postado em 25/06/2009 15:31 por Evandro M
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atualizado em 26/06/2009 12:19 por Sindiagua RS
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Onde está você, por onde tem andado, o que tem feito? Queremos saber o que pensa a respeito do seu Sindicato, quais são seus problemas e do que precisa. Afinal, este espaço do Berro D’Água lhe pertence, você deve utilizá-lo. Os temas são livres, você decide o que quer falar, pode fazer críticas, dar opiniões, mostrar seus talentos, etc.
Sua opinião e sua experiência são importantes para nós e podem contribuir muito nas lutas que estamos travando, pela garantia da Corsan pública. A manutenção desta empresa é fundamental também para nós aposentados, pois precisamos que a Fundação se mantenha forte.
Quero pedir, de aposentado para aposentado, a sua colaboração na coleta das assinaturas da PEC. Ela é o principal instrumento para garantir a água como um bem essencial à vida e livre da privatização. Ajude-nos neste desafio, nos procure, escreva, telefone, mande e-mail, estamos lhe aguardando.
Um grande abraço!
Ex-delegado e ex-diretor sindical
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postado em 25/06/2009 15:21 por Evandro M
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atualizado em 26/06/2009 12:18 por Sindiagua RS
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Marina Bueno Moreira é uma pessoa muito querida entre os funcionários da Corsan – embora, pelo nome, poucos saberiam quem é. Mas como “Dona Marininha” a grande maioria conhece a pessoa simples e cativante que ela é – e que dispensa muitas formalidades. Natural de Clemente Argolo, distrito de Lagoa Vermelha, não revela a idade, mas conta que veio cedo para Porto Alegre para estudar e trabalhar. Em 1975, passou no concurso da Corsan e em 1992 se formou em Administração de Empresas pela UFRGS. Ingressou na Sede e trabalhou como agente administrativa na Superintendência de Tratamento, onde era responsável pelas correspondências, telefonemas e recebimento de boletins, posteriormente passando para o setor de Recursos Humanos. Comunicativa, é sempre lembrada pelas pessoas com quem trabalhou e que a conhecem. “Carinhosa, prestativa, acolhedora. São muitos os adjetivos que descrevem a personalidade dessa pessoa maravilhosa”, lembra a diretora de Relação de Gêneros do SINDIÁGUA, Vera Lucia Castro Alves, colega dos tempos de RH.
Ritmo acelerado
Sempre em ritmo acelerado, Dona Marininha é a personificação desta seção Aposentado Ativo. Aposentou-se em 2006 depois de 31 anos e quatro meses de serviços prestados à empresa, e de lá pra cá não parou nunca.
Ligada ao Sindicato desde a fundação, vestiu a camisa da campanha da PEC e sempre reserva uma parte do seu dia para percorrer o comércio, a indústria, supermercados, bancos e todos os lugares de Lagoa Vermelha em que puder conversar com as pessoas e expor a importância da Proposta de Emenda Constitucional em defesa da água como bem público. Já encaminhou quase 600 assinaturas ao Sindicato, mas é taxativa: “Temos que ganhar essa, não só pela Corsan, mas também pelo povo do Rio Grande”. Com emoção e orgulho, Marininha completa: “A Corsan faz parte da minha família”.
Setembro/2008 |
postado em 25/06/2009 15:18 por Evandro M
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atualizado em 26/06/2009 12:20 por Sindiagua RS
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Aposentado da Corsan desde 1992, até hoje o nome do engenheiro Miguel Nucci Neto continua sendo uma referência de competência e integridade aos funcionários que o conheceram. “Embora eu tenha sido o primeiro diretor comercial da companhia, posso dizer que sempre considerei o papel social da empresa e sua importância na saúde da população muito mais relevantes do que o aspecto comercial”, diz ele. Morador da pequena praia de Salinas, no Litoral Norte, ao lado de sua esposa Maria Cecília, seu Miguel continua lúcido aos 80 anos de idade - que não aparenta. Sempre atento aos fatos políticos, ele vê as recentes mudanças na estrutura da Corsan com preocupação, mas não crê que a privatização da empresa chegue a se tornar realidade. “A margem de lucro que uma empresa assim teria que ter, para remunerar seus acionistas, tornaria inviável o preço das tarifas à maioria da população”, acredita. E dá como prova a situação em Ribeirão Preto (SP), onde a multinacional francesa Lyonnese assumiu o abastecimento de água local e depois de poucos anos desistiu, por ver que o lucro não alcançaria o que fora projetado. Sobre a municipalização, seu Miguel diz que é muito fácil uma grande empresa oferecer recursos significativos a uma Prefeitura, para assumir o tratamento de água.“O importante é exigir que a empresa se comprometa, no contrato, a completar o sistema de esgotos do município em cinco anos. Aí quero ver quem vai encarar este desafio”, diz ele”.
Terceirizações
Mas seu Miguel Nucci vê nas terceirizações um problema tão grave quanto a privatização, por razões que vão da queda de qualidade no serviço aos riscos de corrupção.
“Terceirizar não fica mais barato à empresa. Um trabalhador terceirizado, que muitas vezes não tem os direitos trabalhistas respeitados, vai depois entrar na Justiça e pedir à Corsan tudo o que teria direito. Além do mais, um trabalhador efetivo tem muito mais condições de prestar um serviço qualificado”, defende o engenheiro.
“No aspecto da aposentadoria, a terceirização significa a morte lenta da nossa Fundação”, afirma ele. “Quando eu saí da Corsan, em 1992, tínhamos cerca de 6.100 funcionários. Hoje a realidade já é de 4.200 funcionários que contribuem e 2.600 aposentados. Se isto não for modificado, daqui dez anos não terá quem sustente a Fundação, pois a Corsan não chama os concursados”, conclui.
Pai de quatro filhos e avô de nove netos, Miguel Nucci Neto até se emociona ao falar da Corsan, onde passou 37 anos de vida. Com os olhos marejados, diz ter muita esperança na PEC para garantir a continuação da companhia e garantir a água como um bem precioso à vida. “Para um trabalho pela aprovação da PEC, eu mesmo me engajo e me coloco à disposição do Sindicato e da categoria”, afirma, com orgulho.
Junho/2008 |
postado em 25/06/2009 15:11 por Evandro M
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atualizado em 26/06/2009 12:20 por Sindiagua RS
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A longa história de criação do nosso SINDIÁGUA, que no dia 1º de agosto completou 23 anos de existência, começa bem antes de 1985, quando recebeu a Carta Sindical do Ministério do Trabalho. Em pleno período dos “anos de chumbo” da ditadura militar, um grupo de companheiros fundava em 1968 a Associação Profissional dos Trabalhadores em Água e Esgoto de Porto Alegre, apenas dois anos após a criação da Corsan. Já ali, surgia como um dos fundadores da Associação o nome de um incansável militante sindical, cuja trajetória se confunde com a própria história do Sindicato: George Denis de Barros Labourdette.
“Eu havia entrado no serviço, como contabilista, ainda em 1961, quando éramos uma diretoria dentro da Secretaria de Obras Públicas do Estado”, recorda ele. “Em 1966 foi criada a Corsan, e é importante frisar que na época todas as obras do setor, em cada canto do Rio Grande, eram executadas pela própria Secretaria e depois pela própria Corsan, sem nenhuma terceirização. A Corsan era uma referência para o Brasil inteiro”.
Os fundadores
Entre os fundadores da Associação, em 1968, ele faz questão de citar colegas como Hélio Pacheco, Gabriel Silva, Milo Raffin, Bagé e Uldo Cabral Conny, entre outros. “Aí, quisemos ampliar a base de atuação da Associação para todo o estado – e fomos esmagados pela ditadura”, relata Labourdette. “Foram demitidos na ocasião quatro trabalhadores: Mileski e Sabino, aqui em Porto Alegre, e Mariano e Razeira, em Santa Maria. Sendo que o gerente da unidade de Santa Maria, Dilarê Orengo, foi transferido como castigo para São José do Norte, sendo ainda perseguido e prejudicado dentro da empresa”.
As ameaças do regime militar, no entanto, abafaram mas não conseguiram matar a organização dos trabalhadores. E em novembro de 1983, quando o país já iniciava o processo de abertura política, “lenta e gradual”, conforme os generais no poder, foi reativada a Associação de Porto Alegre, sendo criada uma diretoria provisória. Labourdette foi o primeiro presidente. “Lutamos bastante para conseguir a ampliação da nossa representatividade para todo o estado, e a 3 de novembro de 1984 conseguimos do governo federal a extensão da nossa base a todo o Rio Grande”, conta o veterano sindicalista.
A Carta SindicalTendo obtido este pré-requisito, menos de um ano depois era concedida pelo Ministério do Trabalho a Carta Sindical, que oficializava o início das atividades do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado do Rio Grande do Sul, o SINDIÁGUA/RS. O mesmo Labourdette, é claro, foi eleito o primeiro presidente da nova entidade. “Fiquei na presidência até 89. Depois, segui como delegado sindical. Cheguei a concorrer mais algumas vezes, mas não consegui me eleger”, enumera ele. Ao avaliar o papel do SINDIÁGUA nestes 23 anos de existência, George Labourdette tem uma certeza: “Ajudamos a criar não somente um instrumento de luta da categoria, mas uma ferramenta permanente em defesa da classe trabalhadora. E embora fossemos um sindicato novo, logo nos inserimos no contexto das lutas sindicais e políticas da época”. Sem dúvida, sua própria atuação auxiliou esta projeção do nosso Sindicato: Labourdette foi diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores das Indústrias Urbanas, foi diretor do DIEESE/RS e ainda do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Interparlamentar). E de fevereiro de 1999 à março de 2003, integrou a diretoria da Fundação Corsan, como diretor de Seguridade, eleito pelos trabalhadores, e diretor Administrativo-financeiro, nomeado pela patrocinadora.
Grandes conquistas
Como grandes conquistas obtidas pelo SINDIÁGUA, na época, ele indica a uniformização da jornada de trabalho em 40 horas (“antes, tinha setores que faziam 44h e 48h”, cita); regularização da insalubridade e periculosidade para todos os que faziam jus a isso (“antes, só recebia isso quem entrava na Justiça”); a recuperação total das perdas inflacionárias e ganhos reais (“em 1986 conseguimos 30% além da inflação e 10% de produtividade, conquista que nenhum outro sindicato obteve até hoje”, garante Labourdette).
Também sobre a questão da Fundação, o Sindicato teve papel fundamental em 1985: “Conseguimos já naquela época, através de acordo com a companhia, a eleição de um diretor e um conselheiro para a Fundação, conquista que só seria contemplada por lei em 2001”, aponta. Anuênios, 14º salário, licença-prêmio, vale-alimentação são outras conquistas que o fundador do SINDIÁGUA cita com orgulho. Em maio de 1996, aos 35 anos de serviço, ele foi aposentado compulsoriamente, num processo de privatização da empresa. Não desistiu: foi à Justiça e conseguiu se “desaposentar”, parando de vez somente em 2002.
Aos 67 anos, casado pela segunda vez há 21 anos com dona Ana Maria Padilha, também militante das causas sociais, sendo pai de quatro filhas e avô de três netas, o guerreiro Labourdette ainda é uma forte referência na categoria. Reafirmando-se um “comunista a vida inteira”, lutando sempre pelo bem dos trabalhadores, até hoje ele levanta as reuniões e assembléias do SINDIÁGUA, com a experiência de muitas lutas, a emoção de suas palavras e a energia de suas convicções.
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