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SAP investe para manter ritmo atípico de vendas de licenças

postado em ‎‎22/09/2008 10:51‎‎ por Lucas Lu   [ ‎‎22/09/2008 10:52‎‎ atualizado‎(s)‎ ]
No primeiro semestre, segmento de software da empresa cresceu 47,3% no Brasil

SAP, maior empresa de sistemas para gestão corporativa do mundo, inicia plano de investimentos para conseguir manter as margens de crescimento dos últimos períodos, que tornaram o País um dos mercados de maior crescimento e principais incentivadores da expansão global da alemã.

O segundo trimestre deste ano trouxe crescimento de 98,1% em vendas de software, em comparação ao mesmo período do ano passado. Mundialmente, a receita com a venda de licenças - importante medida para aferir os ganhos futuros da empresa - subiu 25%, para € 898 milhões (US$ 1,41 bilhão).

"A América Latina é a região que mais cresce para a empresa no mundo, e o Brasil representa mais de 60% dos negócios regionais. No consolidado do semestre, o segmento de software cresceu 47,3%, no Brasil.

Os analistas do setor têm apontado um novo momento da gigante alemã, mais voltado a buscar as margens de rentabilidades mais altas. A sua principal rival, a americana Oracle, registrou margem de lucro de 35% no último ano fiscal, acima dos 26,7% de margem operacional da SAP em 2007.

Com a saída programada do executivo-chefe Henning Kagermann para maio do próximo ano, e a escolha de Léo Apotheker, que é desde abril co-executivo-chefe, acontece uma mudança no perfil do comando, do foco tecnológico para um homem de finanças. Os primeiros resultados começam a aparecer. Ao anunciar o balanço do último trimestre, a SAP afirmou que vai se aproximar dos 29% de margem operacional nos números consolidados deste ano.

Segundo o presidente da SAP Brasil, Alberto Ferreira, esse esforço também acontecerá no Brasil, mas há um objetivo anterior. Para manter as altas taxas de expansão, que, atraíram os olhos da alta administração para o País, foi estruturado plano de dois anos.

"A busca de margem fica para 2009 e 2010", afirma. "Montamos um plano de crescimento e vamos investir agora. E isso significa pessoas, treinando, contratando e capacitando." Isso se estenderá para toda a cadeia, que inclui as empresas que prestam serviços relacionados aos seus sistemas, já que existe o risco de faltar pessoal e impedir a expansão dos negócios.

Novas oportunidades estão sendo consideradas, como a abertura de novos escritórios e a região Sul é forte candidata, e uma nova abordagem de atendimento para o nicho das empresas médias de maior porte, que demonstram perfil mais próximo ao das grandes e merecem tratamento diferenciado, conta Ferreira.

Entre os destaques dos contratos do 1º semestre estão o Banco do Estado de Sergipe (Banese), que tem perfil de empresa diferente do que a alemã costuma atuar, por ser pública e um banco. São segmentos em que a SAP ainda engatinha. "Passar por edital e licitação foi um aprendizado".

Fonte: http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=51540