O ministro da Educação, Pinda Simão, visitou sexta-feira a sede da Associação Tchiweka de Documentação (ATD), para se inteirar do seu funcionamento. Pinda Simão fez-se acompanhar de uma equipa de quadros do Ministério da Educação, nomeadamente, do vice-Ministro, Narciso dos Santos Benedito, do sub-director do Instituto Nacional para a Investigação e Desenvolvimento da Educação (INIDE), Pedro Nsianguengo e o Conselheiro do Ministro da Educação, Filipe Zau. Na ocasião, o ministro visitou as instalações do Centro de Documentação Tchiweka (CDT), onde constatou o trabalho de catalogação e classificação dos documentos que constituem o acervo pessoal de Lúcio Lara, membro fundador do MPLA, dos quais estão já identificados mais de cinco mil documentos. A ATD apresentou à delegação ministerial o seu mais recente projecto, “Angola nos Trilhos da Independência”, que se destina à recolha em suporte áudio-visual de depoimentos de protagonistas na Luta de Libertação em Angola. Três vídeos foram apresentados, mostrando algum do material já recolhido e a forma como a equipa de jovens angolanos procede para levar a bom termo os seus objectivos, procurando as fontes e deslocando-se aos locais históricos quer no território nacional, quer no estrangeiro. Algum deste material pode ser consultado em www.projectotrilhos.com. A delegação do Ministério tomou contacto com o material que esteve na origem dos três volumes da Obra “Um amplo movimento (…) itinerário do MPLA através de documentos de Lúcio Lara”, cujo conteúdo abarca documentação do período que vai dos anos 50 a 1964, e da Foto-biografia “Lúcio Lara – Tchiweka- 80 anos. Imagens de um percurso”, constituída por mais de 500 fotografias também do período da luta de Libertação Nacional. Na ocasião, Pinda Simão afirmou que “este projecto se reveste de capital importância atendendo à urgência em preservar a memória dos protagonistas da Luta de Libertação Nacional.” Pinda Simão destacou a abrangência do projecto, assim como o seu carácter de utilidade pública. “O trabalho aqui realizado vai assegurar o registro das fontes directas da História de Angola, constituindo material de suporte para professores e investigadores”, afirmou o ministro, que frisou a importância das testemunhas contribuírem com os seus depoimentos para que através do projecto “Angola nos Trilhos da Independência” se assegure também o enriquecimento da memória colectiva dos angolanos. |

