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Às vezes penso que a ignorância é uma benção...

postado em 7 de out de 2015 15:45 por Sérgio Kawanami

Infelizmente é verdade. Às vezes penso que a ignorância é uma benção.

Fico imaginando o quanto seria mais fácil não saber alguma coisa sobre o karma, sobre a lei das afinidades energéticas, sobre os chackras, sobre as consequências da vida desregrada.

Como seria mais fácil não praticar a tolerância e a paciência, não respeitar o livre e arbítrio, ou ainda, simplesmente acreditar em destino ou coincidências.

Seria tão mais fácil pensar que a vida acaba aqui, como o desligar de uma lâmpada ao final do expediente.

E, pior ainda, mesmo estudando, pesquisando, querendo conhecer mais sobre a espiritualidade, a célebre frase atribuída a Sócrates “só sei que nada sei” se torna cada vez mais verdadeira.

Então, continuar estudando seria pior...

Felizmente, a espiritualidade está atenta e pronta a nos auxiliar no processo de evolução espiritual.

Nos alertam que isso não está correto.

Que o conhecimento liberta, e que deve ser usado sem a pretensão de “poder”.

São as palavras do Caboclo das 7 Encruzilhadas, “...independentemente daquilo que foram em vida, todos serão ouvidos, e nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos àqueles que souberem menos, e a nenhum viraremos as costas nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai.” que me fazem continuar essa caminhada.

Com a certeza de que continuarei aprendendo e que continuarei ensinando.

É isso que espero da minha corrente.

É através do conhecimento que conseguiremos mudar o mundo!

Mas coloco-me a pensar novamente.... para que mudar o mundo? Que diferença eu vou fazer?

E a espiritualidade responde novamente: não evolua pelo desejo de expirar o karma. Não evolua pelo simples desejo de ser mais poderoso, ou de estar entre os “anjos” (ou qualquer outra coisa do tipo”.

Faça do seu processo evolutivo um aprendizado prazeroso.

Utilize os conhecimentos pela alegria de poder ajudar, de poder ensinar.

Até parece que os pais não ficam alegres ao ver seus filhos darem seus primeiros passos, as primeiras palavras, a primeira desilusão, o primeiro dia na escola...

A busca pelo conhecimento deve ser somente pelo simples fato de termos pequenos prazeres saudáveis e diários.

Lendo alguns artigos de um jornalista brasileiro (André Azevedo da Fonseca), encontrei duas frases ótimas...

“Ninguém fica doido de tanto estudar! É mais fácil ficar doido de tanto ser burro.”

“A ignorância não é uma benção. Se os inteligentes sofrem por suas inquietações existenciais, os estúpidos sofrem por coisas inacreditavelmente idiotas.”

Portanto, conhecer nossas raízes, nossa história, é essencial.

Conhecer os mecanismos dos meandros do espírito, também.

É tão essencial, que isso faz parte da essência da Umbanda.

Então, pergunto:

Quantos livros novos você leu esse mês?

Quantos conceitos novos você aprendeu?

Quantos conceitos novos você colocou em prática? (Afinal, penso que mais burro ainda é quem sabe o correto e continua fazendo o errado).

Talvez essa seja a vantagem à qual Sócrates se referiu em sua frase completa: “Só sei que nada sei, e o fato de saber isso, me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa.”

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