De entre as principais técnicas utilizadas, destacamos as seguintes: · IIU (Inseminação Intra-uterina) · ICSI (Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides) · FIV (Fertilização In Vitro) · GIFT (Transferência Intratubárica de Gâmetas) · ZIFT (Transferência Intratubárica do Zigoto) · Estimulação ovárica através de medicamentos. Neste trabalho, decidimos focar-nos nos casos particulares da FIV e da ICSI, visto que são as duas técnicas mais importantes e mais comummente utilizadas no nosso país.
FIV – Fertilização In Vitro
Descrição e Origem Com esta técnica, os oócitos são recolhidos a partir dos ovários, sendo em seguida fecundados com espermatozóides em meio laboratorial. Os embriões obtidos são posteriormente transferidos para o útero da mulher. A primeira FIV realizou-se no Reino Unido em 1978 (a já referida Louise Brown); em Portugal, o primeiro bebé concebido através desta técnica nasceu 1986.
Situações em que se usa a FIV: • Casos de infertilidade inexplicada;
Taxas de Sucesso As taxas de sucesso da FIV são variáveis, dependendo principalmente da causa de infertilidade e da idade da mulher (quanto mais velha for a mulher, menor a probabilidade de sucesso). De um modo geral, rondam os 30%. ICSI – Microinjecção Intracitoplasmática de Espermatozóides Descrição e Origem A ICSI consiste na injecção de um único espermatozóide no interior de um oócito, originando um embrião que, depois de formado, é transferido para o útero segundo um processo semelhante ao utilizado na FIV. A primeira ICSI foi realizada em 1992 por um grupo de cientistas belgas. A generalização da utilização deste método fez com que aumentassem as taxas de fecundação embrionária, passando-se a obter um maior número de gravidezes viáveis. Desde os primeiros êxitos da ICSI no tratamento da infertilidade por factor masculino grave, tem sido feito um grande esforço científico para alargar a sua utilização a praticamente todas as situações de infertilidade masculina.
Situações em que se usa a ICSI: • Oligozoospermia grave (homens com um número muito baixo de espermatozóides); • Concentrações elevadas de anticorpos anti-espermatozóide; • Ausência de fecundação em tentativas de FIV convencional; • Congelação de esperma em doentes com cancro em remissão; • Distúrbios da ejaculação (ejaculação retrógrada); • Ausência congénita ou obstrução dos canais deferentes (que ligam os testículos ao pénis); • Homens que fizeram vasectomia.
Taxas de Sucesso Tal como acontece na FIV, as taxas de sucesso dependem principalmente da causa da infertilidade e da idade da mulher. A probabilidade de sucesso está igualmente os 20-30%. |

