ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO DE QUIAIOS ACERCA DAS AUTÁRQUICAS 2009
Na apresentação da candidatura do Partido Socialista (PS) à Assembleia de Freguesia de Quiaios afirmámos, que na política não vale tudo e que a nossa acção seria desenvolvida com base no respeito mútuo, na verdade, na tolerância e na igualdade de direitos e deveres. Prontamente, o candidato da lista “Quiaios Sempre” concordou que faria o mesmo. Infelizmente, tal não se verificou! Contudo, outra coisa não seria de esperar tendo em conta atitudes anteriormente tomadas.
Aquela lista e o seu candidato apresentaram a sua candidatura com uma carta ofensiva, injuriosa e agressiva, com o propósito de desacreditar o Partido Socialista e desvalorizar as competências dos elementos da lista. O candidato a presidente pela lista “Quiaios Sempre” usou e abusou, do poder que tinha como Presidente de Junta e Presidente da Casa do Povo, ao serviço da sua campanha eleitoral, insultando a inteligência do pacífico povo de Quiaios com obras enganosas, mal estruturadas e executadas apressadamente, inclusive na véspera de eleições.
Será honesto a distribuição de um folheto informativo, dois dias antes das eleições pela localidade do Ervedal, a anunciar o início da execução da rede de saneamento, início esse já previsto há pelo menos 4 anos? Tanta pressa em anunciar a obra, mas até ao momento nada feito. Sabemos que na semana das eleições a obra não estava Adjudicada. Transparência? Está mais que visto que o objectivo de tal comunicado era o de iludir a população.
Será honesto o Presidente da Junta ter entregue a Escola do Casal Novo, à Comissão de Moradores do Casal Novo e Saibreira, sem ser feito o respectivo protocolo de cedência, isto é, sem a autorização da Assembleia de Freguesia, cujo presidente era por acaso o candidato da lista do PS? De que teria medo o Sr. Presidente da Junta? O Presidente da Assembleia nunca iria deixar de agir nos termos da lei e com respeito pelas populações!
Será honesto e ético a Lista “Quiaios Sempre”, utilizar as instalações do ATL, para reuniões políticas? É que as instalações foram cedidas pela Junta de Freguesia, à Casa do Povo, para fins sociais, culturais e recreativos e não para fins políticos!
POR TUDO ISTO, A LISTA DO PS ASSUMIU DEMOCRATICAMENTE, E PARA BEM DE QUIAIOS, NÃO FAZER ACORDOS COM A LISTA “QUIAIOS SEMPRE” NO SENTIDO DE LHE PERMITIR UMA GESTÃO DA JUNTA COM MAIORIA. ALIÁS, RESPEITAMOS A VONTADE DO POVO QUE VOTOU NO PS; O SEU VOTO NÃO FOI CERTAMENTE PARA FAZERMOS ACORDOS COM QUEM OS MALTRATOU.
Que outra leitura poderia ser feita dos resultados eleitorais?
Sr. Augusto Marques, não culpe o PS pela sua renúncia! Pelas suas contradições! Não mande areia para os olhos das pessoas!
O povo é sábio e já percebeu que as verdadeiras razões da renúncia têm a ver com:
- o seu autoritarismo crónico (revelado mais uma vez por não saber trabalhar em minoria querendo impor, única e exclusivamente, a sua vontade); - a sua falta de humildade e de carácter para respeitar as opiniões e decisões dos outros; - e principalmente, o facto do partido que o apoiava não ter ganho a Câmara Municipal.
A sua decisão de renúncia foi premeditada, tanto que já levava o pedido escrito tornando o juramento efectuado aquando da tomada de posse, uma farsa! Afinal quem faz teatro?
Disse o Sr. Augusto Marques que o Acto de Tomada de Posse está ferido na sua legalidade porque a oposição propôs a lista dos nomes para o executivo e mesa da Assembleia de Freguesia, quando tal competência é do Presidente da Junta. Mentira! Quem propôs a votação foi o Presidente de Junta, como todos os presentes puderam constatar. A oposição limitou-se a indicar nomes por ele solicitados, entendendo-se que se tratava duma negociação. Se afirma que é um acto ilegal, quanto a nós trata-se de um acto ferido do vício de incompetência, mas do Presidente da Junta, que estava a conduzir a reunião e depois se demitiu.
Depois de se ter demitido de Presidente da Junta, o Augusto tem feito “ataques” repugnantes ao candidato do PS, próprio de gente desprezível, que não sabendo viver sem o poder total, quando sente “o tapete fugir debaixo dos pés”, não olha a meios para atingir os fins. E para não dar a mão à palmatória, vem agora dizer que não se recandidata ao cargo. Convém esclarecer que não se recandidata porque a lei não lhe permite, por ter renunciado ao mandato.
Reafirmamos que a nossa tomada de posição nada tem a ver com o facto de não termos sido a lista mais votada. Somos democratas e sabemos aceitar os resultados eleitorais. Mas também somos democratas para sabermos exigir que as vitórias eleitorais devem ser ganhas sem o recurso à difamação, à mentira e à prática de comportamentos politicamente desonestos.
Lamentamos toda esta situação e o incómodo causado ao povo, mas não nos consideramos culpados. Quem renunciou ao cargo e a causou, que tenha a humildade de assumir as responsabilidades.
A Secção do Partido Socialista de Quiaios Quiaios, 05 de Novembro de 2009
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