361 dias para
os 100 anos da chegada dos estigmatinos ao Brasil

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Desilusões - Segunda Parte

 CONSIDERAÇÕES SOBRE TEMAS DA CRÔNICA DE PE. ADAMI

6b. A imigração Italiana e vinda dos estigmatinos ao Brasil (II)

 

A Crônica de Pe. Adami descreve os expedientes que Pe. Sanson usou para driblar o cumprimento da lei italiana sobre emigração. Segundo a “Breve Crônica” o Superior Geral pediu informações ao Ministério do Exterior da Itália sobre a viagem de nossos missionários com famílias italianas. “A resposta do Comissário da Emigração foi que desde 1902 estava proibida a emigração gratuita para o Brasil, por causa das péssimas condições às quais eram submetidos os colonos italianos naquele país. Além disso, o próprio comissário se via obrigado a denunciar à autoridade judiciária aqueles que favorecessem a emigração gratuita para o Brasil.”

 

Em 1896 uma carta escrita pelo bispo de Porto Alegre - RS pediu ao Superior Geral o envio de sacerdotes estigmatinos para o cuidado espiritual de quase 200.000 imigrantes italianos em sua diocese. O pedido foi recusado.

 

Em 1910 os estigmatinos aportaram no Rio de Janeiro com mais de uma centena de famílias italianas. Pe. Sanson se apresentara aos superiores estigmatinos como enviado do bispo de Mariana, em Minas Gerais, a fim de constituir uma colônia de italianos na cidade de Sete Lagoas, garantindo que agia de pleno acordo com o governo brasileiro. Pediu alguns padres para cuidar espiritualmente da colônia e da direção de um pequeno seminário que estava para ser aberto. Pedido deferido.

 

Com um provável contrato Pe. Sanson teria prometido que era grande o desejo do bispo de Mariana, Estado de Minas Gerais, Brasil, de iniciar uma Colônia Agrícola na cidade de Sete Lagoas, juntamente com um colégio e um seminário. Os colonos teriam assistência religiosa e médica.

 

Após o fracasso do “contrato”, as famílias foram encaminhadas para diversas regiões e os nossos estigmatinos se desdobraram para tentar a “fundação de uma missão”. A expressão “fundar missão” aparece muitas vezes nas crônicas de Pe. Adami. Praticamente, eles se desvincularam da obrigação de prestar serviço para seus conterrâneos. Mesmo quando vieram à cidade de São Paulo não procuraram específicos para italianos. Tudo indica que a experiência de Sete Lagoas deixara-lhes marca profunda e negativa, não dando-lhes perspectivas de um ministério tranquilo e eficaz em meio a colônias italianas.