Evitando Desastres

Ou, preparativos para emergências

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Terremotos de magnitude 5 ocorrem no Brasil a cada 5 anos 

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Vento, ventania

Furacão Catarina 

Rajadas de vento no interior de SP 

Rajadas de vento derrubam seis torres em Bauru (SP) 

Os acontecimentos em Santa Catarina e Campos (RJ) durante novembro/dezembro de 2008, fizeram pensar sobre a necessidade de manter alguns procedimentos básicos para mitigar os efeitos pessoais de uma catástrofe natural.

Gostamos de pensar que o Brasil é um país privilegiado, livre de tufões, furacões, terremotos, vulcões, nevascas e outros desastres naturais. Felizmente parece que também não corremos riscos de invasões por outros países ou de revoluções.

Não podemos evitar, na maioria das vezes não podemos prevê-los, mas podemos fazer alguma coisa para diminuir suas consequências, pelo menos para nós mesmos e para aqueles que amamos.

A probabilidade de ocorrer um evento de grande magnitude são geralmente pequenas, mas quando eles ocorrem, a possibilidade de grandes perdas é alta. Daí vem a necessidade de preparativos especiais para essas situações.

Não pretendo tratar aqui sobre preparativos para uma revolução ou infestação de zumbis. Isso é assunto para outro artigo.

Então, direto ao assunto.

Durante uma emergência como uma catástrofe natural, as primeiras coisas a ser afetadas são os serviços públicos, como telefonia (fixa e celular), televisão (radiodifusão e cabo), água, esgoto e eletricidade. Os serviços de saúde provavelmente estarão sobrecarregados com os feridos dos primeiros momentos. Serviços de policiamento e socorro (como bombeiros, SAMU e defesa civil) também estarão sobrecarregados e não poderão dar prioridade individual.

Conforme pudemos acompanhar na imprensa, o comércio também é afetado, seja diretamente pela catástrofe quanto pelos saques provocados por oportunistas.

Então, como fazer para evitar as consequências de uma catástrofe?

  • Mantenha sua auto suficiência por um mínimo de 3 a 5 dias, incluindo:
    • alimentos: prefira alimentos que se preservem sem refrigeração, sejam nutritivos e requeiram pouca (ou nenhuma água em seu preparo). Lembrar de incluir o(s) animal(is) de estimação, afinal, ele(s) faz(em) parte da família, não é?
    • água potável, considere um mínimo de 5 litros de água potável por dia, por pessoa (e animais de estimação). Se estiver muito calor, ou a região for quente, provisione uma quantidade maior.
    • Ítens de higiene pessoal, sabonetes, xampus, escova e pasta de dentes, toalha.
    • medicamentos de uso contínuo e mesmo aqueles mais comuns. O fornecimento normal dos serviços de saúde deve demorar  a se restabelecer. Incluir os bichinhos!!
    • Combustível para seu veículo, armazenado em local distinto do veículo. Adicionalmente, considere a possibilidade de manter o reservatório de combustível do veículo sempre cheio. Pode ser necessário evacuar sua residência e até mesmo a cidade.
    • Equipamentos de proteção individual: luvas (borracha e couro), botas, máscaras contra poeiras, óculos de proteção.
    • Roupas, agasalhos e impermeáveis. Cobertores, sacos de dormir e barracas para todos da casa. No assunto roupas, prefira as algodão grosso (jeans, brim, sarja) e as de lã natural para o frio. A vantagem é o fato de serem menos inflamáveis. As roupas e cobertores devem ser protegidos das intempéries.
    • Dinheiro em espécie, em notas pequenas, grande quantidade.
    • Inventário de todos os ítens
  • Outros ítens importantes a se manter acessíveis:
    •  Meios para purificação de água, filtros, reagentes e reservatórios.
    • Ferramentas e peças sobressalentes para o veículo.
    • Cópias de todos os documentos importantes (identidades, CPFs, certidões, escrituras, promissórias, contratos, penhores, ações, etc) em embalagem resistente e estanque. Preferencialmente, tenha também uma (ou mais) cópia(s) em mídias óticas (CD ou DVD)
    • Chaves reserva da residência e do veículo
    • Repelentes de insetos, bloqueadores solares
    • Remédios para duas semanas. Converse com seu médico.
    • Inventários de todos os ítens.
  • Coisas para se pensar:
    • Treinamento em alguma arte marcial ou sistema de defesa pessoal. As coisas podem ficar complicadas e nem um pouco amigáveis. Talvez você tenha que usar argumentos mais fortes.
    • (contribuído por um leitor)  Conhecimentos de primeiros socorros. Será necessário saber como proceder nas situações mais comuns em caso de desastres (afogamentos, fraturas, choques, soterramentos). Estar preparado para encarar algum sangue também é bom, portanto armazenar algumas luvas de látex para procedimentos.
    • Avalie sua região e o histórico de eventos. A região é propícia a inundações rápidas? Deslizamentos, incêndios florestais? Estude os diversos cenários, leia os jornais da época. Veja o que funcionou e o que não funcionou. Prepare-se.

Tenha um plano de emergência, de evacuação se for o caso. Quando surge a necessidade, geralmente não há tempo de se preocupar com mais nada, apenas colocar a família no carro e se dirigir a um local seguro.

Sua TV nova, seu computador, sua casa, nada disso importa. O que importa é que você e sua família estejam a salvo e bem. Com algum trabalho, se recupera o prejuízo material. Um ente querido, estará perdido para sempre.

No próximo artigo, discutiremos o conteúdo de uma bolsa de evasão, ou "bug out bag", como eles dizem lá...