverton na rodada final do campeonato brasileiro em 2013. Bem, novos dados estão vindo a tona, o que se espera agora e com brevidade, são ações da justiça, em particular do promotor Senise, que está com o caso nas mãos.

Que o “tapa na cara” da justiça americana a dirigentes esportivos e governos corruptos, sirva como inspiração! 











Manuel

da Lupa

Presidente do clube na época do escâncalo


"Houve escalação do atleta Hevérton Durães Coutinho Alves, o resultado do julgamento não foi publicado pela CBF e consultando o site antes da partida, dava condição de jogo ao atleta referido. A Portuguesa só foi comunicada do julgamento e do resultado na terça–feira, 10 de dezembro de 2013, pela Federação Paulista de Futebol . Em virtude do interesse do Fluminense , Flamengo e CBF, pode ter havido manipulação para prejudicar a Portuguesa que tem torcida muito menor de que os clubes citados"



Ilídio Lico

Ex-presidente do clube


“Um senador me falou; que a Unimed, pagou um dinheiro muito grosso. Mas sabe como é a Justiça no Brasil.”