![]() Buscando reviver as grandes explorações e conquistas do passado, surge um novo desafio, unir a pé, através de trilhas e picadas sobre a crista de serras, dois patrimônios culturais da humanidade, Ouro Preto e Diamantina. O cenário deste desafio: a Cordilheira do Espinhaço, declarada pela UNESCO, Reserva da Biosfera.
A vitória neste desafio pretendia revelar aos brasileiros e ao mundo as belezas naturais e a rica biodiversidade da Cadeia do Espinhaço, estabelecendo um recorde em travessias de montanha no Brasil, com duração aproximada de 20 dias. Foram mais de 400 km de caminhada em altitudes variando entre 1000 e 1800 metros, por caminhos desconhecidos, tendo apenas como referências para a navegação, mapas e bússola. O projeto caracterizou-se pela superação de limites, persistência em alcançar os objetivos propostos, resistência para superar as dificuldades inerentes à atividade em ambiente natural, organização e logística de equipamentos, itinerários e apoios. Além do percurso a pé, a Expedição realizou pesquisas e investigações científicas, além de registros em foto, vídeo e ilustração científica. OBJETIVOS - Concluir a pé a travessia entre as cidades de Ouro Preto e Diamantina, caminhando sobre as cristas da Serra do Espinhaço; - Desenvolver estudos e levantamentos preliminares sobre fauna e flora ao longo do percurso; - Revelar ao mundo as belezas naturais e a importância ecológica da Cordilheira do Espinhaço, declarada Reserva da Biosfera pela UNESCO; - Sensibilizar a sociedade quanto à necessidade de conservação do patrimônio natural da Serra do Espinhaço. A EXPEDIÇÃO
Sendo comparada às grandes expedições realizadas aos rincões do Brasil no passado, a Expedição Desafio do Espinhaço, superou as dificuldades inerentes aos ambientes inóspitos, trazendo à tona lugares e paisagens desconhecidas até mesmo por pesquisadores e moradores das regiões percorridas. A Expedição Desafio do Espinhaço explorou trilhas, picadas e antigas estradas sobre a cumeeira de serras e, assim como as antigas expedições exploratórias, identificou os melhores caminhos, realizou estudos, levantou informações relevantes para o conhecimento científico e registrou dados de fauna e flora ao longo do percurso da travessia. Infelizmente ficaram evidentes os impactos causados pela ação humana que mudam e recriam uma paisagem em poucos dias, ignorando aquilo que ao longo de eras foi cuidadosamente esculpido. Em um cenário onde se alterna a grandiosidade e a delicadeza, a exuberância das flores e a rusticidade das rochas, convivem moradores, empresários, fazendeiros, mineradores, animais silvestres e animais domésticos. Áreas de proteção administram conflitos entre aqueles que conservam e aqueles que precisam continuar vivendo. As marcas do progresso avançam e divergem opiniões, daqueles que dele necessitam e daqueles que romanticamente esperam que tudo continue como sempre foi. Diante das dificuldades encontradas pela organização de uma expedição autônoma de 22 dias consecutivos em campo, realizada apenas com recursos financeiros próprios, é possível dizer que a Expedição Desafio do Espinhaço foi um sucesso. O planejamento realizado tendo em vista a disponibilidade de recursos financeiros, materiais e pessoais, foi cumprido a risca, sendo que as pequenas alterações no decorrer da Expedição, só vieram somar aos planos iniciais. A proposta inicial de uma Expedição de Montanhismo teve sua abrangência ampliada ao agregar montanhistas com atuação profissional em áreas que viriam complementar e agregar ao objetivos pensados na fase de elaboração do Projeto. Com isso, a proposta e sua relevância ganharam ainda mais valor, unindo à maior travessia de montanha do Brasil, um dos principais levantamentos científicos realizados ao longo da Serra do Espinhaço. O fato original e diferenciado de se percorrer as serras que ligam as cidades de Ouro Preto e Diamantina através de sua cumeeira, permitiu à equipe registrar fatos e imagens e diagnosticar a atual situação de locais pouco ou nada conhecidos. Dentre as principais informações levantadas, destaca-se o registro de pelo menos 202 espécies de aves, incluindo a descoberta mais ao norte do país do macuquinho-da-várzea Scytalopus iraiensis (Rhinocryptidae), que foi observado e teve suas vocalizações gravadas em um brejo no topo da Serra do Cipó. O Relatório Técnico trazendo o diagnóstico geral das áreas amostradas pela Expedição Desafio do Espinhaço contém os comentários a respeito da fauna e flora registradas durante o percurso, bem como, referências através de mapas, fotos e ilustrações a cerca de seu conteúdo. Este material como parte dos resultados da Expedição foi entregue às principais instituições ligadas à área de meio ambiente no Estado de Minas Gerais.
Visualize aqui o Relatório Técnico com os resultados da Expedição Desafio do Espinhaço.
Visite o Blog da Expedição.
|




