Mães órfãs Tema: Mães. Todos os anos lembramos o Dia das Mães com muita flores, beijos, sorrisos e, nas famílias mais abastadas, com muitos presentes. Neste teatro queremos ajuda a refletir sobre as mães esquecidas e sofredoras, sem esquecer as mães idosas e as mães que perderam ou estão na possibilidade de perder seus filhos nas guerras e outras violências.
CENÁRIO
CENA I
Mãe idosa (Lenta e reflexiva): Já se foram muitos anos, mas ainda parece-me que ainda estou ouvindo suas primeiras palavras: “ma-mãe”. Que alegria! Nascia em mim uma nova mulher. Uma mulher guerreira, apaixonada, mas carinhosa. Era o meu primeiro filho dos seis que Deus me Deu (Ouve-se a voz de criança gritando: mãe, venha me procurar!!!). Eles estavam sempre juntos de mim, e eu os tinha (ela chora). Sentia-me uma rosa que segurava entre suas pétalas o pólen da vida, mas hoje... mas hoje (ela olha para os lados tentando procura-los) não os tenho... foram com o vento do esquecimento....não os tenho mais... (entre soluços, sai procurando e chamando o nome dos seus filhos – Música adaptada).
Voz: Largados e esquecidos são elas....mães idosas, mães abandonadas. Corações tenros e amaciados pela alegria de ter possibilitado o nascimento da vida. Hoje, só lhes resta a amargura e a solidão materna. Mães esquecidas...Sim, esquecidas e abandonadas!
Mãe sofrida (em tom de indignação): Maldita guerra estéril que rouba nossos filhos cheios de vida e nos devolve corpos sem vida. Suga o ar juvenil de nossos rebentos que cultivamos durante os anos em que eram desprotegidos, e agora os colocam diante do fogo que devora sem piedade... (ouve-se a voz de um adolescente: mãe, dorme comigo, eu estou com muito medo!). Oh, violência infeliz! Oh, maldita droga (choro de indignação). Sim, você nos arrancaram e destruíram nossos filhos queridos!
Voz (com muita expressão):A guerra, o narcotráfico, a violência, a ambição levam todos os dias milhares de filhos e filhas, deixando mães órfãs e sem mais sentido para viver. Basta! Até quando teremos que ver mães chorando a ausência de seus filhos?
CENA II
Irmão: Isso porque nós tínhamos vergonha de pegar (a irmã perde o sorriso).
Irmão: Veja a festa dos 25 anos de casamento dela com nosso querido papai. Foi uma festa maravilhosa. Mas, observe bem Nina, ao contrário do papai, a mamãe parece tão triste. Irmã: E não era por menos Carlos, naquele dia mamãe completava 5 anos de muita saudade de nosso irmão Pedro, falecido por causa das drogas.
Irmão: Pobrezinha, sempre dedicou toda a sua vida, suas energias, seu amor por nós. Veja essa foto que o Pedro bateu, ela estava dormindo no chão ao lado da minha cama. Passei dois dias doente e ela estava sempre do meu lado.
Irmã: Agora tudo mudou: sem a mamãe nossa vida não é mais a mesma.
Irmã: ...sem amor Carlos....sem amor.
CENA III
M: Mulher! Mãe é, acima de tudo, mulher: valente, sensível, doce e corajosa.
A: Amorosa! Seu amor para seus filhos e marido não tem medida. Ela é a mais forte e autêntica expressão do amor de Deus.
M: Maravilhosa! A exemplo de Maria, a mãe de Jesus, nossas mães também são maravilhosas.
A: Afetuosa! As mães são as companheiras mais desejáveis para qualquer criança.
E: especial! As mães são especiais. É a elas que se voltam nossos olhares de agradecimento.
Após a última letra, as duas mães se dirigem até os jovens que formam a palavra MAMAE e reformulam as letras formando AMAME. Logo em seguida declamam.
Neste momento os jovens que estavam “congelados”, juntamente com outros, se aproximam das duas mães e as abraçam oferecendo-lhes rosas vivas e bonitas. Enquanto isso os personagens e o publico cantam uma canção conhecida ou tocam uma música relacionada ao momento.
Dicas:colem ou imprimam em camisetas brancas as letras da palavra mãe. Caracterizem bem as duas personagens mães. O êxito do teatro passa pelo figurino também. Créditos: www.pjestigmatina.com |