366 dias para
os 100 anos da chegada dos estigmatinos ao Brasil

Conteúdo do site

Missões rurais na Província

 

Em 1963, a pedido do Superior Provincial, Pe. Antônio Alberto Rezende Guimarães fez um relatório dos vários anos em que pregou missões, sozinho ou em equipe.

Recordava, então, que as missões rurais, por muito tempo, foi uma forma de pregação dos estigmatinos brasileiros desde o tempo de Pe. Alexandre Acler (*1885 - +1957). Neste ministério, os pregadores foram sempre lembrados com carinho pelo povo que recebia a presença dos missionários.

Nossos padres de Goiás e Triângulo Mineiro tinham como programa ordinário de apostolado verdadeiras missões rurais nas fazendas e lugarejos localizados dentro do território paroquial.

As missões, que exigiam sacrifícios e contratempos, era expressão ardorosa do zelo apostólico de nossos padres. Por exemplo, em 1955 Pe. César Bianco, durante sete meses consecutivos, dia por dia, percorreu todos os sítios e fazendas do município de Cravinhos, lançando bases sólidas para o Movimento por um Mundo Melhor.

Em 1958 foi constituído o grupo missionário, composto de três membros. Uma equipe de estigmatinos participou, em Curitiba, da grande missão, que reuniu cem missionários.

Até 1963 o trabalho de nossos missionários atingiu vinte e oito municípios, espalhados pelos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

Os missionários amargaram grandes tristezas. A principal delas era o abandono religioso, material, intelectual, educacional e higiênico em que se encontrava o povo da roça. Muitos vigários se consumiam de zelo somente em favor dos moradores da cidade.

O sofrimento psicológico do missionário consistia na angústia opressora de ser incompreendido tanto pelo fazendeiro, como pelo povo. Tanto um como outro fazia do missionário um conceito que não correspondia à realidade.  Para os fazendeiros, o missionário era um demagogo, uma espécie de agitador, um crítico do baixo nível de vida dos empregados.  Para o povo da roça, um sujeito “boa vida”, amigo do fazendeiro, defensor incondicional dos patrões, e que só andava atrás do dinheiro.

Contudo o mal estar inicial transformava-se, no decorrer das missões, em consolações, descobrindo-se verdadeiros atos de heroísmo de pessoas caboclas.

De 1958 a 1963 trabalharam nas missões rurais cerca de quinze padres e irmãos com grande espírito de iniciativa e zelo pelo povo de Deus.

 

A fase de preparação da missão obedecia a estes critérios:

 

·        Era exigido o pedido do vigário;

·        O vigário deveria dar informações sobre os núcleos (número de famílias nele existentes e o nome dos mesmos);

·        Ao menos dez meses antes das missões o vigário recebia a data da realização das missões, a programação das pregações (com dia e hora), juntamente com um prospecto de pré-missão a ser feita em cada núcleo.

·        Eram despachados por correio centenas de livrinhos e folhetos a serem usados durante as missões.

 

A missão consistia em:

 

·        Visitas familiares (em três anos o pequeno grupo visitou quase quinze mil famílias nas roças);

·        Visitas a doentes;

·        Celebração dos sacramentos (missa, confissão, comunhão, batizados, casa-mentos);

·        Pregações.

 
Leia o texto completo de Pe. Antônio Alberto no anexo.

Anexos (1)

  • Nossas Missões rurais.pdf - em 30/03/2009 15:00 por José Luiz Nemes (versão 1)
    62 KB Visualizar Download