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Objetivos do PIBID (CAPES)

  • Elevar a qualidade das ações acadêmicas voltadas à formação inicial de professores nos cursos de licenciaturas das instituições de educação superior;
  • Inserir os licenciandos no cotidiano de escolas da rede pública de educação, o que promove a integração entre educação superior e educação básica;
  • Proporcionar aos futuros professores participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar e que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem;
  • Incentivar as escolas públicas de educação básica a tornarem-se protagonistas nos processos formativos dos estudantes das licenciaturas, mobilizando seus professores como co-formadores dos futuros profissionais;
  • Conceder bolsas de iniciação à docência para alunos de cursos de licenciatura e para coordenadores e supervisores responsáveis institucionalmente pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e demais despesas a ele vinculadas.



Notícias e Eventos


Carta de Fortaleza

Os professores e estudantes, envolvidos no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência das Instituições de Ensino Superior do Estado do Ceará, reconhecem que ações unilaterais e antidemocráticas do Governo Federal colocam em risco a qualidade da educação pública.  Destacamos que a presente carta não tem motivação partidária, inclusive porque reconhecemos que o processo de desmonte do sistema educacional brasileiro começou ainda no governo do PT, acentuando-se no atual governo Temer. Dentre as ameaças para uma proposta educacional voltada para o desenvolvimento da cidadania e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, desejam, através dessa carta, expressar o repúdio às seguintes medidas:

 

1. A PEC 55 (PEC 241) que congela os gastos públicos por vinte anos, cujos efeitos consideramos que serão extremamente danosos à Educação e à Saúde Públicas. Reconhecemos que é necessário o desenvolvimento de mecanismos de equilíbrio fiscal e controle de gastos públicos, mas rechaçamos uma medida que prejudica unilateralmente os serviços de Educação e Saúde para a população mais pobre, quando existem alternativas para a solução da questão, como a taxação das grandes fortunas (medida já tomada em diversos países), a auditoria da dívida pública e a redução dos gastos com cargos comissionados e com regalias de políticos do Legislativo, Executivo e Judiciário. Ademais, Educação não pode ser encarada apenas como gasto, mas sim como investimento na formação do cidadão brasileiro e no fortalecimento de nossa Sociedade, sendo inclusive um setor estratégico para a geração a médio e longo prazo de emprego e renda de qualidade e com profissionais altamente especializados. Assim, o congelamento proposto pela PEC, além de penalizar unicamente as camadas mais pobres da população, impõe uma redução nos investimentos públicos nesse setor importante, colocando nosso povo numa posição subalterna às demais nações em um período em que conhecimento e informação são bens estratégicos para a hegemonia de nosso país.

 

2. A MP de Reforma de Ensino Médio que propõe uma lógica utilitarista da Educação e implica na desvalorização da carreira docente. Acreditamos que há, realmente, a necessidade de uma reforma não somente no ensino médio mas em todos os níveis da Educação Brasileira. No entanto, essa reforma precisa ser realizada de forma democrática, envolvendo toda a Sociedade na sua discussão e implementação. A MP proposta pelo Governo foi concebida de forma extremamente autoritária, sem o envolvimento de professores, gestores, pais e estudantes. Além disso, ela se baseia em uma lógica que privilegia determinados conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática, colocando as demais áreas de conhecimento (principalmente Artes e Educação Física) em uma posição subalterna. Por fim, a reforma também implica em aumento da carga horária de atividades na Escola, o que, por si só, não garante melhoria de qualidade de Educação, se não for acompanhada de uma mudança clara nas abordagens metodológicas empregadas. Na verdade, questionamos mesmo a possibilidade de implantação de Escolas de Tempo Integral em um cenário de redução dos recursos para a Educação, decorrente da PEC 55. Por fim, a MP também implica numa extrema desvalorização da carreira docente, uma vez que permite a qualquer individuo, mesmo sem ter investido em sua formação na área pedagógica através de cursos de licenciatura, o exercício da docência no Ensino Básico. Nesse sentido, questionamos como se pode melhorar a qualidade da Educação Brasileira sem profissionais de Educação que tenham sido adequadamente habilitados. Duvidamos assim da verdadeira finalidade da reforma de Ensino Médio que o governo está querendo impor à nossa população.

 

3. Rechaçamos ainda os seguidos cortes de bolsas e de recursos de manutenção que tem acontecido no âmbito dos projetos ligado ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência – PIBID. Essa submissão dos princípios pedagógicos à lógica econômica tem descaracterizado o programa, no que diz respeito a seu caráter de formação docente inicial, prejudicando o seu funcionamento em diversas IES e gerando incertezas entre estudantes e professores engajados em sua efetivação. Nesse sentido, ressaltamos a importância do PIBID no fomento ao ingresso de licenciandos na Escola Pública. É preciso destacar, no entanto, que esse ingresso, não depende exclusivamente do PIBID, estando inclusive submetido à disponibilização de vagas de concurso nas redes de ensino. Por outro lado, os cortes vêm sendo realizados de maneira sorrateira e repentina, sem que as IES tenham a oportunidade de replanejar a estruturação de seus projetos e passando à Sociedade uma falsa impressão a respeito das consequências desses cortes.

 

Consideramos que essas três medidas do Governo Federal não podem ser compreendidas separadamente, mas representam diferentes sintomas de um movimento que ameaça assustadoramente a Educação Pública em nosso país. Diante disso, Coordenadores Institucionais, Coordenadores de Gestão, Coordenadores de Área, Bolsistas de Iniciação à Docência, Supervisores e Gestores Escolares ligados ao PIBID, assinamos abaixo a presente carta, no intuito de denunciar à Sociedade Brasileira e Cearense o desmonte da Educação Pública que está se desenhando nesse grave momento. Deixamos aqui o nosso repúdio a essas medidas e exortamos a população e os nossos parlamentares a agir no sentido de interromper o prosseguimento delas.

 

 

Fortaleza, 10 de Novembro de 2016.







 
 
 
 
 
 
 
 
 

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