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Ano novo, vida nova e blá blá blá...

postado em 30 de dez de 2015 11:50 por Sérgio Kawanami

Mais um ano está chegando.

Cheio de desejos, vontades, "pulação de ondas", flores para Iemanjá, promessas e mais promessas, vestir roupa íntima amarela (que é para chamar dinheiro! - vai que funciona...).


E daí?!

Daí, que no dia 02, tudo volta ao normal...


Se não mudarmos nossa maneira de pensar e de agir, será apenas mais um dia, como qualquer outro.

Nenhuma mudança, nada de novo.

 

De que adianta sair consultando os astrólogos, búzios, cartas, ou qualquer outro oráculo?

Para que saber qual o anjo regente, ou o Orixá regente, ou o santo regente, o planeta regente, ou qualquer outra coisa regente?

 

Isso realmente importa?

 

Como sabemos que somos resultado dos nossos  pensamentos e das nossas ações, conhecemos a lei da afinidade energética, que sabemos do karma...

De que adianta o ano ser novo, se nós continuarmos velhos?

 

Quais são seus objetivos para o próximo ciclo? Qual o seu plano? Quais são seus milestones?

Quais serão os indicadores de desempenho que você utilizará para verificar se está agindo conforme seus objetivos?

 

Infelizmente, quando faço essas perguntas, geralmente não tenho nenhuma resposta...

Infelizmente vejo que sequer sabem o que querem...

Infelizmente vejo que os poucos que sabem o que querem, não tem um plano...

Que os que acham ter um plano, não tem um plano descente (com indicadores, avaliação 5W2H, Gantt...).

E, dos raros que tem um bom plano, muitos não tem disciplina para cumprir com o que foi planejado.

E muito menos encontro aqueles que querem aprender com os erros, listam suas lições aprendidas, abrem um Ishikawa e querem resolver a causa do problema.

 

(Não se envergonhe caso não saiba do que estou falando... basta colocar esses termos no Google e logo você entenderá – ou faça como a maioria... pense que estou sendo exagerado ou metódico demais...)

 

Isso não tem nada relacionado à Umbanda, nem à espiritualidade, nem a Deus.

Também não é culpa do obsessor (encosto, coisa ruim ou da sogra, chefe, cunhado, colega de trabalho, ou outro alguém).


Isso está relacionado com conhecimento, disciplina, foco, desejo de crescimento.

Está relacionado ao equilíbrio, à determinação, ao “querer”, a escrever seu próprio destino e obter seus próprios resultados.


Afinal, é mais fácil ir a um terreiro, reclamar suas dores e buscar uma solução express em troca de uma farofa...

Acontece que não é assim que funciona (e se há algum lugar que funcione dessa maneira, fuja! Certamente se trata de alguma picaretagem).


Eu sou o dono do meu caminho. Eu faço o meu destino. Eu, assim como todos nós, fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Cada um de nós temos a centelha divina.

 

Então... o que acha de começar um ano novo, sendo novo de verdade?

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