O Poliamore

De um tempo a esta parte vem-se escoitando com força um termo que define um ponto de vista diferente com respeito às  relações interpersonales: o poliamore. 

O poliamore não é novo. Já era prática habitual em antigüas culturas, sobretudo em sociedades claramente matriarcales. Mas o termo Poliamory se acuñó nos 60’s e teve grande influência na ideia do Amor Livre que subscrevia o movimento hippie. O poliamore é uma proposta segundo o qual as pessoas estamos capacitadas para amar a mais de um ser humano ao mesmo tempo e devemos ter a liberdade de desenvolver esta capacidade de maneira responsável e honesta. Ao igual que podemos sentir carinho e aprecio por vários amigos simultaneamente, os seguidores deste conceito consideram que se pode amar (no sentido mais profundo da palavra) a multiples pessoas ao mesmo tempo. O termino poliamore não integra as meras relações sexuais sem compromisso, mais bem ao invés, implica relações envolvidas nas vidas de seus integrantes e o cuidado mútuo.

Os poliamorosos realçam a importância do respeito e a comunicação entre as partes implicadas. E segundo suas experiências, resulta fundamental marcar as regras básicas da relação com a cada um dos membros. Evidentemente para manter uma relação poliamorosa fazem falta grandes doses de generosidad, desapego e confiança num mesmo. As relações convencionais levam implícito não abrir a outras pessoas por temor a danificar a relação principal. Segundo a filosofia poliamorosa estas restrições tendem a substituir a confiança inicial por proibições posesivas -mais culturais que não innantas do ser humano-. Ninguém é posse de ninguém. 
As relações de casal são muito complicadas. Se às vezes entender-se entre dois já é difícil, se organizar entre três ou mais, parece uma utopia. É verdadeiro que nas relações de casal procuramos moito mais que compartilhar amor. Nesse saco metemos frustraciones, inseguranças, medos… E em demasiadas ocasiões esperamos que sejam outros o que vingam a suprir estas carências. Isto acaba por ser um lastre no casal muitas vezes difícil de suportar. Quiçá o que deveríamos fazer é encontrar em nosso interior a resposta a nossos problemas. Com um pouco mais de autoestima todo resultar-nos-ia mais fácil. E depois que a cada qual procure a felicidade como melhor possa ou saiba. Com casal convencional de toda a vida? Perfeito. Com relações poliamorosas? Maravilhoso. Sozinha? Sensacional. Isso sim, com respeito e honestidade pelos demais, e conosco, por certo

Por que o amor tem que ser coisa de dois? 
Por que o amor tem de ser exclusivo? 
Tem limites o amor?