Pesquisa revela como jovens se sentem em relação a fofocas e 'bullying'
Nas últimas duas semanas, quatro alunas da sétima série do colégio Bandeirantes realizaram uma pesquisa sobre fofocas e 'bullying' nas dependências da escola, com jovens de 10 a 18 anos de idade. A pesquisa teve como objetivo principal comparar as opiniões de meninos e meninas sobre tais assuntos.
A primeira fase da pesquisa apontou que as duas repostas mais votadas foram que os adolescentes só repassam uma fofoca para alguém em quem realmente confiam (35% dos meninos e 33% das meninas), e que depende da fofoca (25% dos meninos e 30% das meninas). As duas alternativas não apresentaram grande diferença, mas, no geral, os meninos se mostraram mais confiáveis, pois 38% nunca contariam, e 3% obviamente contariam uma fofoca. Entre as meninas, esse índice aumenta bem, pois 10% obviamentecontariam e 28% nunca. Entre ambos os sexos, adolescentes se mostraram bem confiáveis, pois 34% disseram que só contariam para alguém em quem realmente confiam, 27% disseram que dependia da fofoca e 33% disseram que nunca contariam.
Já na segunda fase, foram recolhidos dados sobre o 'bullying', e sobre como adolescentes o conhecem. A pesquisa revelou que os meninos são confiáveis, porém os resultados obtidos apontaram que 30% das meninas sempre vêem e praticam o 'bullying', enquanto o índice chega a 33% entre os meninos. Além disso, somente 3% dos meninos disseram nunca ter visto nem praticado, enquanto 13% das meninas deram essa resposta.44% dos jovens (ambos meninos e meninas) afirmaram achar o 'bullying' totalmente errado, porém 31,5% sempre vêem e sempre praticam. No geral, a prática não é tão comum entre adolescentes.
A psicóloga Suzana Avezum, 48, comentou os resutados obtidos. Sobre as fofocas, ela disse que 66% dos entrevistados sabiam guardar segredo, e aparentemente os meninos eram mais confiáveis que as meninas, porque a porcentagem para a resposta 'nunca' era maior dentro de seus grupos. Outra psicóloga, Maíra de Souza, 32, afirmou sobre o 'bullying': “Os dois grupos se dividem entre 'A' (acham o 'bullying' totalmente errado) e 'B' (sempre vêem e praticam o 'bullying'), não apresentando diferença significativa entre meninos e meninas. Esse resultado mostra que o 'bullying' é prática corriqueira e até correta para alguns jovens, talvez por não conhecerem os sentidos e as consequências que isso traz.”
Analisando os resultados da pesquisa, foi possível concluir que, apesar de os meninos serem mais confiáveis que meninas, os meninos constituem a maior parcela de praticantes do 'bullying'.