| Aves foram encontradas por um particular e entregues ao Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens, que hoje as liberta |
| O Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) vai devolver duas corujas-das-torres à natureza na Vacariça, concelho da Mealhada. A iniciativa vai decorrer hoje, às 20.30 horas, com ponto de encontro na igreja da Vacariça. A associação irá ainda libertar outras três corujas-das-torres em Larçã, Coimbra, também hoje. Estas aves, todas da mesma ninhada, foram encontradas no final de Abril por um particular no interior de uma habitação, na freguesia do Botão, em Coimbra. Os animais foram recolhidos por funcionários da Reserva Natural do Paúl de Arzila, que os encaminharam para o CERVAS. O seu processo de recuperação envolveu a alimentação para ganharem o peso ideal, o contacto com outras corujas para adquirirem os comportamentos típicos da espécie e treinos de voo e caça. Em Portugal, a coruja-das-torres tem uma população estável e distribuída por todo o país, embora aparentemente mais comum no Centro e Sul. As principais ameaças a esta espécie são a intensificação e crescente mecanização da agricultura, demolição e reconversão de edifícios antigos, uso de agro-químicos e de iscos com veneno para eliminar roedores prejudiciais à agricultura e colisão com viaturas. De acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, esta espécie tem um estatuto de conservação “pouco preocupante”. Esta ave de rapina nocturna tem cerca de 35 centímetros de comprimento e pode atingir os 95 centímetros de envergadura, alimentando-se de ratos, rãs e insectos. A coruja-das-torres é sedentária e nidifica em quintas, montes, moinhos, celeiros, ruínas, igrejas e mesmo em grandes povoações. O CERVAS, com sede em Gouveia, é pertencente ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, tendo como objectivo detectar e solucionar diversos problemas associados à conservação e gestão das populações de animais selvagens e dos seus habitats. |