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1. Como você começou a interessar- se pelo tradicionalismo? Minha história é longa, eu trago este atavismo desde muito novinho, meus avós por parte de meu pai e por parte de minha mãe, foram a fer da revolução. Eu venho na alma, no coração, na vida e por acaso eu sou uma verdadeira centelha dos nossos antepassados, e dentro desse movimento tradicionalista eu já fui peão a coordenador, conselheiro e só não fui presidente porque saltei fora, mas eu acho que todos nós temos aí um destino a ser traçado, sou um desses que cultua e que jamais poderei deixar de olhar para esse lado do tradicionalismo, trago na alma e no coração. 2. Como iniciou sua carreira?
Iniciou porque meus avós, meu pai também foram ligados a esse mundo, e eu sempre tive no meio, nos galpões fazendo fogo, servindo mate para os mais velhos, ouvindo muitas histórias, e estou aqui.
3. Você inspirou- se em algum personagem da história gaúcha para ser o que é hoje?
Me inspirei sim, eu tenho grandes pessoas que eu vejo como uma bandeira, desde o grande General Bento Gonçalves, outra figura que eu não posso deixar de evocar é o General Antônio de Souza Neto que acho que foi uma peça principal dentro da história do Rio Grande do Sul, que não aceitou muitas coisas e que por isso chegamos aonde chegamos, dentro de um contexto da própria liberdade.
4. Para você, o que representa a vestimenta do gaúcho?
Pedaço vivo da bandeira do nosso Rio Grande, porque se parar para pensar e ver e meditar, desde a bombacha, do lenço, da bota, do próprio pala, hoje nós gaúchos somos uma bandeira nata de guerra, que levada pelos ventos não deixa de ter uma importância muito grande na nossa indumentária.
5. Em que momento você veste- se com a indumentária gaúcha?
A indumentária gaúcha para mim, é uma vestimenta do dia- a - dia, muita gente nunca me viu sem ostentar uma bombacha, eu acho que isso aí tá no sangue, no modo de ser, de ver e de entender.
6. Qual sua cor preferida de lenço? Porquê?
Eu sou maragato, porque trago isso pela minha família, e se prestar bem atenção, ou eu vou estar sempre com lenço maragato, um pala maragato, algum sinal do maragato eu tenho que ostentar.
7. O que você pensa a respeito das sátiras feitas sobre o gaúcho?
Eu acho que de uma forma ou de outra divulgue o gaúcho, faz parte do garrão da nossa pátria, e que é um guardião como um quero- quero palpiano.
8. O que mais chama- lhe atenção na cultura gaúcha?
Dentro do contexto da cultura gaúcha, o que me chama astenção é esse atavismo, esse apego a terra, as tradiçôes, a cultura, a educação, isso me chama muita atenção, é seio da própria família.
9. Na sua opinião, o gaúcho de ontem é o mesmo gaúcho de hoje?
Sim, quero fazer um trocadilho, o gaúcho de hoje é o gaúcho de ontem, mesmo porque essas novas geraçôes vem de uma trilha, talvez daquele índio, que morreu em defesa dessa terra gritante e dessa terra sem dono.
10. Qual seu cantor(as) favorito(as)?
Puxa! Eu tenho vários. Vocês me botaram aí num bret, mas eu vou falar numa figura que é um dos homens mais completos musicalmente, parte instrumental, porque é um homem que tem o dom de fazer versos, tanto na prosa do repentismo, como na própria poesia. José Cláudio Machado.
11. O que te representou atuar no filme " Um Lenço Farrapo" ao lado de seu filho?
É um apego muito grande que eu trago, e dentro desse contexto aí tá a própria história da onde eu venho, e para onde talvez um dia eu vá. Me representou muita coisa.
12. Recite um verso com o tema "Orgulho de Ser Gaúcho".
Para um gaúcho nada é impossível;
Gaúcho é aquele que ama a própria querência;
Gaúcho é aquele que ostenta no saber e no querer um verso primitivo;
Gaúcho, palavra triste e muitas gerações pedem definições, afinal quem sou eu;
Gaúcho é amar a nossa pátria, e procurar trilhar certo pelos caminhos dos nossos antepassados;
Isto é Gaúcho, isto é Pátria, isso é Rio Grande e isso é Brasil.
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