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No que respeita à família, os hábitos e tradições mudaram muito entre a geração anterior e a actual, até o termo “família” ganhou novos significados. A maneira como uma família se comporta e é vista na sociedade é diferente de 1974 para 2007, por exemplo, a hora do jantar antigamente era vista como a hora em que todos estavam reunidos, agora devido às diversas actividades e horários incompatíveis quer dos pais quer dos filhos este processo nem sempre é possível. Mas não foi só este aspecto que mudou, a integração da mulher no mundo do trabalho também influenciou o modo de vida de cada família, tal como o divórcio, etc. Esta parte do trabalho vai então ligar todos estes factores e mostrar as alterações que a família tem sofrido ao longo dos tempos.
O nível de vida da famíla dos anos 50 á actualidadePortugal era um país rural, praticamente todas as famílias trabalhavam no campo, fazendo uma agricultura de subsistência. Muitos eram os jovens que seguiam o percurso dos pais e desde cedo os ajudavam no campo, estavam "isolados". A produção não era muita e portanto as famílias tinham muitas dificuldades económicas, sendo os seus rendimentos muito baixos. Viajava-se muito pouco, muitos eram aqueles que nunca tinham visto o mar. O nível de instrução era baixo pois os jovens não iam para a Universidade, a maior parte da população era analfabeta. Havia escassez dos serviços de saúde, água canalizada, e só uma minoria é que tinha electricidade.
Nos anos 60 vamos assistir a uma alteração do modo de vida das famílias. As famílias vão para a cidade trabalhar nas indústrias, praticando um exôdo rural. Os rendimentos aumentaram e surge uma nova classe social (classe média) que começa a ter posse dos chamados "bens essenciais" (electrodomésticos, carros...). Esta época caracteriza-se pelo consumo de massas, o aumento da indústria automóvel, que muda totalmente o quotidiano das famílias. Mas a melhoria das condições de vida deve-se também ao grande investimento nas infra-estruturas (casas-de-banho, habitações, serviços e instituições, escolas...).
As cidades cresceram tanto que apareceram "bairros-de-lata", onde as condições não eram tão favoráveis. Os horários eram "rígidos" e "cumpridos" por parte da família. As refeições eram sempre passadas em família com um horário estipulado, outro local de convívio entre famílias era em torno da televisão. Apesar da falta de conhecimento, informação e de comunicação entre os membros da família, estes dois espaços de tempo eram "sagrados". Hoje, a sociedade portuguesa permanece nas grandes cidades e trabalha mais para o sector terceário. Mas o "stress" dos grandes centros urbanos é cada vez mais acentuado e a vida para as famílias torna-se mais difícil. A vida familiar cai numa rotina diária (escola-emprego-compras-casa). Os jovens já não estão condenados ao meio onde nasceram, o seu rumo é diferente ao dos seus pais e avós. Com rotinas distintas e horários desencontrados, as refeições deixaram de ser "reunião" familiar. As diferenças sociais são ainda nítidas mas as classes rurais e operárias são quase enixistentes.
O nível de vida das famílias teve grandes mudanças: umas positivas, como a melhoria do nível de vida, outras negativas, como a diminuição do tempo dispensado em família, devido aos horários , ás diversas actividades e diversões que a vida urbana oferece e ao desempenho crescente no local de trabalho.
Outros tempos, Outros valoresCom o passar do tempo a sociedade vai evoluindo. As actividades, as atitudes, a maneira de pensar, de sentir, de agir, alteram-se. Entre a década de 50 e a actual muitos foram os comportamentos que se alteraram. A juventude, foi um dos grupos que tem vindo a apresentar grandes alterações de comportamento. No século xix, a juventude mostrava-se bastante interventiva em qualquer assunto do seu país, lutando sempre pelo mais justo. Esta juventude era influenciada pelos grandes artistas da época, baseando-se neles, nos seus comportamentos e vestuário. Começavam a trabalhar desde muito cedo e normalmente seguiam o percurso dos pais e avós, trabalhando no negócio da família (maioritariamente agricultura em portugal). O percurso académico ainda era pouco vulgar sendo a maioria da população analfabeta e de baixo nível de instrução. Os jovens tinham tendência a sair mais cedo de casa para casar , tornando-se independentes muito cedo.
Actualmente a situação é um pouco diferente. A juventude ja não manifesta tanto as suas divergências de pensamento em relação á sociedade, á política, etc.. ( diminuição dos movimentos estudantis). Agora procuram que o seu percurso de vida seja diferente dos seus pais, tendo ja uma variedade de escolhas. Hoje em dia é normal seguir um curso profissional, existe uma maior escolarização que automáticamente irá aumentar a qualificação juvenil. Este fenómeno vai levar os jovens a permanecerem mais tempo em casa dos pais, por razões económicas. Tradições como o casamento e a seguir os filhos, são postas de lado, quando confrotadas com a exigência e a qualificação pedida nos empregos. Os comportamentos modificam-se, esta nova geração é egocentrica, tem uma forma de pensar individualizada. Uma sociedade que adquiriu uma cultura do lazer, bem estar coma vida. Hoje em dia existe uma diversidade de informação e o afastamento das causas públicas é causado pela desilusão e pela acomodação do "pensar apenas em nós próprios". Apesar de uma melhoria das condições de vida, mais abertura para uma melhor recolha de informação e conhecimento, uma modernização quer de valores quer de comportamentos, a sociedade tornou a sua vida mais streessada. Isto reflecte-se nas relações com os outros que se tornam mais conflituosas e leva a uma via mais individualizada. |

