Inês de Castro

 
 
 Canto II, estância 13
 
 
As filhas do Mondego a morte escura
Longo tempo chorando memoraram,
E, por memória eterna, em fonte pura

As lágrimas choradas transformaram.

O nome lhe puseram, que inda dura,

Dos amores de Inês, que ali passaram.

Vede que fresca fonte rega as flores,

Que lágrimas são a água, e o nome Amores!

 
 
 A lamentável catástrofe de D. Inês de Castro
 

(…)

Ouvem-se ainda na Fonte dos Amores

De quando em quando as náiades carpindo;

E o Mondego, no caso reflectindo,

Rompe irado a barreira, alaga as flores:

(…)

 

Bocage