postado em 28/09/2009 13:47 por Evandro M
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28/09/2009 13:51 atualizado(s)
]
Vera Lúcia Castro Alves É imprescindível que se fixe e
afixe a importância da sindicalização nas relações contemporâneas de trabalho,
sejam de que natureza forem, privadas ou públicas.
Em primeiro lugar, cabe-nos raciocinar acerca da sindicalização. Ela é tão boa
que até as chamadas classes patronais procuram hoje se reunir em torno de
sindicatos próprios. É inimaginável a sobrevivência de categorias econômicas organizadas sem
sindicatos atuantes.
E para que os sindicatos possam
atuar, na defesa e no crescimento da categoria que representam, é condição
necessária o maior número possível de filiações, a fim de que a representação
se faça de maneira sólida e permanentemente crescente.
No que se refere ao serviço público, o bombardeio às suas atividades, típicas
ou não, é constante e tem como objetivo principal o enfraquecimento
institucional do Estado (único provedor do povo) e, de maneira transversa e
estratégica, a derrubada interativa dos direitos adquiridos dos servidores, que
são rotulados, para este efeito, de privilégios pelos representantes do sistema
alienante, retrógrado e neo-escravagista que se faz prevalecer nos países
chamados emergentes (na realidade imergentes).
Atenção constante
A
única e eficaz alternativa, que resta, é de atenção diuturna para repelir estas
agressões, cujos autores, mimetizando pragas virais, alteram até sua gênese,
mas jamais sua forma letal. Por isso que o contraponto a isto tudo é o
sindicato, cujo fortalecimento é diretamente proporcional ao índice de
filiações, a união em seu entorno e, no nosso caso, o irretratável propósito de
avanço da categoria dos trabalhadores do Saneamento.
O
desmonte imposto pela política dominante é desastroso para a nossa
sobrevivência, os interesses obtusos e capitalistas rondam permanentemente as
nossas estruturas, e se não estivermos atentos e unidos com a força do nosso
Sindicato (que somos nós) estaremos perdidos e à mercê da própria sorte.A vida
não é fácil para ninguém, mas se soubermos utilizar o nosso potencial de luta
de maneira que possamos nos sobrepor ao poder que intimida, certamente seremos
vitoriosos.
Pressões de todos os lados
Pensem
bem! Estamos numa época de pressões vindas de todos os lados, ficamos muitas
vezes encurralados, mas existe uma alternativa, precisamos estar motivados e
conscientes da importância de estarmos juntos e representados pelo Sindicato,
para que tenhamos muito mais oportunidades de sucesso em nossas lutas.
Saudações!
Vera Lucia |
postado em 28/08/2009 13:40 por Sindiagua RS
David Barros As mortes
acontecem não só no campo físico (morte natural, assassinato, acidente), também
ocorrem no cenário da ética e da moral. Nós, consumidores de rádio, tv e
jornais, temos nossos sentidos receptores (olhos,ouvidos,intelecto,etc...)
inundados diariamente com a lenga-lenga de que morreu (ou foi assassinado) um
sem terra! Também, que um alguém o matou, a Brigada. Entendemos que não foi isso
que ocorreu. Quem morreu foi um ser humano – e ponto final. A história desta
família, da qual este ser humano fazia parte, agora é só a saudade e vazio,
trazidos pela morte. A história das lutas da sociedade (sem-terras, soldados mal
pagos, poderes públicos contra o povo, dinheiro e a falta deste) são só algumas
coisas necessárias para pensar, quando se analisa uma morte. A grande
mídia capitalista e que se socorre dos governos instalados, para não perderem
suas fatias de “anúncios” pagos, procuram tirar de pauta assuntos que possam
prejudicar quem lhes paga e patrocina inserções comerciais. Protegendo o mega-empresário Morreu
também o homem que agiu ao puxar o gatilho e acertar outro homem. Talvez
pensando que estivesse protegendo a sociedade, protegendo o governo Yeda,
protegendo o mega-empresário de terras da fazenda que foi invadida. Morreu o
soldado-homem, que a mando de alguém, que ele não sabe quem é, foi lá fazer algo
que não sabia fazer bem. Ainda que a justiça dos cartórios penais o inocente,
ele que atirou está morto perante os parentes e amigos daquele que o tiro ceifou
a vida. O que pensar deste homem-soldado, enquanto homem físico, intelecto,
talvez temente a alguma fé religiosa, na qual tirar a vida é pecado. Mais uma
morte. Ainda que continue vivo, recebendo seu soldo, morreu este homem, mesmo
para os seus. As mortes até aqui relatadas: do ser humano que lutava por
terra, do ser humano, soldado, que burramente achava que defendia alguma coisa
que ele não sabia o que era, coisa esta que também já estava morta - este
governo estadual. Ambos, homem que lutava por terra, e homem soldado, morreram
para a sociedade civil. A outra morte é a ética e moral deste Estado.
Estado que é governo, que tem em seus mais altos comandos gente apinhada de
ações na Justiça, de lesa pátria, de roubo, extorsão, desvio de verbas que
deveriam ir para a saúde, saneamento, educação, segurança. Morta já estava a
moral, quando aqueles dois seres humanos se encontraram. Morreram pelo quê,
então? Morreram pela mentira, pela falta de moral que assola a atual gestão
pública deste Estado, neste estado de coisas. A crença na imparcialidade A
representação do Ministério Público, que deveria ser responsável pela vida de
ambos, sem terra e soldado, foi lá para defender o dinheiro do dono da fazenda,
deixando a descoberto a ética do bom direito de se fazer Justiça. A
representante do Ministério Público, ao falar dos sem-terra, dizia “eles”, e ao
se referir aos soldados da Brigada Militar, dizia “as polícias”, sem saber a
diferença entre os entes de segurança do Estado, como força coercitiva judicial,
e a força militar e suas funções de proteção. Morre a crença na imparcialidade
da Justiça dos homens. Resta aos crentes alguma coisa de fé: a
ressurreição. Quando então virá à tona uma verdade. Pode ser que outras verdades
se construam. Tomará que não seja preciso que outras mortes aconteçam. Mas,
cuidado! A partir de agora, ao dobrar a próxima esquina, ao chegar em casa, ao
passar no caixa eletrônico, ou ao ir um centro de lazer, você pode ser a próxima
vítima de um erro. O próximo erro
Certamente a imprensa dirá que morreu alguém. Vão lhe dar um
rótulo. No IML, um cartão amarrado ao dedão do pé; nos jornais, o que convier ao
governo Yeda; aos olhos e corações dos seus, a falta que você faz; à Justiça
deste Estado um protocolo; à moral, muita discussão... David
Barros é diretor de Formação do SINDIÁGUA |
postado em 07/07/2009 07:24 por Sindiagua RS
Já vem de longa data a preocupação com a preservação da natureza, por
que, sabemos, é essencial para a manutenção da humanidade - mas muitos
desconhecem as complicações e os resultados que este descuido poderá
acarretar ao mundo. Sabemos que a legislação brasileira é avançada, mas
frente aos interesses difusos a natureza fica comprometida e
desprotegida, e podemos citar um exemplo bem próximo a nós, pelo qual
temos imensa admiração, que é o nosso rio Guaíba.
Recordando que desde o tempo da Borregaard, nos idos de 1970, o rio (ou
lago Guaíba) nunca mais foi o mesmo, com a instalação da indústria
sueca de celulose. Com o propósito de dinamizar o Estado e tirá-lo da
estagnação econômica, a instalação da fábrica foi autorizada e poluiu
tão ostensivamente, que sob pressão dos narizes de todos nós, foi
obrigada a tratar seus resíduos para aplacar ou diminuir a
contaminação. Mudou de nome e de controle acionário, até, mas até hoje
quem ousa banhar-se e nadar nas praias do Guaíba, como antes? Ou, quem
hoje bebe água da torneira sem susto, como anos atrás? A
degradação da natureza é uma corrida sem retorno. Sabe-se onde começa,
mas nunca onde termina. A cada dia se agrava e complica. A exploração
descontrolada da natureza para atender à indústria ou às extravagâncias
da sociedade de consumo nos levou à calamidade do aquecimento global.
Dizem que, em apenas 30 anos, o planeta definhará se não mudarmos o
comportamento do dia a dia de todos nós. Eucaliptos
Hoje, a legislação sobre o meio ambiente é avançada, mas a proteção da
natureza continua refém de difusos interesses. Proteger a sociedade é
tarefa inerente dos governos, mas vivemos uma polêmica quando não estes
não cumprem as exigências das leis de preservação do meio ambiente. E
em nome de uma falsa visão de “desenvolvimento sustentável”, que se
sustenta apenas no afã pelo lucro exacerbado e fácil, permitem a
transformação de campos agropastoris em áreas de plantio de eucaliptos
para a indústria de papel e celulose, quando lhes concedem as “licenças
ambientais”. Reservas hídricas
Precisamos lutar em defesa da vida (o meio ambiente é a expressão
profunda da vida), assim como cuidar de nossas reservas hídricas, que
estão sofrendo sérias lesões, por inescrupulosos investimentos que
colocam em risco nossos banhados e exaurem os mananciais subterrâneos
de água. Em tudo isso devemos pensar... Não será conseqüência disso
tudo o agravamento das secas na Metade Sul do Rio Grande? Vera Lucia de Castro Alves é diretora de Relações de Gênero do Sindiágua/RS
|
postado em 30/06/2009 12:36 por Sindiagua RS
[
atualizado em 28/08/2009 14:04 por Evandro M
]
Violência contra as mulheres e crianças Até quando este descaso? O SINDIÁGUA-RS, através de sua Secretaria de Relações de Gênero, está perguntando “até quando este descaso?”. O artigo da deputada Maria do Rosário, publicado no dia 23/06 deste ano, na Folha de S. Paulo, denuncia um quadro desolador no que se refere aos crimes sexuais contra crianças, que desconsidera os direitos humanos, principalmente quando se trata das questões da mulher e da violência infantil. Em seu artigo “Meninas Invisíveis”, a deputada nos mostra a incoerência da nossa justiça diante de odioso crime sexual contra crianças e adolescentes. É um problema que está presente em toda a nossa sociedade e merece ser discutido. Confira:
Meninas invisíveis
“Recentemente, o Brasil se indignou diante da TV, no horário nobre de
uma noite de domingo, com uma mãe que, no interior do Pará, oferecia a
filha a um repórter em troca de três latas de cerveja. O "show da vida"
ali não tratava de uma ficção, mas de um flagrante da dura realidade
vivida por milhares de meninas invisíveis que são exploradas
sexualmente no breu de ruas, becos, botecos e esquinas do país.
Na última semana, no conforto de suas salas climatizadas, o Superior
Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão do Tribunal de Justiça do
Mato Grosso do Sul (TJ-MS), que havia absolvido dois réus acusados de
exploração sexual de meninas por entender que cliente ou usuário
eventual de serviço oferecido por prostituta não se enquadra no crime
previsto no artigo 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente. Aqui
cabe uma pausa; vamos aos autos, senhores magistrados, digo, leitores. Uma
das adolescentes violentadas - que chamaremos de Virgínia - não nasceu
nas ruas. Sua mãe ofereceu Virgínia ao amante, numa discutível prova de
amor. Seviciada e humilhada, Virgínia fugiu de casa e, nas ruas,
encontrou uma amiga, também menor de idade, filha de uma trocadora de
ônibus, que se iniciara na prostituição em troca de um vidro de xampu. A
decisão do STJ, em si, já é absurda. A possibilidade de criar uma
jurisprudência do "liberou geral" é, então, ultrajante. Ela viola os
direitos humanos e avilta o espírito da própria lei. Afinal,
os legisladores que criaram o Estatuto da Criança e do Adolescente não
foram permissivos e deixaram claro que não há nenhuma distinção de
classes sociais, muito menos atenuantes no caso de a violência sexual
ser praticada contra crianças que já tenham sido violentadas
anteriormente. Em nenhum lugar da lei está escrito que a ausência da
virgindade pode se transformar numa atenuante para os que cometem os
odiosos crimes sexuais. Voltando aos autos. Dois homens em
um ponto de ônibus assediam e contratam Virgínia e a outra menina para
um programa mediante o pagamento de 80 reais para cada uma. No motel,
além de fazer sexo, espancam as garotas e as fotografam desnudas em
poses pornográficas. O cioso tribunal manteve a condenação
dos réus apenas por terem fotografado as adolescentes - será que foi
pela falta de registro profissional? Silenciou quanto ao
fato de as meninas terem sido agredidas fisicamente, o que, por si só,
já agrega traços de sadismo e violência que deveriam agravar a situação
dos réus. Foi uma infeliz e retrógrada decisão jurídica,
baseada em um anacrônico Código Penal sexagenário que tipifica esse
tipo de crime apenas contra os costumes. Ora, bastava aos ilustres
magistrados considerar que a atual legislação - o ECA - já responde a
isso e não ficar no cômodo aguardo da alteração do Título VI do Código
Penal, paralisado no Senado Federal no aguardo de discussão e votação.
Torpe e lamentável interpretação, optaram os magistrados. Quem
se der ao trabalho de consultar o relatório da CPI que investigou a
exploração sexual de crianças e adolescentes no país vai se deparar com
o caso acima citado e outras dezenas de flagrantes do flagelo
documentado por meses de apuração em todos os Estados brasileiros. O
caso das crianças mato-grossenses choca pela sua brutalidade e
perversidade. Deveria servir de exemplo para que o país voltasse os
olhos para o tema da violência infantil, não pelo viés machista e
sexista dos primórdios do século passado, mas pela busca de um
arcabouço jurídico que garanta a igualdade entre os sexos e puna de
forma rigorosa todos os crimes cometidos contra a dignidade humana,
ainda mais quando as vítimas são crianças e adolescentes no desamparo
de uma família esgarçada ou, no mais das vezes, não existente. São
histórias de meninas invisíveis que tiveram seus instantes de esperança
e luz ao contar seus dramas diante de congressistas, procuradores e
representantes da sociedade civil. A decisão do STJ apaga
essa luz e devolve ao breu, à insignificância e ao abandono jurídico,
essa legião de brasileiras ultrajadas e violentadas nas suas vidas.
Crianças definitivamente marcadas em suas mentes, seus corpos e seus
corações”. ...................................................................................... MARIA DO ROSÁRIO NUNES,
42, pedagoga, é deputada federal pelo PT-RS. É presidente da Comissão
de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e foi relatora da CPI que
investigou a exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil.
|
postado em 29/06/2009 11:51 por Evandro M
[
28/08/2009 14:02 atualizado(s)
]
Investimento em saneamento básico traz grande retorno, afirma OMS Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o investimento em água
potável e saneamento básico gera retorno econômico e justifica cada
dólar investido. Atualmente, estima-se que 2,4 bilhões de pessoas no
mundo não tenham acesso a saneamento básico, enquanto mais de 1 bilhão
não tem água potável disponível. As metas para o Desenvolvimento do
Milênio, estabelecidas em consenso pelos países membros da ONU, propõem
que até 2015 mais 2 bilhões de pessoas tenham acesso à água potável e
esgoto.
Os benefícios econômicos, dependendo da região do globo, podem ser de
até 34 vezes o valor investido. Se considerarmos a economia por conta
da disponibilidade de água potável, dispensando tratamento com produtos
químicos, podemos chegar à poupança de 60 vezes o que for gasto para
obter água limpa.
Vida mais produtiva
As populações que têm acesso à água potável e saneamento básico adoecem
menos e terão uma vida mais produtiva. O retrato atual da falta de
saneamento mostra que mais de 1,5 milhão de pessoas, no mínimo, morrem
anualmente por não ter água potável e saneamento básico. Outras doenças
estão associadas ao baixo índice de saneamento, como a malária que, por
exemplo, mata quase 2 milhões de pessoas anualmente.
Esses dados mostram de maneira definitiva que o investimento feito em
saneamento básico e para a produção de água potável se reverte não só
em saúde para a população como também em economia de divisas para quem
investe - e no aumento da riqueza geral a partir da melhora da
produtividade e da saúde.
/Fonte: Boletim Eletrônico FNUCUT230609/ comunicacao@fnucut.org.br/ |
postado em 16/02/2009 13:32 por Sindiagua RS
[
16/02/2009 13:35 atualizado(s)
]
# Antônio Carlos Góis #
A terceirização ilícita no
setor público tem implicações severas para a autoridade responsável, tanto no
que se refere à nulidade do ato quanto na punição no âmbito administrativo,
civil e penal.
No processo de inovação tecnológica e organizacional que se desenvolve a partir
dos anos 1980, no Brasil, sob o argumento de aumentar a competitividade, surgem
mudanças significativas na relação entre empresas, com destaque para o processo
de terceirização de serviços.
A ‘terceirização’ é a utilização por um determinado órgão
ou empresa dos serviços de terceira pessoa (normalmente uma outra empresa
especializada) para suprir determinados serviços especializados que se
necessitam, mas que não podem ser considerados atividades-fim de seu objetivo.
Trata-se de um processo pelo qual a relação de trabalho
não mais é limitada a dois pólos. De um lado, aquele que presta serviços, que
dispõe de sua energia de trabalho e, de outro, aquele que se beneficia dessa
força de trabalho, oferecendo-lhe, em contrapartida, uma remuneração
‘equivalente’. É justamente a entrada, nessa relação jurídica, de um terceiro
envolvido, intermediando os interesses dos outros dois, que caracteriza o
processo de terceirização.
A terceirização é regulada pela Lei n.º 6.019/74 e pelo
Decreto-Lei nº 73.841/74, além de ordens de serviço e instruções normativas do
Ministério do Trabalho e Empregos. A não-observância desses dispositivos legais
resulta na formação do vínculo empregatício entre o empregado prestador de
serviço e o tomador de serviços, uma vez que a norma legal é expressa
decorrendo de sua inobservância à descaracterização do trabalho temporário. É
importante salientar que o Artigo 10 da referida lei prevê a improrrogabilidade
do prazo de três meses.
O Tribunal Superior do Trabalho - TST - editou o
Enunciado de Súmula 331 revisando o de número 256, declarando a licitude da
contratação temporária de serviços de vigilância, conservação e limpeza, e
isentando os tomadores de serviço do vínculo de emprego com os empregados,
desde que as atividades por eles exercidas fossem relativas à atividade-meio da
empresa.
O Enunciado 331 autoriza o trabalho temporário, sem
formação de vínculo com o tomador em qualquer ramo de atividade, desde que
observadas três condições: a) atividade terceirizada não estar dissociada da
atividade-fim do cliente; b) não deve haver pessoalidade; c) não deve haver
subordinação. Somente quando satisfeitos esses requisitos, a terceirização é
plenamente válida.
Precarização - Segundo estudo do Dieese, em 72,5%
dos casos, os benefícios sociais dos empregados terceirizados são menores que
os existentes na empresa cliente. O estudo constatou ainda que a terceirização
significou menor segurança e maior insalubridade nos locais de trabalho; nos
casos em que os trabalhadores terceirizados têm jornadas de trabalho mais
extensas, são mais desqualificados; e até casos de contratações sem registro em
carteira de trabalho.
Até no Japão, país onde as empresas subcontratadas
possuem estreita relação com a ‘empresa-mãe’, tendendo a adotar alguns de seus
procedimentos, o processo de terceirização também tem significado precarização
das condições de trabalho dos subcontratados.
A terceirização dos serviços pode trazer para os
trabalhadores grandes prejuízos quando são eles contratados por firmas de
idoneidade questionável, sem qualquer estrutura financeira, interessadas tão
somente no lucro fácil obtido com o contrato celebrado com o cliente.
O Artigo 16 da lei 6.019/74 prevê a proteção dos direitos
dos trabalhadores terceirizados. De acordo com o referido artigo, o trabalhador
não poderá ser prejudicado pela inadimplência do seu empregador. Caberá à
tomadora efetuar o pagamento das verbas devidas ao trabalhador em relação ao
período em que esse se beneficiou do seu trabalho. O Enunciado 331 atribui ao
contratante a responsabilidade subsidiária em casos de inadimplemento das
obrigações pela prestadora, cedente de mão-de-obra.
No serviço público a terceirização tem sido utilizada
também de forma fraudulenta. Como meio de burlar o disposto no artigo 37, II e
§ 6º, da Constituição brasileira. A nossa Magna Carta estabelece como regra a
ser observada em toda a contratação de pessoal na administração pública direta
e indireta, Fundações, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista, seja
feita mediante a realização de prévio concurso público, objetivando estabelecer
critérios de qualidade e, conseqüentemente, evitar o mau uso dos recursos
públicos.
É certo também que o concurso público atende diretamente
aos princípios da impessoalidade, moralidade, legalidade e publicidade, que
norteiam os atos da administração pública. O processo de terceirização poderá,
em determinadas ocasiões, implicar em prejuízos maiores para o tomador dos
serviços, o que requer bastante atenção, tanto do ponto de vista econômico como
jurídico.
Fraude - Igualmente intolerável é terceirizar
serviços a ex-empregados da empresa que ali exerceram tais atribuições e,
agora, na condição de supostos prestadores de serviços autônomos ou de sócios
de sociedade constituída para esse fim, deixam, num passe de mágica, de ser
empregados e transformam-se em ‘empregadores’, patrões de si mesmos, quando
sabe-se que tais trabalhadores, na sua grande maioria, não possuem capacidade
jurídico-econômica de organização própria através da qual possam desenvolver
seu impulso de livre iniciativa.
A hipótese traduz-se numa relação de emprego mascarada.
Exemplos do que vem sendo considerado fraude por meio da terceirização são
vistos freqüentemente. Na maioria dos casos, o administrador, para cortar
despesas, demite empregados ou, mesmo sendo necessário, não amplia ou recompõe
seu quadro de pessoal, contratando prestadores de serviço ou até cooperativas.
Um exemplo de busca de contenção de gastos, já que as ‘cooperativas’ de tais
‘trabalhadores’ são privadas de direitos como férias, 13º salário, e mesmo
depósitos fundiários, pois sobre seus vencimentos não incidem encargos
previdenciários ou trabalhistas de qualquer natureza.
Outra tendência, também fraudulenta que se verifica é a
utilização de estagiários e estudantes, desvirtuando inclusive os preceitos da
Lei 6.494/77. A substituição de trabalhadores por estagiários com o objetivo de
fugir do vínculo empregatício e pagar bolsas em valores bastante inferiores aos
salários busca livrar-se do recolhimento previdenciário.
Por fim, é importante frisar que a terceirização ilícita
é uma fraude, traduzindo também na precarização da contratação e das condições
de trabalho dos terceirizados. No setor público a fraude não é só em relação à
legislação do trabalho, mas também no que se refere aos ditames que regem a
administração pública, com implicações severas para a autoridade responsável,
tanto no que se refere à nulidade do ato quanto na punição no âmbito
administrativo, civil e penal.
Diante da perseguição capitalista de reduzir custos e de
maximizar os lucros, e diante da fragilidade e desaparelhamento dos órgãos de
fiscalização, torna-se urgente a necessidade de o movimento sindical enfrentar
e combater todo esse processo de intermediação fraudulento da mão-de-obra que
penaliza os trabalhadores. Precariza a contratação e às condições de trabalho, desrespeitando
direitos constitucionalmente garantidos aos trabalhadores, neste sentido a
Central Única dos Trabalhadores – CUT lançou recentemente a Campanha de Combate
à Terceirização, cujo o mote é Precarizar Não.
Antônio Carlos Góis é presidente da CUT Sergipe. |
postado em 16/02/2009 13:30 por Sindiagua RS
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16/02/2009 13:31 atualizado(s)
]
# Boaventura de
Souza Santos #
A América Latina é peça-chave nas estratégias das empresas
transnacionais e dos governos do Norte global. A expansão do mercado
transformou a água, os serviços de saúde e a educação em mercadoria. A
mercantilização dos recursos naturais é fundamental para a acumulação de
capital em médio prazo, colocando a biodiversidade enorme da América Latina no
centro dos interesses.
O processo de "refocalizar"
a América Latina acelerou-se devido ao fracasso da guerra do Iraque. Os Estados
Unidos perceberam que, durante sua relativa ausência, gestaram-se mudanças e os
processos sociais avançaram fora de seu controle, resultando em governos
progressistas e movimentos sociais fortes que chegaram ao poder através da
democracia, sendo que os Estados Unidos usam o discurso da democracia para
justificar suas intervenções.
Neste cenário, está se
desenvolvendo uma nova contra-insurgência, mistura das estratégias da Aliança
para o Progresso e uma política de divisão dos movimentos, especificamente o
indígena. O protesto é criminalizado de maneira brutal e a militarização
torna-se mais profunda. Incapaz de conquistar apoio popular, o neoliberalismo
tenta substituir "desenvolvimento" e "democracia" por
"controle" e "segurança".
Isto é conseqüência do
aprofundamento da exclusão social, da miséria e da desigualdade, o que implica
na emergência de um fenômeno de fascismo social. Não um regime político, mas
uma forma de sociabilidade onde alguns têm capacidade de veto sobre a vida de
outros. Corremos o risco de viver em sociedades politicamente democráticas, mas
socialmente fascistas.
Alta dos alimentos
O melhor exemplo desta lógica é o
doloroso aumento da fome no mundo, que mostra a contradição entre a vida e a ânsia
de lucro. A emergência do fascismo social mostra que a modernidade, como
projeto, está quebrada, porque não cumpriu suas promessas de liberdade,
igualdade e solidariedade, e não irá cumpri-las.
Surge, então, a contradição entre
o paradigma da segurança e da luta contra o terrorismo e os Estados que
reivindicam sua soberania, os movimentos sociais e, especificamente, as lutas
dos povos indígenas. Nos territórios indígenas está 80% da biodiversidade
latino-americana. Organizações como a Coordenadora Andina de Organizações Indígenas,
a Confederação Nacional de Comunidades Afetadas pela Mineração do Peru e a
Coordenadora Nacional de Ayllus e Marqas, são um perigo para o status quo.
Peru e Chile
A criminalização da dissidência na América
Latina é ainda mais forte contra os indígenas, como vemos no Peru e no Chile.
Existe a intenção de transformar os indígenas nos terroristas do século XXI,
como mostram os documentos da CIA. O uso das leis antiterroristas contra os
dirigentes indígenas está baseado em uma descaracterização total do conceito de
terrorismo, uma vez que isto significa atacar e causar danos a civis inocentes.
No caso das lutas indígenas, são ataques contra a propriedade privada para
defender outra propriedade, a comunitária e ancestral.
Isto não cabe em nenhum conceito de terrorismo.(...)
Bolívia
Tenho defendido, na Bolívia, a
diferenciação entre autonomias ancestrais e as da descentralização. Proponho
entender as autonomias indígenas como extraterritoriais em relação às
autonomias departamentais. Deveriam estar baseadas no controle total do seu
território, fora da governabilidade descentralizada, uma vez que são anteriores
ao processo de descentralização. Mas seria necessário fortalecer a
institucionalidade indígena, que ainda é frágil, diante do poder das
oligarquias bolivianas.
O debate atual é perigoso, porque
existem desejos recíprocos de enfrentamento armado. As oligarquias não querem
deixar seus privilégios e os indígenas não vão deixar pacificamente que o país
seja dividido. Seriam eles que defenderiam o país.
Colômbia e Peru
A Colômbia e o Peru representam o
status quo neoliberal e os Estados Unidos na região. São complementares. A Colômbia
representa a lógica militar que busca conflitos e tensões, os quais criam condições
para a militarização e a intervenção. No Peru, é promovida uma lógica similar,
com forte criminalização das organizações sociais, um primeiro passo que prepara
a militarização posterior. Existem indícios de que a base de Manta, no Equador,
vai se mudar para a Amazônia peruana.
Polarização
Estamos entrando em uma fase
histórica de polarização. De um lado, as políticas de mercantilização buscarão
livre acesso aos recursos naturais e a continuidade dos privilégios das elites.
Do outro, existe um imaginário radicalizado nas forças progressistas do
continente, que desenvolveram concepções diferentes de democracia,
desenvolvimento, direitos e sustentabilidade, compartilhadas por cada vez mais
pessoas e organizações. As forças dominantes não podem mais cooptar este imaginário
radical com suas propostas de proteção social. Por isso a repressão.
O horizonte continua sendo a
democracia e o socialismo, mas um socialismo novo; seu novo nome é democracia
sem fim. A democracia radical é uma alternativa para duas idéias fundamentais.
Não acredito que seja possível mudar o mundo sem tomar o poder, mas também não
podemos mudar algo com o poder que existe hoje. Então, devemos mudar as lógicas
do poder e, para isso, as lutas democráticas são cruciais e são radicais, por
estarem fora das lógicas tradicionais da democracia. Devemos aprofundar a
democracia em todas as dimensões da vida. Da cama até o Estado, como dizem as
feministas. Mas também com as gerações futuras e com a natureza, o que é
urgente para deter a destruição do planeta.
Democracia de alta intensidade
Nosso objetivo é sair de uma
democracia tutelada, restrita, de baixa intensidade, para chegar a uma
democracia de alta intensidade, que torne o mundo cada vez menos confortável
para o neoliberalismo. Mas a realidade não muda espontaneamente. Em política,
para fazer algo é preciso ter razão a tempo, no momento oportuno; e ter força
para impor essa razão.
De uma entrevista a Raphael Hoetmer em Lima, Peru, durante a Cúpula dos
Povos, em maio. |
postado em 16/02/2009 13:28 por Sindiagua RS
[
16/02/2009 13:30 atualizado(s)
]
# Rui Porto e Rogério Ferraz #
Não é segredo a grande dificuldade
que este governo estadual vem enfrentando na sua formação e operacionalidade,
desde antes de assumir o Palácio Piratini. Secretários que pediram exoneração antes
mesmo de assumir, vice-governador que passou mais de ano sem falar com a
governadora, enfim, vários exemplos de como “não” deve se comportar um governo
que se diz de união e de trabalho. Isto é o resultado de uma coligação com algo
em torno de 15 partidos.
Natural, e infelizmente, todo este desmando se refletir nas empresas que
são geridas por este governo.
Na Corsan não seria diferente. A
verdadeira “Torre de Babel” em que se transformou a direção da empresa já
mostra seus (maus) resultados. Quando se começa a ter contato com os vários
setores de chefias da empresa, o descalabro se apresenta de maneira ainda mais
nítida.
Enquanto temos setores que pensam que
o ideal seria 100% de micromedição, outros tomam atitudes que só fazem sucatear
as oficinas de hidrômetros, como se tal meta fosse possível sem termos as
nossas oficinas funcionando a pleno vapor.
Se de um lado temos setores que
gastam verdadeiras fortunas em cursos para tentar vender a idéia de que “o
nosso funcionário, antes de ser funcionário, é um colaborador, alguém que
precisa ser valorizado!”, do outro temos chefias que pisam sobre estes tais
“colaboradores”, suspendem férias há meses planejadas em família para tapar
furos - furos que são causados única e exclusivamente pela má gestão, por não
chamar os concursados que há meses aguardam nomeação.
Se há por um lado aqueles que se
dedicam em tempo integral à defesa da Corsan pública, numa manifestação
corajosa de compromisso com a continuidade da nossa empresa e com o bem-estar
futuro da comunidade gaúcha, há por outro lado aqueles que, por conta de suas
ações ou pela inércia, incompetência ou por absoluto descompromisso com a
sociedade, causam prejuízo à imagem da Companhia e do serviço público, por
conta de atitudes desrespeitosas com os trabalhadores e com a população das
comunidades atendidas.
Se certos chefes têm o entendimento
de que a Corsan é uma empresa prestadora de serviço e como tal deve operar, há
outros que afirmam que nossa empresa deve ser uma empresa de engenharia, mesmo
que seus responsáveis terceirizem todo e qualquer tipo de projeto que deveria
ser feito por nossos engenheiros.
Há os que afirmam que devemos ter
agilidade em nossas ações de manutenção, para minimizar o transtorno ao
usuário, e há os que criam resoluções que dizem que se houver falta d'água por
quebra de rolamento de uma bomba, a comunidade atingida deve esperar até que se
faça uma tomada de preço para adquirir tal rolamento - e também conseguem a
façanha de deixar grandes USs na falta até de uma simples serrinha para cortar
cano PVC. Enquanto isso, as empreiteiras vão se enraizando de forma cada vez
mais profunda, sugando generosos recursos que poderiam e deveriam ser
revertidos na qualidade e na quantidade de serviços prestados aos gaúchos. Para
estes, é o paraíso.
Urge que o treinador deste time dê um
rumo definido à equipe. Que todos falem a mesma linguagem. Pois não esqueçamos
que no meio deste desmando todo está o destino de mais de 4.500 famílias de
funcionários e o bem estar de milhões de gaúchos. Gaúchos estes que, em última
instância, definirão se a Corsan se manterá pública ou não.
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postado em 16/02/2009 13:25 por Sindiagua RS
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16/02/2009 13:27 atualizado(s)
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# Rui Porto Rodrigues #
Assim como parece natural que a
água jorre com facilidade ao abrimos uma torneira, na maioria dos rincões do
Rio Grande, hoje vem soando como algo normal a discussão de abertura do capital
da Corsan pela atual administração estadual. O balão de ensaio do governo Yeda
Crusius, neste sentido, foi o Banrisul, que teve suas ações colocadas à venda
em bolsa de valores - sem dúvida o início de um processo de privatização do
patrimônio público. A governadora já anunciou que a próxima vítima, ou melhor,
a próxima instituição pública a seguir o mesmo caminho será a Corsan.
A
lógica que determina os passos do governo é a da privatização dos serviços
públicos e da redução do estado. A água, de importância fundamental para a vida
em nosso planeta, é hoje um bem ameaçado pelo aquecimento global, poluição,
secas, deterioração dos mananciais e outros desastres ambientais. Há uma
“guerra da água” em curso no mundo, e Yeda Crusius está instaurando esse
conflito também em nosso estado.
A
água é de todos, e não pode ter dono. A Corsan, há quase 50 anos, garante água
de qualidade e serviços de saneamento em 348 municípios. Muitos deles são
pequenos – deficitários, numa visão apenas mercadológica – e contam com água
exatamente por ser este um serviço voltado ao bem comum. Eles continuariam
sendo abastecidos com qualidade se a ótica dominante for a do lucro?
E
mais: em países em que os serviços de água foram privatizados, houve de
imediato um aumento nas tarifas e uma queda na qualidade do atendimento. O
estado teve que reassumir estes serviços – como aconteceu em Tucuman, Argentina
– com grandes custos para o bolso dos contribuintes. A “Companhia Geral das
Águas” (filial da francesa Vivendi Generale dês Eaux), que havia privatizado
água e esgotos da província argentina em 1993, quatro anos depois enfrentou um
movimento de desobediência civil da população local: as tarifas haviam
aumentado em 104% e a qualidade dos serviços caíra na mesma proporção, com a contaminação
da água encanada. A multinacional retirou-se do serviço, sem cumprir as
obrigações contratuais. E este é apenas um exemplo, entre muitos.
No
caso dos gaúchos, no momento em que o governo federal começa a aplicar cerca de
R$ 500 milhões em saneamento público (de um pacote de investimentos de R$ 1,5
bilhão no RS, relativo ao PAC), o governo estadual coloca a Corsan como o
próximo alvo da ânsia privatista. Que objetivos se escondem por trás desta
pressa? Quem sairá ganhando, com certeza, não será a maioria dos riograndenses.
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado do RS
(SINDIÁGUA/RS)
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postado em 16/02/2009 13:23 por Sindiagua RS
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16/02/2009 13:25 atualizado(s)
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# David Barros #
Ao darmos início a uma etapa diferente na luta
sindical, queremos de pronto fazer uma análise do que espera o movimento dos
trabalhadores. Em primeiro lugar, reconhecer a sombra que pairou sobre a
SINDIÁGUA e que em muito prejudicou, com o abandono da luta contra as
municipalizações e privatizações que estão vicejando no estado. Abandonaram a
luta contra estas chagas que ferem a dignidade de toda uma história de lutas
realizadas por este sindicato, que outrora era marca registrada, inclusive como
referência nacional. Os que nada tinham a oferecer foram até Brasília defender
seus próprios interesses, inclusive votando contra as diretrizes da F.N.U.para
o saneamento, abraçando o ideário liberal dos conglomerados privatistas e do
ex-secretário Frederico Antunes que desejava abrir o capital da Corsan.
Nossa proposta é sair das
sombras...reconquistar o tempo perdido e conduzir a luta contra as
municipalizações e privatizações. Mas para isto os trabalhadores têm de estar
bem orientados e mais do que isto, o trabalhador tem que ser o protagonista
deste levante. Antes que nos perguntem sobre os salários e condições de
trabalho, é importante dizer que isto tudo não pode sair de pauta de qualquer
direção sindical que se preze. Porém, além destas lutas, há também a manutenção
da Companhia como bem público e que seja capaz de tornar plural o bem maior que
é a água, através da universalização, bem como chegar ao entendimento que
esgoto, drenagem urbana, tratamento de resíduos, também é aptidão de uma
empresa de saneamento, gerando mão-de-obra contratada diretamente sem
terceirização.
Estamos no SINDIÁGUA para revitalizar a
luta pela manutenção de nosso salário, mas também para o conjunto da sociedade
saber que muito mais que a importância de receber água em casa, é saber que são
pessoas responsáveis e competentes que estão por trás desta água. Somos ligados
desde sempre (na verdade muito antes de assumirmos a direção sindical) às
questões que pairavam sobre a falta de empenho na luta sindical e que nos fazia
de alvo dos predadores do bem público, sejam governos municipais, estaduais,
sejam empresas nacionais ou internacionais, que não tinham nhém-nhém-nhém para
vir aqui e tomar o que é nosso. Queremos a sua colaboração para tal missão,
através de cartas, e-mails, telefonemas, avisos, etc, etc, para que nos
orientemos e sejamos os principais articuladores de nossa própria história,
valorizando assim o movimento de refundação de um novo tempo na busca por
melhores condições de trabalho e renda. Boa luta às trabalhadoras e
trabalhadores em saneamento no estado!
David Barros é diretor
de Formação do Sindiágua
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