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Mudança e Paradigmas

postado em 26/12/2009 05:29 por Reginaldo Miguel de Lima Vileirine

A mudança traz ansiedade e medo na maioria das pessoas. Nos acostumamos com o evidente, com o prático, com a rotina. Somos capazes de fazer o mesmo caminho em direção ao trabalho – escola, universidade, academia, etc. – por anos.

Estamos falando de paradigmas, que podem ser definidos objetivamente como padrão ou modelo. Tratar sobre paradigmas se constitui na discussão de uma temática presente na vida cotidiana de todos nós, em diversos e diferentes aspectos.

Os paradigmas definem um conjunto de regras e regulamentos que estabelecem limites e vão dizer “como obter sucesso resolvendo os problemas dentro desses limites”. Neste sentido os paradigmas são comuns e úteis, pois agem como filtro das experiências que chegam até nós, representando as regras de como as coisas devem ser.

Mas os “efeitos dos paradigmas” podem ser contrários. Imaginando o mesmo exemplo citado anteriormente: o fato de percorrer sempre o mesmo caminho para o trabalho – escola, universidade, academia, etc – pode tornar-se uma ausência de reflexão prática. Poderemos, sem pensar, deixar de trilhar o caminho ao lado – alternativo – que poderá ser muito mais bonito, mais fácil e ate mais curto.

Neste sentido o paradigma estabelecido impede de vermos a realidade dos acontecimentos, afetando dramaticamente o discernimento e a tomada de decisões e influenciando as percepções.

Precisamos identificar nossos paradigmas atuais e ir além deles, adotando a visão de um mundo diferente. Precisamos, ser flexíveis e estarmos abertos a inovações, construindo assim novos paradigmas que representem novas oportunidades.

A ruptura de um paradigma se dá mais facilmente quando este apresenta problemas que não são mais resolvidos, quando não possui respostas dentro de seu próprio universo de regras e regulamentos, ocasionando perigo e descontentamento para o contexto ao qual pertence.

Essa crise de paradigmas incide então, na necessidade/possibilidade de buscar novos paradigmas, novos conceitos e pensamentos, através de novas idéias, debates, articulações, buscas e reconstruções baseados em novos fundamentos.

“A crise provoca sempre um certo mal-estar na comunidade envolvida, sinalizando uma renovação e um novo repensar. Em resposta ao movimento que ela provoca, surge um novo paradigma explicando os fenômenos que o antigo já não mais explicava”. (MORAES, 1997, p.55).

Deste modo, percebemos que os paradigmas são comuns e necessários, mas também podem ser perigosos. São comuns porque podem ser identificados em qualquer realidade a ser observada, nos mais diferentes e diversos contextos sociais. São necessários porque servem de ponto de partida, orientação e possibilidade de reflexão e avaliação de padrões e modelos vigentes. E são perigosos porque podem provocar a “paralisia de paradigma” que não permite a evolução a graus superiores de desenvolvimento, de conhecimentos e de sabedoria.

Nesse aspecto, paradigmas tornam-se barreiras, impedimentos que dificultam ou anulam chances de novas oportunidades e inovações, que representam ameaças em potencial ao padrão vigente.

Não podemos nunca ter medo de mudar. Mude!

Identifique e vença os seus paradigmas!

Autor: Reginaldo M L Vileirine
Assistente Social 

Colaboração:
Maria Vanderléia Szczerbowski - mvsvanderleia@hotmail.com
Paula Berardi Pereira - paula@hstacruz.com.br

Saiba mais nos livros:
MORAES, Maria Cândida. O Paradigma Educacional Emergente. São Paulo: Papirus, 1997.

MORIN, Edgar. A Cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. 2 ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.

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