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Caros Amigos, com prazer apresento a edição #12 do Boletim Informativo de Plantas Medicinais, agora em novo endereço e formato. Espero que seja do agrado de todos os fitonautas que acompanham este trabalho. Como sempre nos colocamos abertos a contatos, dúvidas, opiniões, esclarecimentos e sugestões de pesquisa.
Boa Leitura,
Sergio Roberto Sigrist
Colaboraram: Lelington Lobo Franco, Martha Batista de Lima, Rosa Lúcia Dutra Ramos, Tarsila Sangiorgi Rosenfeld |
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Fitoterapia - Um caminho para a boa saúde e a longevidade
"Fitoterapia - Um caminho para a boa saúde e a longevidade", é o recém-lançado blog da pesquisadora de plantas medicinais Cleuza Nascymento (Curitiba, PR).
Consultora em Fitoterapia e cosmetologia natural, autora de vários livros, Cleuza aborda em seu blog diversos tópicos interessantes dentre os quais destaca-se "Confiar na Fitoterapia".
Segundo a pesquisadora, "ao longo de anos foram disseminadas informações equivocadas e gerados alarmes falsos sobre o uso de erva medicinal. Alguns receios são legítimos e merecem atenção, outros são apenas mal-entendidos inocentes ou surgem da relutância em se tolerar mudanças". Para exemplificar, ela cita o fato de que é comum dizerem que a Fitoterapia age "lentamente". Cita um caso em que uma pessoa sofreu fratura de fêmur e como consequência teve trombose, estava sob uso de medicação forte para controlar a dor, que desapareceu após a primeira aplicação de ervas, não tendo mais necessidade do uso do analgésico.
Fica aqui a recomendação para uma visita ao blog da pesquisadora, que é muito dedicada em seu trabalho e cujas descobertas já estão passando por avaliação científica em universidades no Brasil.
Boas práticas - Composto orgânico
A compostagem é uma boa prática para o tratamento de resíduos orgânicos, não exige grande espaço, pode ser produzido com pouco esforço, custo mínimo e traz benefícios para o solo e as plantas. Vejam o interessante depoimento da professora e terapêuta naturalista Martha Batista de Lima, (Florianópolis, SC).
"Quando mudei para minha casa em Florianópolis decidi que seguiria o programa de coleta seletiva da cidade e que faria meu composto orgânico. Assim, passados dois anos, tenho somado experiência suficiente para afirmar que funciona bem. Tenho composto de qualidade e produzido por mim.
Tenho um sistema que me permite rotacionar a área de coleta de resíduos de minha casa, sendo usado por dois meses e depois passamos para outra vala.
Bem, vamos começar do princípio. Somos vegetarianos, eu e meu esposo, consumimos muitas frutas, verduras e nosso jardim nos oferece muita matéria orgânica. Por isso decidimos fazer uma composteira no local onde antes era uma pequena piscina de tamanho infantil. Esta foi desativada por falta de uso e hoje só produz composto orgânico. Dividi o fosso em quatro áreas, uma recebe os restos de podas e restos de corte de grama, outra já é propriamente a área de compostagem, as outras duas ficam de reserva.
Na área de compostagem propriamente dita, coloco sempre inicialmente uma camada de restos de folhas e grama cortados, depois espalho os resíduos da cozinha – cascas, folhas, pães, restos da cozinha em geral, também vem uns guardanapos de papel e borra de café com seus coadores (antes eu achava que não podia e catava tudo). Essa camada é que misturo com grama seca ou serragem que consigo nas serrarias, algumas vezes, outras vezes misturo restos de plantas e gramas secas com restos da cozinha. Por cima de tudo isso coloco os restos que já estão em decomposição na vala de apoio - para servir de partida. Por mais ou menos dois meses vou intercalando restos de comida e de jardim. Quando tudo alcança o limite da borda da vala, inicio outra. E assim vou alternando as valas.
Já coletei composto de duas valas e minha coleção de minhocas gordas triplicou nas valas. Agora estou com três valas cheias sendo duas prontas pra usar na horta e jardim. A outra, ainda não pronta, continua em uso.
Para retirar o composto uso uma peneira grossa do tipo gramatura de café. Peneiro tudo que sai e devolvo para a vala nova parte do material ainda não decomposto totalmente e isso funciona como uma partida para a próxima compostagem. Nessa devolução vão junto os bichinhos ajudadores do processo, tatuzinhos, centopeias, minhocas e outros. Jogo tudo de volta na vala. Sempre uso uma parte desse retorno na vala que vai começar. Galhos mais grossos das podas eu deixo por cima, para proteger e evitar que folhas voem pelo quintal. Não cubro nem reviro, só a ação da natureza faz tudo. Às vezes surge um roedor oportunista mas minha cadela dá conta dele rapidinho. No início surgiram uma baratas cascudas, mas agora elas não estão aparecendo, pode ser porque andei colocando cinzas e carvões de fogueiras na mistura, acho que não gostaram. Agora tenho tudo para minha própria produção de ervas e verduras. No próximo verão vou iniciar uma mandala pequena e tudo virá de minha propriedade: cebolinha, salsa, coentro, sálvia, manjericão, tomilho, etc.." |
Plantas em destaque
Em atenção às sugestões de nossos colaboradores, estamos destacando nesta edição: erva-baleeira, pepino e espinheira-santa.
Em algumas regiões, as folhas da erva-baleeira são cozidas e aplicadas sobre feridas para acelerar a cicatrização. Recentemente o jornal Folha de São Paulo fez uma matéria em que destacou o fitoterápico Acheflan, elaborado com a erva-baleeira e comercializado desde 2005 pelo Laboratório Aché. Ele é usado como pomada nessa fatia do mercado e acabou ultrapassando o Cataflam.
No link abaixo o leitor encontra uma compilação completa da erva-baleeira contendo fotos, descrição, referências bilbiográficas, trabalhos na área farmacológica, fitoquímica, fitocosmética e requisitos básicos para uma produção de sucesso.
Maytenus ilicifolia (foto), popularmente chamada de espinheira-santa, é indicada para normalizar as funções gastrointestinais, especialmente como protetor contra úlcera gástrica, gastralgia, dispesias e intestinos atônicos constipados.
No link abaixo mais informações sobre a espinheira-santa, incluindo princípios ativos, referências bibliográficas, etc..
Cucumis sativus L, mais conhecido como pepino, da família cucurbitácea, é espécie nativa da Índia e atualmente cultiva-se em todos os países. Era apreciado pelos israelitas durante o seu cativeiro no antigo Egito e foi citado no texto bíblico referente à travessia do deserto comandado por Moisés. Os antigos hebreus gostavam de comer seus frutos em conservas, chamando de “pikkes” várias plantas desta família. Acredita-se que venha daí o nome de picles que hoje usamos como sendo de origem inglesa. No Brasil , o pepino é cultivado desde o século 16.
Tem boas quantidades de vitaminas A,B,C e K e minerais de flúor, potássio, fósforo, cálcio, sódio, silício, enxofre, cloro, magnésio e ferro. É um alimento calmante, refrescante, mineralizante e estimulante. Tem grandes “virtudes” terapêuticas: é conhecido como um dos melhores diuréticos naturais, por isso é recomendado para os que sofrem de gota, artrites, reumatismo, problemas renais e do coração.
É um ótimo tônico para o fígado, vesícula e rins. Pelo seu alto teor de enxofre, é essencial para a pele, cabelos e unhas.
Mais informações sobre pepino:
Sport Nutrition Convention
Dia 16 de julho de 2010 será realizado o Sport Nutrition Convention.
Um dos temas a serem abordados é "Fitoterápicos na prática esportiva visando o emagrecimento: o que é eficiente no incremento da oxidação lipídica?", cuja palestrante será a Dra. Vanderli Marchiori, colaboradora deste website.
Local: Rio de Janeiro Atualize-se sobre Nutrição Esportiva com os melhores profissionais da área. Para mais informações abra o folder do evento
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