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Confirmado a morte de menino desaparecido

DNA comprova morte de menino desaparecido após dez anos

  
Correspondentes
Um exame de DNA comprovou a morte do garoto Leonardo de Mello e Silva, o Léo, 3, que desapareceu em 14 de outubro de 2001 em Umuarama. Apesar de tardia, a análise feita numa ossada encontrada pela polícia há cinco anos inaugura ao caso uma nova fase. A polícia quer saber agora o que provocou sua morte.

O caso do menino Léo, como ficou conhecido, é envolto em mistérios e perguntas ainda não respondidas. Segundo inquérito instaurado pela polícia há dez anos, o menino saiu de casa cedo para brincar com os amigos, na rua dos Vigilantes, no Jardim 1º de Maio. Próximo ao horário do almoço, a mãe foi chamá-lo, mas ele já havia desaparecido.

Nos dias, meses e até anos que se seguiram, moradores e amigos da família organizaram mutirões para procurar o garoto, mas nunca o encontraram. Durante as investigações alguns supostos responsáveis pelo desaparecimento foram detidos, mas nada pôde ser comprovado.

As últimas informações obtidas sobre o desaparecimento davam conta de que Leonardo havia sido visto na região de fronteira do Brasil com a Argentina, sequestrado por caminhoneiros que passavam por Umuarama. A informação também não foi confirmada.

O caso começou a ser desvendado quando uma ossada foi encontrada por trabalhadores rurais em 3 de maio de 2006, num sítio na saída para Maria Helena. Os ossos tinham características de uma criança com o porte de Leonardo. "Quando o menino desapareceu, tinha 3 anos e 8 meses. Os ossos encontrados eram compatíveis. No entanto, só o exame mitocondrial pode confirmar as suspeitas", disse na época o perito Dimas Castilho.

Parte do material e uma amostra de sangue da mãe do menino foram enviados ao Instituto de Criminalística, em Curitiba, onde permaneceu por um ano. O material retornou para a 7ª Subdivisão Policial (7ª SDP) devido à incapacidade do laboratório em avaliá-lo. “Então as enviamos para o laboratório da Polícia Federal em Porto Alegre (RS), para tentar buscar a identidade da vítima e seu sexo”, informou Castilho.

As amostras permaneceram no RS por cinco anos, enquanto a polícia e a família procuravam por Leonardo vivo. A mãe do menino não quis se pronunciar sobre o caso. Muito abalada, informou não estar preparada para falar sobre a morte do filho.

Sem comentários

Responsáveis pela investigação do desaparecimento do menino, o Sicride se furtou a fazer declarações sobre o caso que abalou Umuarama há dez anos. No sábado, uma equipe do departamento esteve na cidade, mas informou que não daria declarações sobre o assunto. Por telefone, o órgão foi novamente contatado e nada declarou.

Com o resultado em mãos, a polícia muda sua linha de investigação. “A polícia passa a investigar não mais um desaparecimento, mas uma morte, que pode ser um homicídio ou acidental”, explica o superintendente da 7ª SDP, Milton Carlos Cinque.

O campo de investigação está delimitado. “Agora, a polícia pode centrar a investigação e o trabalho fica muito mais orientado. Porém, a demora na conclusão desse laudo atrapalhou e a polícia começará investigar um caso de oito anos atrás. A polícia vai ter que trabalhar em dobro pra levantar essas informações”, informa.

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