Mós, ou As Mós é uma freguesia do concelho de Vila Nova de Foz Côa e do distrito da Guarda. É uma aldeia do Douro Superior, situada a 300 metros de altitude, num vale encaixado entre montes.
Depois da fixação da população a herança e a provável prevalência das mós manuais contribuíram para perfilhar a hipótese delas poderem estar na origem do topónimo “As Mós”, já que, como escreveu Sousa Viterbo, “se usavam para moer onde não havia moinhos de água”.
Chegámos a Mós à saída da missa do Domingo, 20 de Setembro de 2009.
Ainda cheirava a incenso. Fomos obsequiados com um almoço na Junta de Freguesia. As Mós, no plural, como se lê no texto acima. Mós manuais para o cereal e maiores para o azeite. Aliás, a região está coberta de oliveiras e amendoeiras. Antes da nossa actuação, estenderam-se alcatifas no chão do terreiro da aldeia e ali se dançou, tocou e cantou, no meio de toda a gente que assistia à sombra dos plátanos.
Com os tocadores e as cantadeiras à frente do palco, o povo aplaudiu os dançadores ao longo de mais de uma dezena de danças que se exibiram em cima das alcatifas. O grupo deu o seu melhor com alegria e empenho, qualidades que dignifica quem pertence a este grupo etnográfico de Rio Tinto. Juvenis e seniores, calçados e descalços foi um encanto de ver e ouvir.O repertório , pouco antes de terminar, foi interrompido por causa da procissão que ia saír da igreja. Este acto religioso teve a participação de muita gente, o que atesta a grande devoção a Nª Sª da Soledade, em agradecimento do afastamento da peste que grassou na aldeia em 1855. Esta festa tradicional teve o acompanhamento da Banda de Música de Ferreirim (Sernancelhe). Agradecemos sensibilizados o excelente acolhimento que tivemos.