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CONSIDERAÇÕES SOBRE TEMAS DAS CRÔNICAS DE PE. ADAMI
6a. A imigração Italiana e vinda dos estigmatinos ao Brasil (I)
Com o fim da escravidão o governo brasileiro viu-se forçado a iniciar uma política de imigração para atrair agricultores europeus e substituir a mão-de-obra escrava na lavoura. Em 1880 o café exigia a contratação de mão-de-obra para plantio, trato e colheita.
Os italianos, fugindo dos problemas acarretados pela unificação da Itália e atraídos pela propaganda do governo brasileiro, deixaram sua pátria em busca de vida digna e de prosperidade.
Milhares de imigrantes italianos, dentre eles jovens recém-casados, homens e mulheres de todas as idades e crianças, decidiram atravessar o Atlântico em busca da “Terra Prometida”, viajando desconfortavelmente dias seguidos dentro dos porões dos navios.
Entre 1870 e 1920, momento áureo da imigração, os italianos corresponderam a 42% do total dos imigrantes que entraram no Brasil, ou seja, dos 3,3 milhões de migrantes, os italianos eram cerca de 1,4 milhões.
A imigração previa a entrada de toda a família e propunha cláusulas de subvenção, abrangendo passagens, alojamento e o trabalho inicial no campo ou na lavoura. Os contratos estabeleciam o local, possibilidade de aquisição de terras e condições de trabalho.
A maioria de italianos que imigrou para o Brasil trabalhou em condições duríssimas e poucos realizaram o sonho da compra da propriedade.
Por volta de 1900, apareceram na imprensa italiana notícias sobre as péssimas condições de vida dos imigrantes italianos que se endividaram a ponto de não poderem deixar os locais de trabalho. Isto fez com que, em 1902, o governo da Itália emanasse o decreto Prinetti proibindo a imigração subsidiada de cidadãos italianos para o Brasil.
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