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A Paróquia Santa Cruz de Rio Claro inaugurou no último 4 de novembro um altar dentro da matriz como abertura, na paróquia,
do Centenário da chegada dos Estigmatinos ao Brasil.
HÁ 99 ANOS Designados pelo Superior geral Pe. Pio Gurisatti, Pe. Alexandre Grigolli, Ir. Domingos Valzacchi e Pe. Henrique Adami apresentaram-se na Casa dos Estigmas, em Verona, aos 5 de novembro de 1910 para empreender viagem ao Brasil a fim de fundar uma missão em Sete Lagoas, no estado de Minas Gerais. O acordo fora selado entre o Superior Geral e Pe. Theóphilo Theodósio Sanson, sacerdote diocesano de Mariana.
No dia 6 de novembro receberam a bênção do envio, dada pelo superior local, Pe. João Batista Tommasi, em nome do Superior geral. Viajaram para Udine (1), onde pernoitaram.
Na manhã do dia 8 de novembro, acompanhados por Pe. Piccoli, tomaram o rumo do porto de Trieste, cidade pertencente à Áustria. Partiram de navio às 21 horas.
Nossos missionários viajaram com mais de 150 famílias provenientes do nordeste da Itália. Estas famílias seriam assentadas em Sete Lagoas, recebendo assistência religiosa de nossos padres. Além disso, o trabalho dos estigmatinos seria dirigir um Colégio e possivelmente um seminário no local.
Foram vinte e dois dias de viagem. No mar mediterrâneo houve turbulências e tempestades, o que assustou a todos no navio. Ao passar Gibraltar, porém, o mar tornou-se calmo e o restante da viagem foi ameno e agradável.
Chegaram ao Rio de Janeiro aos 2 de dezembro de 1910.
Imediatamente seguiram para Sete Lagoas. Constataram que não seria possível estabelecer uma fundação missionária no lugar, pois não haviam sido construídas as casas para os colonos italianos, nem o Colégio para os filhos dos imigrados.
Acolhidos pelo bispo de Mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta, Pe. Alexandre com Ir. Domingos foi mandado para ajudar na paróquia de Sete Lagoas. Pe. Henrique permaneceu na casa do bispo.
No início de 1911, Pe. Alexandre que escrevera cartas tentando um lugar para a desejada fundação, decidiu ir para São Paulo, junto aos Missionários de São Carlos, onde tinha padres conhecidos e amigos. Esperava, através da intermediação deles, encontrar um lugar adequado para iniciar uma fundação de Missão. Também Pe. Henrique veio a São Paulo. Tentou-se inutilmente fundação na diocese de Barretos e em Araras.
Pe. Domingos Vicentini, Superior geral dos Missionários de São Carlos, havia prometido ajuda aos nossos. Cumpriu o prometido. Ofereceu uma paróquia em Florianópolis. Os nossos julgaram que esta paróquia ocuparia poucos padres e não satisfaria a dimensão do trabalho missionário que procuravam.
Pe. Domingos ofereceu, então, a paróquia de Tibagi, no estado do Paraná, dirigida pelos Missionários de São Carlos. Tibagi tinha 42.000 mil habitantes, dos quais mil na cidade e outros espalhados por vilas e povoados no sertão. O município tinha 32.000 quilômetros quadrados. Um campo imenso de trabalho. Era o que queriam. Aceitaram a oferta com indescritível alegria.
Os três pioneiros chegaram a Tibagi no dia 28 de março de 1911. Em abril os Missionários de São Carlos se retiraram. O bispo de Curitiba, Dom João Francisco Braga, aceitou que os estigmatinos ficassem à frente da paróquia.
A missão estava fundada, o grande desejo realizado. Mãos à obra, então. Foi o que fizeram. _______________________________
(1) Udine foi fundada em 1898.
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