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Quadro de Honra

Trajetória de um Escoteiro da Pátria

 
Por 
Paulo César de Freitas Andrade, senior do 88° GEBD.

Se você não mudar a direção, terminará exatamente

onde partiu.- ANTIGO PROVÉRBIO CHINÊS

 

No dia 19 de agosto de 2006 prometi fazer o meu melhor possível para cumprir meus

deveres, para com Deus e minha pátria e, todos os dias, fazer uma boa ação. Naquele dia se passou a seguinte questão em minha mente “Como vou cumprir?” Era preciso aprender novos hábitos, pois os que eu tinha nada adiantariam a partir dali. Tive que me esforçar para superar os meus medos. Mas hoje, revendo essas minhas palavras, vejo que todo este esforço valeu à pena.

                O sucesso despertou para mim quando fui para o 88° GEBD, no começo eu era um simples “magrelo” que poderia deixar de participar no primeiro dia, mas todos nós nascemos com um espírito escoteiro que somente com a prática é possível ser despertado e revelado de maneira surpreendente, e foi assim que aconteceu no dia 20 de maio de 2006 quando entrei para o escotismo, já nos primeiros dias o escotismo me mostrou que o trabalho em equipe me ajuda a enxergar a vida com outra perspectiva, que as qualidades que não consigo encontrar em mim podem ser encontradas na pessoa que está ao meu lado e que é possível aprender com ela, me mostrou que nossos medos podem ser superados quando se tem vontade e interesse em fazer as coisas acontecerem.

Se em meus primeiros dias aprendi processos fundamentais para o meu crescimento, imagine quantos aspectos positivos fui aprendendo durante os meus três anos... Destaco o mais importante para minha vida “O Escoteiro enxerga a solução e não só o problema”, se quando entrei as portas do sucesso abriram, este ensinamento foi a chave, foi ele que contribuiu para minha vontade de ver um mundo cada vez melhor.

Mas a base para o meu sucesso não foi só as palavras amigas dos chefes a minha família tem uma contribuição fundamental em minha vida escoteira, e é por isso que dedico este parágrafo a ela, que entendeu todos os momentos que tive que deixá-los de lado para poder ajudar um irmão escoteiro ou que um final de semana, em família, teria que ser dedicado a um acampamento. A vocês: Pai, Mãe e irmãos os meus sinceros agradecimentos.

E agora olhando para as arvores que no grupo plantei, vejo que o tempo nunca para e que com elas fui crescendo e me transformando em um jovem que procura o melhor para si e para o próximo.       

          Se hoje me perguntarem, “o que você é? Um homem ou um saco de batatas?” Responderei “sou um Escoteiro da Pátria.”