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Você tem que encontrar o que você ama

postado em ‎‎17/08/2009 08:17‎‎ por Lucas Lu   [ ‎‎17/08/2009 08:26‎‎ atualizado‎(s)‎ ]

Discurso de Steve Jobs na Universidade Stanford em 2005.



Você tem que encontrar o que você ama

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.

Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”

Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.

Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].

Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.

Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.

Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.

Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.

Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.

Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições deWhole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:

“Continue com fome, continue bobo.”

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

Obrigado.

SAP tem queda de 33% na venda de software no trimestre

postado em ‎‎01/05/2009 10:56‎‎ por Lucas Lu

Receitas totais atingiram 2,40 bilhões de euros (US$ 3,18 bilhões) no período, 26% abaixo do ano passado
 
As vendas de software da SAP caíram em um terço no primeiro trimestre fiscal, encerrado em 31 de março, e a fornecedora alemã cortou mais 1,6 mil postos de sua folha de pagamento, a fim de manter os rendimentos.

"Nós continuamos a tomar as medidas necessárias para proteger nossa margem nesse difícil ambiente operacional", disse o co-CEO da SAP, Leo Apotheker, em comunicado. "As ações de redução que custos que iniciamos em outubro do ano passado e estendemos durante o primeiro trimestre de 2009 realmente contribuíram para o resultado em desempenho de margem. Vamos manter o controle firme de custos".
Executivos da SAP se recusaram a prover o forecast de vendas para o trimestre atual.

No primeiro trimestre, a SAP reportou receitas totais de cerca de 2,40 bilhões de euros (US$ 3,18 bilhões), 26% abaixo dos 2,46 bilhões de euros (US$ 3,26 bilhões) apurados no mesmo período do exercício passado. O lucro líquido caiu 16%, para 204 milhões de euros (US$ 270 milhões), comparado com os 242 milhões de euros (US$ 321 milhões) de um ano atrás.

As vendas de software no período declinaram em 33%, para 418 milhões de euros (US$ 553,8 milhões), contra os 622 milhões de euros (US$ 824,1 milhões) do primeiro trimestre de 2008. Juntas, as vendas de software e serviços relacionados estabilizaram em 1,74 bilhão de euros (US$ 2,3 bilhões).

Na Europa, Oriente Médio e África, os resultados em vendas da SAP caíram 5%, enquanto na Ásia- Pacífico a retração foi de 6%. Já nas Américas, houve saldo positivo de 3%.

Em janeiro, após reportar um quatro trimestre de queda nas vendas de software, a SAP anunciou que iria demitir 3 mil funcionários em todo o mundo, em 2009. Nos primeiros meses deste ano, o corte atingiu cerca de 1,6 mil postos de trabalho - a maioria nas Américas.

Muitas das demissões aconteceram nas áreas de serviços profissionais e operações de marketing e vendas, segundo a companhia, mas também hove cortes em pesquisas e desenvolvimento, administração geral, infra-estrutura e software. As medidas de redução de custos devem continuar durante o trimestre vigente.

A consolidação da SAP contrasta com a rival Oracle, que anunciou a aquisição da Sun Microsystems por US$ 7,4 bilhões, em um movimento que vai expandir o portfólio de software da marca e, ao mesmo tempo, levar a fabricante a competir no território dos computadores e de storage.

SAP tem desempenho melhor no Brasil

postado em ‎‎26/09/2008 12:31‎‎ por Lucas Lu

Fusões entre concorrentes brasileiras e cenário volátil nos mercados norte-americano e europeu.

O panorama pode não parecer muito favorável para uma companhia alemã de softwares empresariais, mas a SAP, ao contrário, diz não ter do que se queixar.

O executivo Alberto Ferreira, há pouco mais de um ano na presidência da SAP Brasil, afirmou, em entrevista à Reuters, que "o mercado brasileiro tem ajudado bastante", na medida em que a economia está não só estável, mas robusta para que a própria SAP e as rivais vivam momentos favoráveis.

"O país passou para um outro patamar de robustez", disse ele, citando que há seis ou sete anos atrás a economia estava bastante atrelada à política e hoje são coisas independentes.

Em relação ao recente anúncio de compra da Datasul pela Totvs, o que fortalece ainda mais a empresa brasileira que hoje lidera o mercado local de softwares de gestão, Ferreira vê mais uma oportunidade do que um problema.

"Posso dizer que minha metade do copo está transbordando. Eles não têm o mesmo produto nem a mesma posição que a SAP", afirmou.

De acordo com Ferreira, a fusão é normal porque "o mercado tem que se consolidar", mas em acordos como esse sempre existem clientes que estão insatisfeitos e aproveitam para mudar de fornecedor.

Ele conta, inclusive, que a SAP já conquistou clientes egressos de uma das duas concorrentes após o anúncio da fusão, feito no final de julho. O nome dos clientes, entretanto, foi mantido em sigilo.

Segundo a pesquisa anual sobre o uso de informática nas empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgada em maio deste ano, quando se avalia só o software de gestão (da sigla em inglês ERP), a Totvs liderava o mercado em 2007 com 24 por cento das instalações pesquisadas, enquanto a SAP estava na sequência, com 23 por cento. A Datasul, por sua vez, respondia por 16 por cento dos softwares ERP usados.

RECEITA EM DÓLAR, DESPESA EM REAIS

As oscilações da moeda americana são acompanhadas de perto pelo presidente da SAP Brasil porque a companhia reporta receita em dólares, mas tem despesas em reais. Ferreira afirma, entretanto, que "uma coisa acaba sempre compensando a outra" e, por isso, a subsidiária tem conseguido manter o equilíbrio da operação.

Ainda que não divulgue a receita em reais, Ferreira lembra que, há um ano, quando assumiu a companhia, a SAP Brasil era pouco menos de 40 por cento da receita da América Latina. Hoje, responde por 49,7 por cento.

"Todos os países da América Latina cresceram, mas o salto do Brasil foi maior", diz.

No primeiro semestre deste ano, por exemplo, a receita da SAP Brasil cresceu 47,3 por cento, em dólares, sobre igual período do ano passado.

O número de contratos, afirma o executivo, cresceu 48,2 por cento no semestre sobre 2007 e mesmo entre as grandes empresas -- nicho que muitos consideravam já coberto pelos softwares de gestão -- a SAP Brasil teve um salto de 98,7 por cento na venda de softwares.

"São empresas que continuam a crescer e a exportar. Por isso, ampliamos as vendas dos softwares que elas já têm e ainda conseguimos negócios em outros softwares", explicou.

Os segmentos mais aquecidos na demanda por sistemas de gestão e tomada de decisões no Brasil, segundo ele, são o de agronegócio, o setor de produtos de consumo e o de engenharia e construção.

Ele lembra que o bom momento da indústria de construção civil deve continuar a gerar negócios por pelo menos três anos à frente. "Todos esses prédios vão demandar móveis, energia, mão-de-obra", citou.

Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/092008/26092008-17.shl

DÚVIDA - Fazer FI, SD ou MM???

postado em ‎‎26/09/2008 06:20‎‎ por Lucas Lu   [ ‎‎26/09/2008 07:06‎‎ atualizado‎(s)‎ ]

Recebi o email abaixo do "CONSULTORES SAP Jr." em Grupos do Google, era de Lucimara Barreto para Alexandre Gavaz. Acredito que a dúvida dele é de muitos que estão começando agora no mundo SAP: qual módulo fazer? Segue abaixo o email dela:

Alexandre, 

Vai com mais calma neste assunto de iniciar a academia sem ter certeza.
Primeiro, responda as seguintes perguntas e seja honesto para você  mesmo:
1) Porque você optou em fazer a academia SAP? Apenas por dinheiro?

2) Qual a sua experiência técnica em área de informática? Senão tem experiência, tem curiosidade e vontade de aprender muito, pois o analista funcional de SAP, para sobreviver nesta selva que chamamos de "PROJETOS" o profissional precisa ter alto senso analítico para soluções de problemas, e também entendimento de processos de negócios das empresas, aliar a técnicacom o processo.

3) Resuma sua experiência mentalmente, e reflita sobre qual área você tem mais afinidades: Vendas, Logística, Contabilidade Financeira, Contabilidade de Custos ou Recursos Humanos?

4) Após analisar a área que mais gosta, procure materiais e estude, analise o mercado.

5) Atualmente você está trabalhando? Em qual área? Está disposto a pagar em média 7 mil reais
num curso, e batalhar muito, mas muito mesmo para entrar no mercado. E dependendo
da área que você está agora, relevar a redução salarial por iniciar a carreira como
Analista Jr.?

6) O curso além de ser caro, é bastante cansativo, requer dedicação 100 horas por dia e 10000%, devido ao grande volume de conteúdo e informações técnicas a serem assimiladas em tão curto período e ainda tem a prova no final, certificação...ufa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

7) Pensa, analisa, estuda, calcula e repensa....

8) Agora é hora de agir, depois de pensar muito....se você se enquadra no perfil desta
profissão e está disposto a se sacrificar...

Muita sorte, estou aqui pra tirar dúvidas se precisar...

A história de uma lenda

postado em ‎‎26/09/2008 06:15‎‎ por Lucas Lu   [ ‎‎26/09/2008 06:17‎‎ atualizado‎(s)‎ ]

Deus criou o mar, a terra, as árvores e os seres humanos. Logo em
seguida deu o livre arbítrio para seus queridos filhos. Com isso, logo
começaram as caças, o plantio, tudo para o ser humano conseguir
manter-se vivo. Porém, logo chegou a ganância e o ser humano começou a
plantar mais do que ele mesmo consumia para vender para o vizinho que
tinha preguiça de plantar. Como conseqüência, descobriu-se o lucro, a
contratação de funcionários e o roubo por parte deles....

Deus, vendo que a situação estava ficando fora de controle, criou o
ERP para deixar os negociantes mais confiantes e não atrasar o
desenvolvimento que estava acontecendo. Vários programas foram
mostrados aos comerciantes, porém o que mais empolgou foi o SAP, vindo
de lugares longínquos onde só a mágica e os seres místicos
predominava.

Alguns abençoados foram escolhidos para o árduo trabalho de aprender
suas técnicas e colocá-las em funcionamento. Não foi fácil! Vários
pereceram no caminho, contudo os poucos restantes adquiriram o
conhecimento necessário para utilização de tal ferramenta e assim
acabar com os problemas dos comerciantes. O Diabo, vendo tudo isso
acontecer ficou furioso. Não havia mais discórdia e nunca mais haveria
roubo.

Assim mandou seus mensageiros das trevas para atrapalhar o bom
andamento do projeto. Esses mensageiros ficaram conhecidos como os
'USUÁRIOS'. Tudo em que eles colocam suas terríveis garras apodrece,
são conhecidos por trazerem a peste para este mundo (também conhecido
como o Dump). Entretanto, chegou o dia do go-live. E eis que a
surpresa veio! No primeiro lançamento da MIRO em produção aconteceu o
desastre. Todos ficaram apavorados, ninguém nunca tinha visto aquilo.
O que afinal de contas era esse tal de Dump??? Afinal de contas que
mensagem é essa 'BDC ZERO DIVIDE'. Os 'USUÁRIOS' ficaram felizes, pois 
a discórdia estava estabelecida entre os humanos novamente.

Deus, vendo isso, ficou muito irritado e assim mandou ajuda: seus mais
queridos ajudantes, os quais contribuíram até na arquitetura do
universo, aqueles que sempre trazem a solução para os seus e que são
muito mais que simples humanos. Sim, Deus teria que mandar para a
terra a maior arma que existia entre as divindades para acabar com
esse problema que estava assolando o mundo inteiro. Assim o mundo
ficou conhecendo os ABAP's warriors. Aparentemente pessoas comuns, mas
na verdade são deuses que vieram acabar com os problemas dos seres
humanos.

Somente através da crença destes destemidos guerreiros, que seguem
combatendo arduamente este mal, é que a humanidade conseguiu chegar
até
os dias de hoje. Os guerreiros da paz, seguem a F-cincologia, que é o
estudo do Dump. Todos são formados e têm o título de F-cincólogos. Com
seus golpes secretos eles descobrem o que os 'USUÁRIOS' fazem de
errado e corrigem possíveis problemas. Seus golpes secretos são:

THUNDER F5;


VORTEX F6;

STARDUST PLASMA F8.

Diz a lenda que seus golpes são tão poderosos que podem parar um
servidor, ou acabar com o faturamento de uma empresa. Com esse arsenal
esses indivíduos são a salvação da humanidade desde tempos remotos. E
assim, começamos a Lenda de pessoas que lutam por um ideal, diferente
do que muitos imaginam, pois acham que são mercenários imundos ou
coisa parecida, eles cobram salários exorbitantes para que não
percebam que na verdade são seres angelicais, mercenários porém
limpinhos, que estão na terra somente para proteger as pessoas e seus
interesses, conforme a vontade de Deus.

Fonte: Recebido via grupo de email

SAP investe para manter ritmo atípico de vendas de licenças

postado em ‎‎22/09/2008 10:51‎‎ por Lucas Lu   [ ‎‎22/09/2008 10:52‎‎ atualizado‎(s)‎ ]

No primeiro semestre, segmento de software da empresa cresceu 47,3% no Brasil

SAP, maior empresa de sistemas para gestão corporativa do mundo, inicia plano de investimentos para conseguir manter as margens de crescimento dos últimos períodos, que tornaram o País um dos mercados de maior crescimento e principais incentivadores da expansão global da alemã.

O segundo trimestre deste ano trouxe crescimento de 98,1% em vendas de software, em comparação ao mesmo período do ano passado. Mundialmente, a receita com a venda de licenças - importante medida para aferir os ganhos futuros da empresa - subiu 25%, para € 898 milhões (US$ 1,41 bilhão).

"A América Latina é a região que mais cresce para a empresa no mundo, e o Brasil representa mais de 60% dos negócios regionais. No consolidado do semestre, o segmento de software cresceu 47,3%, no Brasil.

Os analistas do setor têm apontado um novo momento da gigante alemã, mais voltado a buscar as margens de rentabilidades mais altas. A sua principal rival, a americana Oracle, registrou margem de lucro de 35% no último ano fiscal, acima dos 26,7% de margem operacional da SAP em 2007.

Com a saída programada do executivo-chefe Henning Kagermann para maio do próximo ano, e a escolha de Léo Apotheker, que é desde abril co-executivo-chefe, acontece uma mudança no perfil do comando, do foco tecnológico para um homem de finanças. Os primeiros resultados começam a aparecer. Ao anunciar o balanço do último trimestre, a SAP afirmou que vai se aproximar dos 29% de margem operacional nos números consolidados deste ano.

Segundo o presidente da SAP Brasil, Alberto Ferreira, esse esforço também acontecerá no Brasil, mas há um objetivo anterior. Para manter as altas taxas de expansão, que, atraíram os olhos da alta administração para o País, foi estruturado plano de dois anos.

"A busca de margem fica para 2009 e 2010", afirma. "Montamos um plano de crescimento e vamos investir agora. E isso significa pessoas, treinando, contratando e capacitando." Isso se estenderá para toda a cadeia, que inclui as empresas que prestam serviços relacionados aos seus sistemas, já que existe o risco de faltar pessoal e impedir a expansão dos negócios.

Novas oportunidades estão sendo consideradas, como a abertura de novos escritórios e a região Sul é forte candidata, e uma nova abordagem de atendimento para o nicho das empresas médias de maior porte, que demonstram perfil mais próximo ao das grandes e merecem tratamento diferenciado, conta Ferreira.

Entre os destaques dos contratos do 1º semestre estão o Banco do Estado de Sergipe (Banese), que tem perfil de empresa diferente do que a alemã costuma atuar, por ser pública e um banco. São segmentos em que a SAP ainda engatinha. "Passar por edital e licitação foi um aprendizado".

Fonte: http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=51540

Do céu ao inferno em 10 dias

postado em ‎‎12/09/2008 08:37‎‎ por Lucas Lu

Alberto Ferreira, da SAP: trabalhando no limite entre a carreira e a vida familiar

Um problema de saúde na família levou Alberto Ferreira, presidente da SAP, a rever 20 anos de planejamento de carreira.

No dia 1o de agosto do ano passado, Alberto Ferreira, de 43 anos, assumiu em São Paulo a presidência da unidade brasileira da SAP, terceira maior empresa de software do mundo. A chegada ao comando da empresa alemã era a coroação de um meticuloso planejamento de carreira, iniciado 20 anos antes, quando Alberto era um engenheiro recém-formado e trabalhava na Jonhson & Johnson na área de informática. Na época, seu livro de cabeceira era a autobiografia de Lee Iacocca, ex-presidente da Chrysler, um dos maiores best-sellers de todos os tempos entre as publicações para executivos. Alberto escreveu na contracapa do livro um roteiro com os postos que pretendia ocupar. A meta era me tornar presidente de uma grande empresa até 2009, diz.

Todos os anos, Alberto revisava o plano. Com o auxílio do planejamento, especializou-se em marketing e finanças. Conseguiu construir uma bela carreira executiva. Ocupou a vice-presidência das operadoras de telefonia Intelig e Vivo. Depois, optou pelo posto de CEO da Carlson Wagonlit Travel, agência de viagens do grupo Accor, pelo desafio de promover uma reestruturação. Em paralelo, exerceu o empreendedorismo ao criar a marca de cervejas Baden Baden, que vendeu no ano passado para a Schincariol.

Ao fechar com a SAP, Alberto lembrou do plano de carreira. Conquistei muita coisa na profissão e na vida por causa desse plano aqui, diz ele, apontando para o livro remendado com fita adesiva. Só que não houve tempo para comemorações. Na manhã de 10 de agosto, seu décimo dia de SAP, enquanto Alberto dirigia seu carro rumo ao escritório da empresa, sua mulher, a relações-públicas Renata Monte Alegre, de 38 anos, sofreu em casa, no colo do filho, de 9 anos, um acidente vascular cerebral. Numa escala crescente de gravidade que vai de 1 a 5, o nível do derrame de Renata foi 4. Com a mulher encaminhada para a UTI do Hospital São Luiz, onde ficaria por um mês em coma induzido, Alberto voltou a atenção para o filho. Acalmou o garoto e convenceu-o a ir para a escola. Papai vai te buscar na hora do almoço e te contar tudo o que está acontecendo, disse na hora.

SEM TEMPO DE ADAPTAÇÃO

Mesmo se Alberto estivesse com a vida pessoal em ordem, ingressar na SAP não seria moleza. Ele recebeu a missão de promover uma virada na filial. O mercado das grandes companhias, em que a SAP sempre nadou de braçada, estagnou. O grande desafio da fornecedora alemã é emplacar uma versão compacta de seu sistema de gestão entre as pequenas e médias empresas. Para ter uma idéia, após a entrada de Alberto, 40% das pessoas foram substituídas. Com o incidente, aquela história de primeiros 100 dias de adaptação foi por água abaixo, recorda. Nas reuniões, Alberto sentia que todos respeitavam sua angústia, mas evitavam se aproximar. Alguns sabiam que seriam demitidos, diz.

Para se concentrar no trabalho durante os quase 50 dias em que Renata esteve hospitalizada, Alberto evitou imaginar como seriam a volta e a recuperação da mulher. Deixei na mão dos médicos. Sua rotina mudou. Passou a levar o filho para a escola e a chegar mais cedo em casa para tomar suas lições. Pela ordem, suas prioridades eram o filho e a mulher. A empresa vinha depois. No fim de setembro, os números não mentiram. No fechamento de trimestre, a empresa cumpriu apenas 48% da meta. Foi o pior desempenho da minha carreira, diz. Uma queda nas vendas era esperada tanto pela transição de comando quanto pela fase ruim do mercado. Mas Alberto calcula que, se não fosse o problema pessoal, o resultado ficaria na casa dos 70%.

Até então, o executivo vinha resistindo à hipótese de se afastar do cargo. Tinha lutado 20 anos para chegar lá. Não ia desistir facilmente, diz. Numa sexta-feira, dia 28 de setembro, quando entregou o péssimo número do trimestre ao chefe, ele pensou em desistir. A empresa não iria aceitar aquele resultado novamente. Quando chegou em casa à noite, derrotado, recebeu duas boas notícias. Seu filho contou que tinha garantido uma boa nota na prova de ciências, para a qual haviam estudado juntos. Três horas depois, o telefone tocou. Era uma pessoa do hospital dizendo que Renata, que saíra do coma três semanas antes, havia recebido alta. Na segunda, voltei revigorado para a SAP. Fizemos um resultado extraordinário no quarto trimestre, batendo as metas.

Passados sete meses, a recuperação de Renata surpreende até os médicos. Ela retomou suas atividades normais e voltou a trabalhar. As seqüelas são leves. Do episódio, a principal lição que Alberto extraiu para a carreira foi dar a dimensão exata para as coisas. Quando você vive uma situação dessas, os problemas de trabalho ficam pequenos. Sua referência é algo muito pior, diz. O plano de carreira foi fundamental para mantê-lo determinado a seguir em frente. Se não tivesse um objetivo, talvez eu desistisse. O que me segurou foi o valor que dou para o que já construí.

Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/092008/11092008-32.shl

SAP lança banco de talentos no Brasil

postado em ‎‎10/09/2008 12:52‎‎ por Lucas Lu

Os profissionais certificados em tecnologias SAP passam a contar com o site TalentNet for SAP Partners na busca de trabalho.

A versão latino-americana do programa global entrou no ar esta semana, com versão em português, para aproximar profissionais que possuem certificação SAP das empresas clientes e parceiros da SAP.

Na página inicial www.saptalentnet.com/latinamerica, a SAP afirma haver centenas de vagas no seu ecossistema de empresas em toda a América Latina.

A proposta é qualificar os currículos e habilidades dos profissionais e detectar quais deles são aptos para as necessidades de uma determinada empresa. Segundo a SAP, em outros países o site tem sido especialmente útil para consultores que já têm experiência nas ferramentas de gestão empresarial da fabricante alemã.

As inscrições no TalentNet são gratuitas, e o profissional certificado é convidado a inserir em um formulário as informações mais relevantes de seus currículos. O site oferece dicas para destacar itens de trajetória pessoal e aspirações profissionais. O objetivo é criar uma página que atraia as empresas a entrar em contato com profissionais que lhes interessam e agendar entrevistas de contratação.

A SAP também tem o objetivo de fazer os profissionais conhecerem os cursos e programas de certificação das academias SAP Professionals. Os profissionais que fizeram cursos nessas academias também têm inscrição liberada no site de talentos.

Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/092008/10092008-25.shl

SAP atrai consultores até com curso gratuito

postado em ‎‎25/07/2008 07:29‎‎ por Lucas Lu

A empresa alemã de software SAP quer atingir a marca de 4,5 mil consultores certificados no Brasil até o final deste ano.

Para isso, a empresa segue um programa intensivo de treinamento e certificação, atraindo os profissionais vinculados a parceiros de negócios (por exemplo, consultorias como Accenture) e consultores independentes. Entre as iniciativas para atingir a marca está um concurso que tem como prêmio 30 vagas gratuitas para os cursos.

    “Recebemos 3 mil inscrições, bem mais do que esperávamos. Então desistimos de fazer as provas presenciais e estamos fazendo a seleção pela web”, conta Mauricio Lubachescki, coodenados no Brasil do programa SAP Professionals.

    A primeira seleção do concurso está sendo feita pela web e as provas finais serão feitas em agosto. “Devido à procura, pensamos em abrir uma nova campanha similar, a partir de outubro”, diz Lubachescki.

    Os cursos custam de 7,5 mil a 9 mil reais e têm duração variada, de cinco dias, quinze dias ou seis semanas, e nem todos eles têm prova de certificação ao final. Entre os temas estão Finanças, Materiais, Controladoria, planejamento e Produção, Vendas e Distribuição, e ABAP (a linguagem de programação SAP).

    A SAP estabeleceu a meta de 4 500 consultores certificados nas novas tecnologias no começo do ano passado, e terminou 2007 com cerca de 2 mil. “A SAP querem experimentar soluções novas, que demandam consultores atualizados, e prevemos que faltarão consultores se não prepararmos os profissionais de mercado”, diz Lubachescki.

    Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/072008/18072008-28.shl

    Entendendo o R/3 através da cultura alemã

    postado em ‎‎24/07/2008 11:55‎‎ por Lucas Lu   [ ‎‎24/07/2008 12:10‎‎ atualizado‎(s)‎ ]

    O texto a seguir exemplifica um dos aspectos básicos da cultura alemã, a língua. Esta, como sabemos, retrata a formatação do pensamento de uma pessoa, e, consequentemente, o modo pelo qual desenvolve seus programas/sistemas...

    Hottentostottertrottelmutterattentäter

    (Texto extraído da Revista Exame, edição 696, de 8/9/1999)

    Só inglês é pouco ? Que tal alemão ? De acordo com uma piada que está correndo na Internet, aprender alemão é mais moleza do que sentar no pudim. Veja:

    Quem já conhece uma língua derivada do latim pode aprender o alemão rapidamente. Isso dizem os professores na primeira lição. Para ilustrar como é simples, vamos estudar um exemplo extraído de um livro que trata dos usos e costumes dos índios australianos hotentotes (em alemão, hottentotten).
    Conta o livro que os cangurus (beutelratten) são capturados e colocados em jaulas (kotter), cobertas com uma grade (lattengitter). Essas jaulas (lattengitterkotter), quando possuem em seu interior um canguru, recebem o nome de lattengitterkotterbeutelratten (jaula coberta com grade com canguru). Um dia, os hotentotes prenderam um assassino (attentäter), acusado de ter matado uma mãe (mutter) hotentote (hottentottenmutter), mãe de um garoto gago e tonto (stottertrottel). Essa mulher, em alemão, chama-se hottentottenstottertrottelmutter, e a seu assassino chamamos, facilmente, hottentottenstottertrottelmutterattentäter.
    O livro conta que os índios o capturaram e, sem ter onde colocá-lo, puseram-no numa jaula de canguru (beutelrattenlattengitterkotter). Mas o preso escapou.
    Logo após iniciarem a busca, vem um guerreiro gritando:
    - Capturamos o assassino !
    - Qual ? - pergunta o chefe indígena.
    - O lattengitterkotterbeutelratterattentäter.
    - O da jaula de cangurus coberta com grade ?
    - Sim, o hottentottenstottertrottelmutterattentäter (assassino da mãe do garoto gago e tonto).
    - Ah, por que não disse logo que era o hottentottenstottertrottelmutterattengitterkotterbeutelratterattentäter ?

    Assim, com esse exemplo, podemos ver que o alemão é facílimo e simplifica muito as coisas. Basta um pouco de interesse. " 

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