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Feliz Natal?

postado em 28 de dez de 2015 06:37 por Sérgio Kawanami

E é assim...

 

Todo final de ano, mesmo com a tão falada crise, os shoppings continuam lotados, assim como os estacionamentos, estradas e praias.

Telefonemas, SMSs, e-mails, mensagens no Whatsapp, amigo secreto (ou oculto, dependendo da região do país).

Férias coletivas, ou escalas para as empresas que não param suas atividades.

 

Todo ano, sempre a mesma coisa.

 

Parentes que não se encontram o ano inteiro, sempre combinam de se encontrar mais vezes no ano que vai chegar.

 

Um “espírito de caridade” lota os asilos, orfanatos, favelas, ONGs ou qualquer outras instituições, com um amontoado de doações.

 

Então pergunto-me: será isso mesmo o Natal?

 

Será que as doações são necessárias somente nessa época? Ou que os parentes deveriam conversar somente no Natal? Ou que os shoppings, lojas, estacionamentos, estradas, praias, deveriam ficar lotadas somente nessa época?

 

Não que eu esteja estimulando o consumismo, mas essa corrida insana para presentear as pessoas queridas é só no Natal?

Ou ainda, que viajar para confraternizar, descansar, curtir a vida (com moderação, para ser politicamente correto), é só no final do ano?

 

Sinceramente, acho o Natal hipócrita.

 

Não o Natal (aquele, verdadeiro, que muitos nem sabem o significado, já que as crianças estão sendo ensinadas que Natal = presente).

Acho que as pessoas são hipócritas. Ou ignorantes (no sentido literal da palavra... se se sentiu ofendido, procure o dicionário). Ou burras. Ou tudo ao mesmo tempo...

 

Digo ignorantes, porque pode ser que elas estão comemorando algo que sequer sabem o que significa.

Ou burras, porque mesmo sabendo o significado, não estão nem ai para isso e entram nessa frenesi.

Ou hipócritas, porque são repentinamente tomadas pela caridade, sentimentalismo, espírito familiar, etc.

Ou tudo ao mesmo tempo (e vocês já devem ter entendido o motivo).

 

Eu acredito em presentear as pessoas estimadas a qualquer momento, sem qualquer motivo. Até porque, o principal motivo é simplesmente a existência dessas pessoas.

Eu acredito no equilíbrio da nossa vida, de dedicação à vida profissional juntamente com a diversão, passeios, viagens.

Eu acredito que a caridade não é somente um assistencialismo barato, feita em datas especiais. Acredito na caridade de verdade, na vontade verdadeira de ajudar, em praticar a caridade no nosso cotidiano.

 

Não acredito no sorriso amarelo que é trocado entre as pessoas, no momento da troca dos presentes.

Não acredito que seja isso que a espiritualidade orienta.

 

Boa reflexão!

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