História da P.M.A.

 
    A história da procriação medicamente assistida começou há mais tempo do que se pode imaginar. Apesar de Louise Brown, o primeiro “bebé-proveta” (que foi na verdade concebida numa caixa de Petri), ter nascido apenas em 1978, a inseminação artificial é usada há mais de cem anos.
 
    Na altura, o nascimento de Louise foi encarado com grande furor. Agora, 31 anos depois, é interessante reflectir sobre o modo como as pessoas reagiram a esta notícia.
 
    James Watson, que ganhou o Prémio Nobel pelo seu trabalho na descoberta do DNA, expressou o seu receio relativamente a “bebés deformados que possam ser vítimas de infanticídio”. Max Perutz, outro vencedor do Prémio Nobel, preocupou-se com a possibilidade de haver “outra catástrofe de Taliomida”. Muitos obstetras questionaram na imprensa escrita quem seria obrigado a tomar conta destes bebés se esta “experiência com a natureza” corresse mal. Jeremy Rifkin, um bioético americano, estava preocupado sobre o desenvolvimento psicológico dos bebés que crescessem como “espécimes abrigados, não pelo conforto do útero, mas sim por aço e vidro”.
 
    Toda esta preocupação não tinha fundamento: desde Louise, milhões de crianças nasceram através de técnicas da PMA e nenhum problema de saúde, física ou mental, foi directamente ligada ao uso correcto desta tecnologia.