Publicado - Gepubliceerd-PublishedLeren is geen dwangarbeidNatuurlijk niet, zegt u. Maar je moet toch leren ? Laten we even een vergelijking maken en stellen: eten is geen dwangarbeid, maar je moet wel eten. 'Moeten' verwijst hier naar de noodzaak, niet naar de manier waarop. En hoe luidt de oude spreuk ? 'Honger is de beste saus'. En inderdaad, er bestaat ook 'leerhonger'. Fernand Oury noemde dat 'het Verlangen', het verlangen om hier te zijn, in de klas, om hier te werken, samen met anderen. Daarover handelt dit boek. Niet hoe je dat zou kunnen realiseren. Maar hoe sommigen het doen. “Praat alleen over wat je doet” luidt die andere uitspraak van Oury. Maar het is geen triomfalistisch verhaal, veeleer een zoektocht over twee generaties heen. Al werkend en nadenkend werd het hoe langer hoe duidelijker dat de Institutionele Pedagogie in se een evolutieve benadering van het leerproces mogelijk maakt. Het is geen kant-en-klaar methode, nog minder een passe-partout, maar een filosofie, een gedragscode. In wezen gaat het om een doorleefde democratie binnen het leslokaal, belangrijk op zich, maar die het leerproces ook efficiënter maakt. “Het is mogelijk, vermits het bestaat”, om een laatste maal Fernand Oury te citeren. Em português o título poderia ser “Aprender não equivale trabalhos forçados”. Trata-se de uma abordagem da pedagogia institucional, a partir de relatos que contam e questionam o trabalho com grupos de crianças e de adultos ao longo de duas gerações e em dois países. Uma compilação de artigos subjacentes a cinco ideias chave retiradas de uma definição que Jean Oury fez da pedagogia institucional: “um conjunto não fechado de respostas a seja que for que pretende fazer obra da educação e da aprendizagem”; “não se trata de um método”; “a classe cooperativa não se entrega em “kit””; “cidadania, democracia na escola não são fins mas condição prévia para aprendizagens escolares com êxito” e “formação para conseguir mestria” Vrij te gebruiken, mits bronvermelding. Histórias de Matemática - uma abordagem da didáctica experimental
Juntamos aqui algumas ideias e estratégias que consideramos importantes no desenvolvimento de actividades de iniciação à Matemática, relacionados com a análise e resolução de situações problemáticas de diversos tipos, encontrando-se expressos nos exemplos de discussões matemáticas entre o Pascal e os seus alunos. Estes exemplos são do seu trabalho como professor ao longo de vinte e um anos, abrangendo os dois países onde tem exercido a sua profissão, Bélgica e Portugal. Intitulámos o conjunto de Histórias de Matemática porque todas as situações descritas reportam-nos a vivências e culturas de cada um e, por isso, esses momentos são bocadinhos das suas Histórias e da História de todos, que enquanto grupo partilharam, e tudo isto... sempre relacionado com a Matemática. Em todas as histórias aqui relatadas está bem patente o recurso a uma didáctica experimental da matemática, tal como é definida por Georges Glaeser (1999), na escola primária (e no caso português reduzido ao 1º ciclo, por razões alheias à nossa vontade). Algumas considerações teóricas relacionadas com a Didáctica da Matemática são apresentadas nos capítulos iniciais. A resolução de problemas está, também, intrinsecamente relacionada com a própria sistematização e interacção do conhecimento e do pensamento, implicando, inevitavelmente, o desenvolvimento do cálculo mental e a utilização de diversos instrumentos de suporte imprescindíveis para que as crianças dos seis aos doze anos possam ir construindo conceptualizações matemáticas. Por isso, consideramos de extrema importância que se dê a devida atenção e tempo à resolução de problemas na sala de aula. | A escola faz-se com pessoas. Undi N ta bai?Pascal Paulus (2006) Edições Profedições – a página da educação O livro traz uma retrospectiva sobre a minha própria formação, fruto da interacção com outras pessoas em que os papéis de formador e formando se cruzam continuamente e onde a pedagogia institucional e a pedagogia do oprimido deixaram marcas. Nederlands: Een retrospectieve van mijn vorming, dank zij interacties met andere mensen, waar de rol van vormer en van leerling elkaar voortdurend afwisselen en waarbij institutionele pedagogiek en de pedagie van de onderdrukte een belangrijke stempel lieten. Momentos de matemática na Voz do OperárioCarta de abertura Olá Quando comecei a ir para a vossa sala, para vos ajudar no trabalho com o computador, não sabia o que ia acontecer a seguir. Felizmente, o computador decidiu ficar avariado durante um tempo prolongado, o que nos deu a possibilidade de explorar de outro modo um pouco do mundo da matemática. A matemática é, antes de tudo, uma linguagem, feita por seres pensantes. Aprender esta linguagem é um pouco como aprender a falar uma segunda língua. Para utilizar uma língua, é necessário, entre outras coisas, conhecer muitas palavras, saber como elas se escrevem... Quando se sabe escrever uma língua, podem escrever-se histórias, em prosa, em B.D. e eventualmente, em verso. Um matemático que domine bem a linguagem matemática também sabe, de certa forma não só escrever histórias, mas também utilizar fórmulas para escrever poesia, e para descrever, de modos diversos, o que vê à sua volta. Foi assim que os povos antigos, ainda muito antes de saberem escrever, começaram a pensar sobre as coisas que viam, a contar os animais, as estrelas, a descrever o fogo, a água, as plantas. A linguagem matemática é uma das mais velhas do mundo. Aparece com as primeiras palavras escritas, e é também uma das mais vivas, porque todos os dias, há matemáticos que inventam novas palavras para novas ideias que ainda não têm nome, e que escrevem estas novas palavras. Na sala, nestas terça-feiras de Dezembro até Maio, caminhámos nas pegadas deixadas por Babilónios e Gregos e, também, por alguns matemáticos renascentistas. Divertimo–nos bastante com as nossas descobertas. Em Porto de Muge, procuramos algumas pegadas matemáticas mais antigas, a volta da estrela do Norte, de Marte, de Vénus e da Lua e, mais recentemente, do relógio de Sol. Espero que algum “bicho” tenha mexido dentro de ti, e que não te largue mais. Ele chama-se curiosidade. Utiliza–o para fazer perguntas, muitas perguntas. E não te contentes com a primeira resposta. Mesmo que ninguém saiba responder, haverás encontrarás sempre alguém que queira procurar contigo pedaços de respostas. Ofereço–te estes bocados de conversa, de trabalho em conjunto, registado com o apoio da Julieta. Deves encontrar nomes de colegas ao lado de frases que não foram ditas por eles, mas por ti, ou por outro colega. Não te preocupes com isso. Até podes emendar ou acrescentar bocados de conversa de que te lembres e que eu não escrevi. Espero que tenhas tanto prazer em reler as nossas conversas como eu tive ao tentar escrevê-los. Um abraço, Pascal Paulus |